terça-feira, 2 de junho de 2026

Caminhar na Natureza

 | Ventor 15.06.06

Caminhar sob a ameaça de chuva, nunca foi o meu forte. Prefiro caminhar à chuva, do que ser ameaçado por ela. O chato, é quando não somos capazes de caminhar.

É o meu caso neste momento. Uma tormenta! Estar deitado, sentado, andar a pé ou de carro, é par mim, de momento, uma grande tormenta,

Mas enfim, vou! Pelo menos enquanto o sacrifício mo permitir, como hoje mas, às vezes, o scrifício não o permite. Neste momento, até para estar aqui sentado estou a fazer um grande sacrifício. Mesmo para fazer uma massagem na tremideira do meu colchão, é um sacrifício.

Mas mesmo assim, a Natureza é a minha companheira preferencial, chova ou dê sol!  Por isso, mesmo grunhindo de dor, andei pela minha serra preferida. Preferida por ser linda e por estar mais à mão e mesmo escondida pelo nevoeiro esfarrapado, ela continua a ser tão linda como só Sintra o sabe ser.

Penetrar no seu seio e olhar as suas árvores envergonhadas escondendo-se do Ventor no nevoeiro esfarrapado, continua a ser belo. Gostava de ser um Byron, não precisaria de ser Lord, para saber descrever o que sinto quando caminho na serra de Sintra. Ela é uma sera completa. Basta ver a bravura do seu solo, as suas rochas alcandoradas umas sobre as outras e os casarios incrustados na majestade do seu arvoredo para, à chuva ou ao sol  verificarmos que não poderá haver muitos locais assim. Por isso já o Byron dizia ser um local único.

Ver o nevoeiro caminhar entre as árvores, e todo aquele maravilhoso  arvoredo  desfilar perante os nossos olhos é deveras único.

As ginjas eram um desafio e as peras preparam-se para o ser.

Nos seus muros, fazendo lembrar o meu Minho, as hortências diziam-me olá e curvavam-se à minha passagem, ao mesmo tempo que me lembravam que haveria dias melhores.

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