sexta-feira, 29 de maio de 2026

Um Passeio

  | Ventor 04.03.05

Um passeio à beira-mar. Começou com os meus sapatos. Até parecia um rato na ratoeira, mas foi o que se arranjou. Tudo por causa da Joana! 

 Sentei-me numa pedra, olhei e avancei

 Depois de ficar desapontado, olhei em volta e encontrei este amigo, sentado numa folha de "agavea america", será(?), a observar a paisagem. Perguntei-lhe o que fazia e ele disse-me que fazia o mesmo que eu, apenas se sentia desapontado com a vida, com o mundo ...


Olho, olho, olho, e nada! Depois de ter visto estes dois a brincar comigo, cheguei à conclusão que o mundo continua muito mal feito. O Matias e a Magda, brincavam felizes e este e outros amigos tentam apenas sobreviver.


 Gatos felizes - não estragues Magda, que isso é do Ventor!

Mas este amigo, olhou-me e perguntou-me que fazia por ali. E eu refiz a pergunta à qual ele respondeu logo. Enquanto tu passeias, Ventor, eu tento sobreviver! Costumo vir até aqui ver se me arranjam algo para mitigar a fome. Às vezes aparecem por aqui uns pescadores simpáticos que dividem comigo o que apanham. Outras vezes, aparecem outros que nem sabem o que fazem neste mundo. A vida corre-lhes mal e vingam-se em nós, os gatos. É mais fácil bater em gatos que em homens! Mas olha que a tua figura, Ventor, por outras razões, não está melhor que a minha. Não sei se te safas com esses sapatos por aí! Deixa lá os meus sapatos que a ti nada afectam. Caí aqui de paraquedas e pronto, tenho de me levantar e andar. Para mim, seria bem pior andar por aqui descalço!  

 Um gato preto à pesca. De peixe, claro!

Lembrei-me do salto do Matias, de manhã, e da sua felicidade em partilhar um pouco do seu tempo comigo. Depois pensei se terá de ser sempre assim! Será mesmo necessário que à felicidade de uns se contraponha a infelicidade de outros?  

 Matias em voo rasante!

Depois meti os sapatos a caminho e comecei a ver passar os comboios. De repente voltei ao passado. Estava na célebre linha de Cascais!

 Apita o comboio, deixai-o apitar!

Depois, pouco mais tinha para ver, a não ser as minhas amigas da beira-mar. Esta, ficou arrepiada ao ver a minha cara por ali. E começou a gozar comigo! "Sera que estou a ver bem"? «Estás, estás, sou eu»!

  A minha amiga gaivota

  A gaivota afoita

Bolas, Ventor, que isto não está para brincadeiras.  


  A atrapalhação

 Atrapalhada, a minha amiga resolveu fazer um voo baixo sobre a minha cabeça e dizer: "adeus Ventor, vou indo"!  

 Gaivota de abalada

E eu também parti de abalada, fazendo o meu rear-back para o Dafundo, voltar à Joana! Não sem me lembrar das flores da Maria. A Maria já gosta das flores, sabiam!  

 As flores da Maria Teresa

 Vejam como a Maria Teresa, pensa nas suas flores e no Ventor.  

 A Maria Teresa magicando no mundo que nos rodeia

 Depois, ao voltar-me, de regresso ao início, da minha caminhada, eis-me de frente para a embocadura das ninfas.

Uma maravilha - a embocadura das Ninfas!

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