quarta-feira, 13 de abril de 2005

Uma efeméride

  Ventor 13.04.05

Nas minhas caminhadas tenho-me deparado com várias efemérides, entre elas, esta. Faz hoje, 13 de Abril de 2005, 2337 anos a Fundação oficial da cidade egípcia de Alexandria! Não tenho bem a certeza, mas creio que sim.

Farol de Alexandria tirado da Wikipédia

A minha memória, velha como o tempo, pode atraiçoar-me, mas raramente essas situações traiçoeiras me atingem. Enfim ... é possível. Poucas cidades fizeram uma entrada tão magnificiente na história da humanidade como Alexandria. Ela foi fundada por Alexandre, o Grande, o meu amigo Macedónio.

Já tenho falado disso ao Quico e acho que ele vai querer colocar tudo no seu Site. Será que ele ainda se recorda? Deve recordar pois todos os seus ascendentes foram bafejados pelas boas vontades divinais dos Faraós, mesmo muito antes do nascimento de Alexandria.

quinta-feira, 7 de abril de 2005

Continuando ...


... nas minhas caminhadas, ontem os doendes deitaram flores à minha passagem. Eles sabem como eu os invejo. Gostava de viver naqueles boraquinhos das árvores. Autênticas vivendas!

Belas flores selvagens 

Fui ver nascer os fetos e, pelo verão fora, tentarei assistir ao seu crescimento.


Fetos crescendo a velocidade de cruzeiro. Como este

Acabou de furar e já canta glórias a Apolo.

 Feto acabado de nascer

Há meia dúzia de dias passei ali de propósito para os ver e não havia nenhum. Também estive na conversa com a filhota da Vanessa. Ela ainda pousou nos fetos secos por onde sua mãe esvoaçava e me esperava.

Estes fetos quando verdes e depois já secos, suportaram a mãe Vanessa e agora a sua filhota já linda como ela.

Mas a filhota da Vanessa tem uma companhia. Esta lagartixa que também quis saudar o Ventor.

Uma lagartixa

Quando procurava a existência de uma possível cobra apareceu saída do chão esta lagartixa no local que nunca mais será o mesmo que eu encontrei em 2004. Vão faltar ali as minhas dedaleiras para embelezar a filhota da Vanessa. A única dedaleira que nasceu ali, este ano, já foi cortada por algum parasita humano. Daqueles que acham que Deus existe só para ele.

domingo, 27 de março de 2005

Pausa na Caminhada

  Ventor 27.03.05

Fiz uma pausa na minha Caminhada. Vou-me dedicar às amêndoas. Deste caquinho de vidro tenho tirado, uma após outra, sempre que me apetece, uma amêndoa.

As minhas amêndoas

Mas tenho à mão os municiadores, não vão as munições acabar para quem passa à minha janela. Aproveitem e vão tirando uma amendoinha. Não pensem que nãopenso nos que não as têm.

Amêndoas para os amigos

Mas hoje é domingo de Páscoa e para mim, já são 37 domingos de Páscoa que são todos muito especiais. Fazem hoje 37 que, no domingo de Páscoa, só como três amêndoas. Por isso, já tirei as minhas três amêndoas hoje. Só não tenho a certeza se era uma branca e duas rosas, se uma rosa e duas brancas. Penso que eram uma rosa e duas brancas e como não tenho a certeza, vou alternando. Hoje são assim.

Para todos os que comigo comeram em 1968 três amêndoas, um grande abraço. Eu não mato a fome de amêndoas nos domingos de Páscoa, antes pelo contrário, mantenho a minha homenagem a esse dia e permite-me recordar todos que, infelizmente, não têm amêndoas para fazerem reviver a sua tradição.

As minhas três amêndoas para o domingo de Páscoa de 2006

Tenham todos uma Páscoa Feliz.

quarta-feira, 16 de março de 2005

Hoje subi à Serra

  Ventor 16.03.05

Hoje subi à sera da Mira. Foi uma passeata de 3 horas antes do almoço. Numa serra, mesmo que esventrada pela apetência do homem, encontra-se sempre muita coisa. Vejam esta rocha em baixo, coberta de líquenes.

Uma rocha na serra da Mira

Mas numa serra que faça jus ao nome, tem de haver rochas e tojo. Sem rochas e tojo, não lhe podemos chamar uma serra. Claro que tem muita coisa que não é próprio de uma serra. Por exemplo: a guarda avançada da destruição - a construção - acompanhada de máquinas, e homens de capacetes, a preparar novos caminhos! Mas esqueçamos, e vivamos o tojo.

 Tojo na serra da mira

Também, numa serra, tem que haver um cão. O cão procurava algo. Não seria certamente Ferrer Roger, mas talvez um coelhito, pois se é verdade que eu não o vi, também é verdade que já houve lá muitos e talvez procurem sobreviver à pedalada que o homem tem imprimido na ocupação da sua serra da Mira.

Cão na serra da Mira, numa busca frenética

Mas há uma boa razão para ainda haver por lá uns coelhitos, se assim não fosse, não andavam por ali tão afincadamente estas minhas amigas. Tive por companhia três belas águias. Mas eram muito envergonhadas e olhavam-me de soslaio. Difícl de fotografar, apenas por birrice delas! Disseram-me que não se achavam assim tão fotogénicas para serem exibidas na Net!

 Uma águia na serra da Mira 

Mas o instinto da caça não é exclusivo das águias e dos cães. Também esta gata diz que continua por ali a desenvolver o seu instinto de sobrevivência. E era tão meiguinha que até gostava da minha companhia.

 Uma gata na serra da Mira  

Mas uma serra, para ser completa, tem de ter flores. Neste campo, a serra da Mira já foi uma serra bela e hoje, apesar da seca, brindou-me com belas flores. Os lírios, por exemplo, são seu apanágio, mas estão muito pobres e mirrados com a falta de água. Continuam, no entanto, a exibir os seus robes mágicos no meio da secura!

  Lírios na serra da Mira

Mas além dos lírios haviam outras flores que espero colocar nas minhas Flores de Inverno. Mas estas, além dos cardos, foram também, noutros tempos, apanágio florístico da serra da Mira.

A solidão e a tristeza nota-se nesta flor. Era quase unica!

Mas numa serra, também se desenrolam tragédias. É o caso desta borboleta presa nos acúleos dos tojos. Ela debatia-se e nada conseguia. Eu ainda tive dúvidas, mas era verdade. Estava mesmo presa! O seu grito de socorro ao ventor salvou-lhe a vida e espero que sem danos.

Borboleta presa no tojo, na serra da Mira 

E reparem como há solidariedade na serra! A abelha passou três vezes sobre a borboleta e veio direita a mim para que tentasse fazer alguma coisa pela desgraçada da borboleta. Peguei numa palhinha seca e consegui fazer que a borboleta trepasse agarrando-se a ela como sua tábua de salvação e ei-la, esvoaçando, com a promessa de ser mais cuidadosa.

Borboleta e abelha, partem, partilhando o seu (nosso) mundo 

Mas, para além de tudo isto e muito mais, assisti a uma sinfonia ao ar livre! As abelhas e os meus queridos amigos, com predominância, amarelo-negro, tiveram a amabilidade de me brindar com uma bela sinfonia de sons mágicos. Não tentem imaginar o vosso amigo Ventor, como noutros tempos, sentado no meio dos tojos a assistir a este belo espectáculo. Foi para mim uma das maiores aberturas musicais que, hoje, numa manhã radiante, fui levado, por artes mágicas, a matar saudades. Aberturas musicais assim, já tive muitas, mas uma coisa é recordá-las e outra é vivê-las. Mais lindas, talvez, as sinfonias, cor de rosa, que já vivi nos carrascais da minha outra serra - Soajo

Um dos meus amigos

Outro amigo

A dança, a música e o cântico! Todos estes meus amigos colocaram alguma clarividência e bem estar na minha cabeça, nesta manhã bela mas seca, neste final de Inverno, em 2005.

Uma das muitas abelhas partilhando o seu dia com o Ventor

segunda-feira, 14 de março de 2005

Os meus Trilhos



Eis alguns dos trilhos por onde, por vezes, caminho. São estes os trilhos por onde em tempos fazia os meus crosses. Agora passo por lá, para matar saudades. Saudades dos meus crosses e muito mais! Ontem, por exemplo, caminhei nestes trilhos, cerca de três horas.

 Um troço da minha caminhada

 Á esquerda, essas flores brancas, fazem-me lembrar outros tempos, onde só havia matos e um simples trilho. Dão uns frutinhos que ninguém liga, mas até acho que devem ser bons. Mas cuidado porque eu não sei se esses são dos bons! 

 Mas por arrelia do meu amigo NetSapinho, desisti, há dias, de colocar aqui os meus trilhos. Hoje procuro encontrar o meu amigo de bom humor e tentarei colocar aqui mais alguns dos meus trilhos, de rajada.






                      

Aqui assisti a um grande combate de amor ou por amor, entre dois melros. Depois o machão disse que a escaramuça fora apenas para me divertir!

 Nos meus trilhos, estavam as minhas dedaleirs do ano passado. 

E estas já estão a caminho! Mas estes trilhos são, na minha cabeça, um hino à Natureza. Estamos a ficar sem estas coisas boas para nos contentarem na nossa caminhada. É uma beleza sentirmo-nos acompanhados pelos nossos parceiros de caminhada sem abusos de parte a parte. Nestes trilhos as borboletas, os tira-olhos, os pássaros, são companhia estimulante para continuarmos a estucar a peugada. Agora que vem aí a Primavera e o Dia da Árvore, pensem como são belas as árvores e como poderemos ser bem mais felizes junto delas. 

 Claro que na nossa caminhada estamos sempre sujeitos a acidentes de percurso. Uma grande teimosia de Eolo em barrar-me o caminho! Prossigamos na nossa caminhada ...

https://ventorcaminhando.blogspot.com/2026/06/lago-enol-um-lago-de-covadonga-que.html

Setember Eleven

  Ventor  11.09.11 O dia que mudou o mundo e, por isso, o dia que também mudou o Ventor. Um dia que nunca devemos esquecer! Não devemos esqu...