Ventor 06.09.05
terça-feira, 6 de setembro de 2005
sábado, 20 de agosto de 2005
A Dama e o Vagabundo
Ventor 20.08.05
Foi uma bela caminhada. Imaginem que até caminhei em volta deste prato, pela Quinta das duas Torres.
Lá vou eu a correr e a saltar de Torre em Torre
Só que cada uma destas caminhadas deixam-me mais só no tempo. Fui ver casar mais uma das princesas do meu Burgo que ainda teve o cuidado de achar-me um grande Vagabundo. Claro que a minha cara metade era a Dama, depois estávamos rodeados à mesa por uma bela juventude. Era a mesa da Dama e do Vagabundo. Enfim, éramos todos uns vagabundos e esta juventude já vagabundeia connosco há uns aninhos! Só não coloco aqui as suas caras bonitas porque eu sou daqueles que tenho pouco a ver com a confiança na Net.
Era realmente a mesa da Dama e dos vagabundos
Claro que fiz uma reportagem fotográfica que está a correr e-mails, mas cada vez que eu tirava uma foto, o repórter oficial transtornava a sua fisionomia. Não sei porquê! Toda a gente lhe comprou as fotografias, até eu com uma máquina cheia delas! Mas se aqui não sou o repórter que alguns desejariam, ainda dou só um cheirinho do que foi o grande dia deste Vabundo.
E também um cheirinho da noiva que nos encantou

Assim, perdidos no escuro da noite, sempre haviam umas lamparinas ou umas velinhas para nos iluminar as belas torres, as fachadas cheias de hera, as janelas, as portas, ... as caras bonitas e encantadas como fadas nocturnas que, como eu, saltavam de torre em torre no meio de velhas fadas em forma de corujas que por ali vagueiam há séculos.
Assim, ao retirar-me do meio de belas flores, e ao ter de ir vagabundear para outro lado, terminou para todos e para mim também, mais um belo momento de beleza que felizmente vão alternando com os tristes que também nos acompanham. Assim, talvez um dia muitos de nós possamos dizer que vivemos uma vida completa, cheia de tristezas e alegrias e, umas e outras nos encherão o coração e o cérebro de recordações.
segunda-feira, 1 de agosto de 2005
Tristeza
Ventor 01.08.05
Ela levou-me ao colo de Adrão a Soajo para me baptizar. Dizia-me a minha mãe que nunca deixou que ninguém me pegasse!! Ela aqueceu-me as mãos quando eu era criança e subíamos as montanhas atrás das vacas. Ela casou e foi para a América com o marido, quando eu vim para Lisboa. Andamos sempre afastados e só de vez em quando nos encontrávamos por aí. Nas nossas montanhas, em Adrão, na sua casa de Arcos de Valdevez.
Ela chorou-me morto quando a sua sogra lhe telefonou a dizer-lhe: "morreu o nosso Ventor"! Era um engano. Fora o meu irmão que morreu na tropa num acidente. Ela chorou e pôs a América de Adrão a chorar por mim! Ela sempre gostou de mim e sempre dizia: "o meu Ventor"!
Ela, na foto, está feliz com o seu Bubo que eu lhe ensinei que a casa também era dele. A mesma felicidade tinha com o Max o seu cãozinho, que só passou a deixar entrar no quarto e na cama quando viu que com o seu Ventor ele também dormia na cama e era tratado como um igual!
O Bubo morreu e foi para as estrelinhas como diz a Joana. O Max está a morrer com um tumor na cabeça. Duas tristezas! Agora a tristeza é maior. Hoje a vida deu uma volta. Ela telefonou-me que os médicos lhe deram um ano de vida! Hoje apetece-me chorar! Só vejo a vida esvaziar-se à minha volta e apetece-me esvaziar uma garrafa de scotch e dormir, dormir, dormir e não pensar em nada!
sexta-feira, 29 de julho de 2005
Sistemas de comunicação
Vento 29.07.05
Este ano é para mim um mau ano.
Devido à seca e não só! Pela seca, para mim e para todos nós, mesmo para aqueles que pensam que não. Mas, apesar de tudo, tem sido um ano de aprendizagem. Quase que sou especializado em vários sistemas de comunicações. Várias linguagens!
Este ano, aprendi dois sistemas novos e hoje mesmo, recordei um que já quase tinha esquecido. Este ano, nas minhas pequenas ou grandes caminhadas, aprendi o sistema de comunicações utilizado pelos pica-paus malhados e aprendi o sistema de comunicações utilizado pelos gaios. Estes, tenho-os seguido desde o ano passado. Não me deixam fotografá-los mas já os entendo!
Mas hoje, quando andava atrás de uma pega para fotografar, ouvi uns sons esquisitos mas ao mesmo tempo familiares! Larguei a pega, desobediente, e fui atrás dos sons. Achei que fiquei apático ao ouvir aqueles sons enquanto os meus carrilhões procuravam entendê-los. Afinal era tão simples!
Ao prosseguir no encalço dos sons, vi mais lá à frente uma perdiz a atravessar o caminho. Depois outra e outra e mais outra! Eu sabia que andavam por ali pelo menos três perdizes. De repente vi que eram quatro que atravessavam o caminho o que indicava pelo menos mais uma. Tinha começado com duas em Março e depois voltei a vê-las. Sabia que elas teriam ali o ninho, mas procurei não as perturbar. Entre a minha avidez pelo ninho para fotografar com os seus ovos, ponderei e não o procurei, para que elas tivessem o seu rumo normal. Pelo menos que não fosse eu a estragar tudo.
As perdizes atravessam o caminho à minha frente, mas longe
Mas hoje, certifiquei-me, ao ver aquelas quatro perdizes que o som teria a ver com uma catrefa delas. Foi o que aconteceu. Era um grande bando de perdizes em comunicação. Lembrei-me que aquele som era o que ouvia quando pequeno caminhava pelas minhas montanhas. Desde que os perdigotos me apareciam aos pés até desapareceram nos matos, tudo acontecia após aquele som. Este som faz lembrar aquele que é utilizado pelos humanos. "Umas palmadas que batem e, de repente, uma voz: meninos, vamos a dispersar"!
Depois, alguém que descia em sentido contrário tirou-me a oportunidade de as fotografar como eu gostaria
Fiquei sem a foto da pega e sem a foto ideal das perdizes, mas fiquei contente por saber que as perdizes ainda continuam na roda da vida, e que aquele casalinho de amigos tiveram os seus meninos. Hoje, já grandes!
sexta-feira, 15 de julho de 2005
Hoje fomos à quinta
Ventor 15.07.05
Hoje peguei no Maralhal e fomos à Quinta!
Joana e Tomás
Joana e Tomás
Primeiro fizemos uma visão geral sobre a quinta, a ver se estava tudo em ordem, e depois fomos tomar o pequeno almoço á grande! Quando voltamos à quinta, o galo chamou o seu Maralhal para ver o maralhal do Ventor!
Este galo dá o alerta
Venham ver o Ventor depressa, diz ele, pois se calhar vai-se embora outra vez a correr!
O galo já está chateado
Não estão a ouvir o que eu digo?
Outro galo observa e diz
Eu já os tinha chamado mas ninguém me ligou. Não tarda muito vão-se embora outra vez!
Tirem os patos do caminho. Que pategos!
Pategos o tanas! Sai mas é tu do caminho que eu quero um encontro com o meu amigo Ventor!
Oh, rapariga, puxa o carro, para oferecermos uma boleia ao Ventor!
O pato coxinho
Deixem-me chegar à frente. O Ventor sabe o que é andar coxo e logo que me veja, já não vos liga mais! Deixem o Ventor ver o coxinho!
Bem, depois de muita algazarra, lá saímos da quinta para virmos almoçar. Deixamos lá todos os nossos amigos e foi o fim do mundo para nos despedirmos de todos. Mas deixo uma promessa: voltaremos!
https://ventorcaminhando.blogspot.com/2026/06/lago-enol-um-lago-de-covadonga-que.html
Setember Eleven
Ventor 11.09.11 O dia que mudou o mundo e, por isso, o dia que também mudou o Ventor. Um dia que nunca devemos esquecer! Não devemos esqu...






















