| Ventor 16.03.05
Hoje subi à sera da Mira. Foi uma passeata de 3 horas antes do almoço. Numa serra, mesmo que esventrada pela apetência do homem, encontra-se sempre muita coisa. Vejam esta rocha em baixo, coberta de líquenes.
Uma rocha na serra da Mira
Mas muma serra que faça jus ao nome, tem de haver rochas e tojo. Sem rochas e tojo, não lhe podemos chamar uma serra. Claro que tem muita coisa que não é próprio de uma serra. Por exemplo: a guarda avançada da destruição - a construção - acompanhada de máquinas, e homens de capacetes, a preparar novos caminhos! Mas esqueçamos, e vivamos o tojo.
Tojo na serra da mira
Também, numa serra, tem que haver um cão. O cão procurava algo. Não seria certamente Ferrer Roger, mas talvez um coelhito, pois se é verdade que eu não o vi, também é verdade que já houve lá muitos e talvez procurem sobreviver à pedalada que o homem tem imprimido na ocupação da sua serra da Mira.
Cão na serra da Mira, numa busca frenética
Mas há uma boa razão para ainda haver por lá uns coelhitos, se assim não fosse, não andavam por ali tão afincadamente estas minhas amigas. Tive por companhia três belas águias. Mas eram muito envergonhadas e olhavam-me de soslaio. Difícl de fotografar, apenas por birrice delas! Disseram-me que não se achavam assim tão fotogénicas para serem exibidas na Net!
Uma águia na serra da Mira
Mas o instinto da caça não é exclusivo das águias e dos cães. Também esta gata diz que continua por ali a desenvolver o seu instinto de sobrvivência. E era tão meiguinha que até gostava da minha companhia.
Uma gata na serra da Mira
Mas uma serra, para ser completa, tem de ter flores. Neste campo, a serra da Mira já foi uma serra bela e hoje, apesar da seca, brindou-me com belas flores. Os lírios, por exemplo, são seu apanágio, mas estão muito pobres e mirrados com a falta de água. Continuam, no entanto, a exibir os seus robes mágicos no meio da secura!
Lírios na serra da Mira












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