terça-feira, 25 de julho de 2006

Montanhas lindas - Castro Laboreiro

 | Ventor 25.07.06

Castro Laboreiro

Em mais uma das minhas caminhadas por Castro Laboreiro, quero deixar aqui a minha homenagem a estas gentes serranas e às suas belezas.

Pouco conheço de Castro Laboreiro a não ser tudo o que me contam, tudo o que leio e de uma ou outra passagem por lá no deambular dos tempos. Mas posso dizer-vos que toda a região de Castro Laboreiro é um monumento. Desta vez descobri outro monumento: “o borrego grelhado”! Mas, não vos vou falar do borrego grelhado nem do Restaurante Miradouro. Vou falar-vos de Castro Laboreiro no seu todo. Nos penhascos (que dizer dos seus penhascos?), das suas gentes e da minha grande desilusão!

Uma beleza na serra

Os seus penhascos são um monumento a toda a Natureza! Eu sei que, por entre os seus penhascos, enquanto caminhavam os séculos, caminharam também as suas gentes. Gentes de muitas raças que foram rodando por muitos dos cantos desta Europa. Hoje continuam a caminhar por Castro Laboreiro, as suas gentes e outras gentes deste mundo que chegam e partem em camionetas de turismo. E vale a pena o passeio! Os descendentes de Castro Laboreiro que, certamente, tal como os de Adrão, estarão espalhados por esse mundo, por outras terras com outros penhascos, também gostarão de voltar para ver a terra de seus pais e avós. Todos fomos levados na chama de um Dragão chamado Diáspora, mas vamos voltando sempre até ficar ou até partir para nunca mais.
Eu caminho cantando ao som dos seus ribeiros
Mas o que mais se nota por Castro Laboreiro, são os sinais dos tempos longínquos, como os moinhos da minha amiga Flora e as pontes dos nossos amigos romanos para atravessar em segurança para a outra margem. Eu vi algumas das suas pontes sobre riachos de pouca água, ou de tempo estival, que são autênticos monumentos nacionais. Deslumbrei-me com as águas límpidas caminhando e cantarolando de rocha em rocha, esquivando-se por entre os carriços, ao mesmo tempo que homenageavam os arcos romanos que sobre elas se escanchavam ao mesmo tempo que os penhascos de granito se inclinavam para espreitar os trabalhos das gentes que há milénios por ali caminham. Estou-me a lembrar do arqueólogo galego, Pablo Novoa e os seus estudos das imagens das pedras. Não nos esquecendo que, por ali, a erosão destrói tudo, porque não?
Aqui o betão protege o moinho
Outros monumentos que não posso deixar passar são os carvalhos esburacados e podres de velhos que duros e erectos ou retorcidos, lembrando corcundas, faziam uma vénia à passagem do vosso amigo Ventor. Creio mesmo que, à sua volta, os duendes dançavam e cantavam misturados com almas de gentes que à sua sombra se abrigavam em dias de calor como este que por lá passei. Eles são dignitários da companhia dos velhos druidas (ou congéneres) que certamente nasceram e morreram por estas terras antes de os romanos e outros chegarem e, tal como eu, muito olharam os seus nobres carvalhos, vibrando.
O calor era muito, mas só olhar os charquinhos já atenuava
Mas também tive a minha desilusão! Passar por Castro Laboreiro, correr todos os lugares ou quase todos espalhados por entre os seus penhascos e não encontrar nenhum dos seus belos cães, foi para mim uma desilusão. Conheço alguém que veio da América com a ideia de levar um cão de Castro Laboreiro e só de ouvir falar deles, pois não conhecia nenhum, ainda mais desiludido fiquei por lhe ter pedido para não levar nenhum cão porque eles eram dali, daqules belos montes e não quereriam nada estar fechados num quintal do tio Sam, pois prezavam a sua liberdade! Ela já não vai querer mais um cão de Castro Laboreiro e eu não voltarei mais a Castro Laboreiro com o fito de ver um só dos seus belos cães e sempre fiéis amigos. Nunca me esqueço da história que o meu pai me contava desse cão de Castro Laboreiro, chamado Jolim e que o meu Quico reconta na página: «Quando os Lobos Descem a Serra».
Como podem verificar são belezas de ontem e de sempre

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Outro sonho do Ventor

 | Ventor 20.07.06

O Ventor não quer que eu conte os seus sonhos, mas vou contar. Por isso invadi o seu blog!

Uma noite destas ouvi o Ventor sonhar e acordou muito transtornado com um pesadelo. Eu só ouvia ele gritar. “Antar”! “Está quieto Antar”! “Tu dás cabo de tudo, Antar”! Isto era o que eu ouvia ao Ventor.

Claro que o Ventor já me tinha falado do seu cavalo branco, Antar, mas agora eu precisava de saber porquê aquela conversa toda com o Antar.

Então o Ventor contou-me, o resto do seu sonho que foi assim:

O Ventor sonhou que estava numa grande fila de automóveis e era impossível sair do mesmo sítio. De repente, vindo do céu, desce sobre aqueles automóveis todos um belo cavalo branco. O Ventor saiu do carro e começou a gritar pelo cavalo.

“Antar! Antar”! … “Que fazes aqui, Antar”?

E o cavalo branco respondeu-lhe que veio buscá-lo!

«Venho buscar-te, Ventor».

“Mas eu não vou. Eu pertenço a esta parte do Mundo, tu pertences à outra”.

 «Tu vais comigo Ventor. Eu prometi que te ia levar daqui».

“Prometeste a quem? Antar, tu só me obedeces a mim”! 

«Não me chames Antar, Ventor. O Antar é o meu pai, está muito doente e eu prometi-lhe a ele e ao Senhor da Esfera que te ia levar comigo. O meu pai e o Senhor da Esfera estão com saudades tuas. Eu sou o cavalo mais poderoso que existe na grande Esfera e trouxe comigo essa missão. Levar-te, Ventor!» 

“Missão impossível. Eu não vou”! 

«Ou vais comigo, ou eu dou cabo destes carros todos, Ventor. Começo já por este».

Espetou dois coices num carro de amigos nossos. O homem meteu as mãos à cabeça e a mulher saiu do carro a gritar quanto podia com o Ventor que tinha de matar aquele cavalo.

 Tal e qual o Antar

“Mata o cavalo, Ventor, senão ele destrói tudo”!

O cavalo desfez mais dois carros e o Ventor pegou num grande arrocho e prometeu dar cabo do cavalo. (Às vezes precisamos de fazer promessas!).

O cavalo branco colocou-se em frente do Ventor a ameaçá-lo com as patas da frente e com a boca aberta a mostrar-lhes os dentes grandes e branquinhos.

Depois provocava-o para o Ventor lhe dar com o arrocho, mas o Ventor tinha oportunidade mas não lhe dava. Só se lembrava do Antar, um cavalo maravilhoso que nunca poderia ter um filho assim, pensava ele.

Depois o cavalo branco faz uma correria sobre a fila de automóveis e com mais dois coices espatifou uma série deles. O Ventor, de arroxo na mão, só pensava no Antar e pensou que o Antar e o Senhor da Esfera não lhe podiam ter feito aquilo. (Só podia ser obra do diabo!).

Pediu ao cavalo branco para se ir embora e que não danificasse mais viaturas pois era um comportamento indigno de um cavalo celestial.

O cavalo branco fixou o Ventor, olhos nos olhos e deu início a mais uma correria sobre as viaturas fixando-as. Começou aos coices nas viaturas danificadas e colocou-as todas como estavam. Depois dirigiu-se ao Ventor voltou a olha-lo nos olhos e disse-lhe: «É verdade Ventor. Meu pai - o teu fiel cavalo Antar - mais o Senhor da Esfera, estão com saudades tuas e eu prometi-lhes que te vinha buscar. Se te levasse ganharia uma grande aposta, se não te levasse haveria de provar se tu eras o senhor de que meu pai me falava. Com o arroxo na mão tentaste intimidar-me, mas nos teus olhos nuca vi um sinal de ódio. Voltarei para eles vencido mas com a alegria de lhes contar que tu continuas a ser como eles me disseram que eras”. 

«Adeus Ventor»!

O cavalo, uma beleza branca, subiu pelo ar fora até se perder de vista penetrando pelo céu dentro. Ao lado do Ventor as pessoas batiam palmas ao cavalo que desaparecia e ao Ventor.

 Mas a única realidade é que o Ventor acordou de um grande pesadelo, todo molhado, encharcadinho em suor e encontrou-me sentado a seu lado, cheio de curiosidade. Para não se esquecer, foi-me contando o sonho e ia-me fazendo festas como teria feito ao Antar se estivesse aqui connosco.

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Arcos de Valdevez - os Malinos

 | Ventor 19.07.06

Os Malinos são mesmo Malinos!

Mas são um encanto a tocar bombo e caixa. Não cheguei a vê-los a tocar gaita-de-foles nem concertina mas, só pela conversa, deu para perceber que devem ser mesmo bons em tudo.

Na nossa última noite em Arcos de Valdevez, deu para ouvir uma “bombarda terrível” que até parecia que os cavalos de Afonso de Leão e do nosso Afonso, o Conquistador, estavam irrequietos, prontos para entrar numa dança em vez de um combate. Ainda pensei voltar para trás e ir ter com os bombos mas a coisa não estava bem para eu aumentar mais um pedacinho à minha caminhada.

No dia seguinte havia por ali, nas belas águas do rio Vez, outro torneio, não de vida ou de morte, mas de Kaiaks. Haviam por ali carrinhas de várias localidades e motocars e até parecia que tudo aquilo estava em festa, mas também quando o Norte não está em festa, quem está? Demos por ali umas voltas, pelas zonas do Vale, pelo Mezio e por Travanca e regressamos à vila, depois de cumprimentar os meus amigos de milénios.



  Aqui jazem homens de antanho


Em Arcos de Valdevez, tivemos de arranjar onde almoçar e, para isso, teria de ser um local onde coubesse o meu amigo Zé! Fomos ao local perguntar se podíamos almoçar na Esplanada onde teríamos o Zé junto de nós e à sombra. Assim foi. Havia uma mesa para cinco e para o Zé junto de nós. À nossa volta alguma rapaziada vestida de verde. 16, se sei contar. Mas levantei-me e procurava os lavatórios, porque não conhecia o restaurante que tinha sido todo renovado. Um rapaz, dos vestidos de verde logo se prestou a dar a sua ajuda e indicou-me por onde ir. Lá fui. Atravessei aquela “Floresta” toda, era assim que se chamava o Restaurante, e quando cheguei deu-me para ler a camisola que me tinha indicado os lavabos. Na camisola estava escrito os Malinos. Olhei os outros e tinham escrito a mesma palavra e a casa que os ajudava nas suas andanças – uma salsicharia. Virei-me para o que estava mais perto e perguntei-lhe: «vocês são Malinos a fazer o quê»?

Daí veio todo o historial do grupo. “ Nós somos Malinos a tocar bombo, a tocar caixa, a tocar gaita galega, a tocar concertina”! Um puto com 22 anos que tinha todo o jeito de ser o “cabecilha” e que irradiava simpatia por todos os poros, apresentou-me a sua rapaziada que ia desde uma menina de 12 anos que tocava concertina até o mais velho com 28 anos que tocava bombo. O chefe tem 22 anos e toca caixa. Os mais velhos que faziam parte do grupo trabalhavam em vários ramos e tinham de tomar conta do bombo em dias de festa.

O chefe do grupo ofereceu-me um cartão e depois ainda voltou ao restaurante para me oferecer um postal com a imagem do grupo em equipamento laranja. Eles vestem camisola verde ou camisola laranja.

Faziam parte de outro grupo de Zé P’reiras, mas zangaram-se e os que partiram formaram um grupo novo. Agora a sua condição de Malinos dá bem para rebentar com os bombos e ganhar prémios. Tocam tanto bombo que têm de proteger as mãos todas calejadas. Para eles rebentar com as peles dos bombos, partir baquetas e arrasar em volta, bater os seus velhos amigos, é condição necessária. Tão necessária, como beber 14 litros de água por dia, nestes dias de intenso calor para continuarem a “bombar” nos instrumentos.

Depois do almoço regressamos à auto-estrada pelo lugar do Souto onde eles iam actuar. Chegamos no fim, mas deu para ver que eles são mesmo bons! Debaixo daquele calor arrasador as grandes bandas esperavam a sua vez, mas tinham de aguardar a actuação dos Malinos. Perguntei-lhe pelas gaitas de foles e pelas meninas das concertinas, ele com tristeza no olhar, por não os vermos em todo o seu esplendor, disse-me que já tinham actuado. Uma das meninas disse-me: «venham à festa dos Arcos e vão ver o maior show da vossa vida, com bombos, caixas, concertinas e gaitas galegas».

Eles continuam bombando, no adro da igreja de Souto

Falo-vos nos meus amigos Zé P’reiras, os Malinos porque eles são mesmo Malinos. São Malinos contra o ócio, contra a tristeza, contra a vida inútil da maioria da nossa juventude. Eles transpiram alegria e transformam o semblante daqueles que por razões várias a sorte não bafejou ainda. Eles levam alegria cheia de música ás ruas dos Arcos, do Souto e de muitas terras do nosso Minho. Eles conseguiram mostrar-me que tocar bombo, tocar caixa, e outros instrumentos é muito difícil, mas vale a pena viver a vida como gostamos.


 


E assim terminaram com esperança de que, em Agosto, ainda ouçamos e vejamos as gaitas de foles e as concertinas

Boa sorte, na vossa Caminhada, amigos Malinos!

domingo, 25 de junho de 2006

Caminhar e correr na relva


Não posso deixar passar esta oportunidade de louvar publicamente a nossa rapaziada da bola. No meu post sobre o S. João, em Adrão, eu disse antes do jogo começar:

Hoje, o "exércvito luso", comandado por um brasileiro, tal como noutros tempos, vamos enfrentar os holandeses. Por esta, bandeira, vamos a eles!

E fomos! Fomos num campo de futebol que mais pareceu um campo de batalha, tal como aqueles que se seguiram noutros tempos que os holandeses tudo fizeram para diminuir a nossa capacidade de defesa do chamado grande império luso, pelo ódio que tinham a tudo que era espanhol.

Eu esperava que tudo aquilo iria acontecer. E aconteceu! O jogo iria ser difícil para os dois lados e a macaquice de alguns iria estragar o jogo.

Houve cartões sem nexo, como o primeiro mostrado ao jogador holandês e o primeiro mostrado ao jogador português. A falta de um vermelho directo que seria bem mostrado ao jogador que faz a segunda falta sobre o Cristiano Ronaldo e depois foi um ver se te avias! Tudo aquilo teria de descambar e eu achei o caso mal parado porque, normalmente, perdemos sempre netas jogadas. felizmente isso não aconteceu hoje porque os nossos rapazes bateram-se com galhardia.

Vamos lá rapaziada. Vamos a eles!

Por esta.

terça-feira, 20 de junho de 2006

A Beleza de Maria

 | Ventor 20.06.06

Eu continuo a sonhar, mas há sonhos que acho que devo colocar aqui e este é um deles.

Uma vez tive um sonho em que o Senhor da Esfera me disse que eu era o Oitavo da Esfera Celeste, o Ventor!

Verdade!  Gostei muito desse sonho, mas agora tive outro muito lindo.

Sonhei que era um dos Senhores de uma grande empresa em que haviam bastantes sócios e eu tinha 8% dessa empresa, muito pouco mas era dos que tinha mais!

Mas a coisa estava muito má porque os meus sócios eram demoníacos e tinham um plano. Destruir o Planeta Terra! Eu travei uma luta ainda mais diabólica que a deles para o evitar, mas os gajos tinham sempre a maioria e eu sentia-me impotente para ganhar essa grande batalha. Fazia-me confusão como aqueles anedotas queriam dar cabo de um mundo tão lindo, inclusivé, cabo deles. Eu procurei todas as hipóteses para o evitar e nas minhas caminhadas em volta do Planeta, fui encontrar Jesus Cristo com um plano na mão para vir em meu socorro e uma carta do mundo antigo.  Do seu Mundo!

Sobre uma rocha ele estendeu a sua carta e apontava para Maria, Sua Mãe: «foi aqui que eu nasci, foi aqui que tu fizeste a sopa para mim, foi aqui que o meu pai trabalhava a madeira, foi aqui que ... uma série de coisas! Maria ouvia-o olhando o horizonte fixa em nada, pensando, meditando e era a mulher mais bela que alguma vez imaginei existir. Os seus olhos estavam fixos em nada, muito longe e, de repente, ouvi-a dizer. «Pois era. Era tudo muito lindo, mas agoara as nossas preocupações são outras. Temos de ajudar o Ventor"!

Aquela mulher irradiava força e determinação e por portas e travessas arranjou dinheiro, muito dinheiro. Ao ver-me, chamou-me e disse-me para chegar e traçar um plano com ela. Cristo estava a leste. Ela tinha dinheiro e disse-me que o dinheiro comprava tudo até aqueles obcecados pela destruição da Terra. Oferecer dinheiro aos mais pequenos e comprar as suas acções. Cristo comprava uma boa percentagem e ela outa, de maneira que, com os meus 8%, tivéssemos a maioria e travássemos os demoníacos.

Ela chegou sorrindo àquela grande empresa e propôs-se comprar tudo que vendessem. Para mim e para o meu filho posso comprar tudo que vendam, mas eles não a conheciam. Apenas queriam dinheiro. De repente os demoníacos estavam em minoria. Quando viram Cristo, Maria e eu juntos nos mesmos objectivos precipitaram.se num sítio terrível para onde queriam ir. Era o Inferno!

Mas com o Planeta Terra já salvo, Cristo continuava de carta na mão, á procura de locais seus conhecidos e a dizer à mãe para não se preocupar mais. O Ventor vai gerir essa empresa. Eu acredito nele e tudo vai correr bem e dirigiu-se para a Palestina.

Porque seria que Cristo e sua Mãe me apareceram cheios de dinheiro? Eles foram sempre pobres, tal como eu!

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Mais tasquices

  | Ventor 19.06.06

A propósito do elogio do Presidente da República à acção governativa, segundo ouvi numa tasca aqui ao lado, só tenho a dizer o que disse a um amigo, depois de ouvir muitos tasqueiros e seus clientes frequentadores.

Em resumo:

«Todas as apostas que implicam desenvolvimento até podem ser correctas, e isso vamos ver, mas farto de "graxa política" estou eu. Falam, falam, falam, ... mas obras, quê delas?
O que eu gostava de ver eram acções para além da poítica teórica! E essas eu ainda não vi nada. O que eu vejo é aquilo que os outros vêm. Népias!
O que eu gostava de ver, era o Presidente da República dizer que o Governo, já fez muito no seu primeiro ano de mandato e que os resultados estão à vista. Mas não. Os resultados não estão à vista, e provavelmente nunca os veremos. O que eu gostaria era, sentar-me a beber o meu café, abrir o jornal, e não ter de ler notícias deste teor: "a fábrica da Azambuja vai fechar, porque a produção de uma viatura na Azambuja fica bem mais cara do que se for produzida em Espanha", por exemplo. E depois, não gostaria de ler as explicações vergonhosas das razões porque isso acontece, na óptica de quem sabe da poda.
O que eu gostaria de ver, era sentar-me para beber o meu café, abrir o jornal e não ter de ler uma notícia destas: "a Assembleia da República, gastou mais 27% em viagens no último ano", etç., etç, ...
Espero que os elogios do Presidente da República não tenham por objectivo tapar-me os olhos e fazer de mim parvo. Claro que para tudo há o seu tempo e eu fico, à espera, atento»!

Isto é um resumo do que eu tenho ouvido nas tascas que frequento. No entanto, também não vou julgar o Governo actual por todos os males que existem na nossa sociedade. Eles vêm de trás, mas cada vez estou mais convencido que o balão continua a insuflar até rebentar e no términus do mandato Governamental, a nossa decepção será muito maior. A podridão é muito grande e todos nós vamos pagá-la muito caro.

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Caminhar na Natureza

 | Ventor 15.06.06

Caminhar sob a ameaça de chuva, nunca foi o meu forte. Prefiro caminhar à chuva, do que ser ameaçado por ela. O chato, é quando não somos capazes de caminhar.

É o meu caso neste momento. Uma tormenta! Estar deitado, sentado, andar a pé ou de carro, é par mim, de momento, uma grande tormenta,

Mas enfim, vou! Pelo menos enquanto o sacrifício mo permitir, como hoje mas, às vezes, o scrifício não o permite. Neste momento, até para estar aqui sentado estou a fazer um grande sacrifício. Mesmo para fazer uma massagem na tremideira do meu colchão, é um sacrifício.

Mas mesmo assim, a Natureza é a minha companheira preferencial, chova ou dê sol!  Por isso, mesmo grunhindo de dor, andei pela minha serra preferida. Preferida por ser linda e por estar mais à mão e mesmo escondida pelo nevoeiro esfarrapado, ela continua a ser tão linda como só Sintra o sabe ser.

Penetrar no seu seio e olhar as suas árvores envergonhadas escondendo-se do Ventor no nevoeiro esfarrapado, continua a ser belo. Gostava de ser um Byron, não precisaria de ser Lord, para saber descrever o que sinto quando caminho na serra de Sintra. Ela é uma sera completa. Basta ver a bravura do seu solo, as suas rochas alcandoradas umas sobre as outras e os casarios incrustados na majestade do seu arvoredo para, à chuva ou ao sol  verificarmos que não poderá haver muitos locais assim. Por isso já o Byron dizia ser um local único.

Ver o nevoeiro caminhar entre as árvores, e todo aquele maravilhoso  arvoredo  desfilar perante os nossos olhos é deveras único.

As ginjas eram um desafio e as peras preparam-se para o ser.

Nos seus muros, fazendo lembrar o meu Minho, as hortências diziam-me olá e curvavam-se à minha passagem, ao mesmo tempo que me lembravam que haveria dias melhores.

https://ventorcaminhando.blogspot.com/2026/06/lago-enol-um-lago-de-covadonga-que.html

Observando

 Sim, observando! É o que eu estou a fazer! ____________________________________________________________________________________________ O n...