sábado, 21 de maio de 2005

Tejo, a nossa veia cava

  Ventor 21.05.05

Ontem caminhei três horas por Belém. Fui aos meus pastéis, olhei o tejo e, como sempre fico deslumbrado com a sua paisagem e com os seus monumentos. Tirei 220 fotografias a caminhar entre turistas, também entusiasmados. Mas eles são visitantes, nota-se que gostam da bela Lisboa pelo seu sorriso, pelas suas expressões ávidas de conhecer e eu que sou da casa, nunca me encho!

Pormenor do Pavilhão dos Descobrimentos num belo dia de sol e algumas nuvens

Eles fizeram a sua Grande Caminhada juntos, levantaram padrões, descobriram mundos ...

Deixaram-nos monumentos e o Tejo ficou adornado de belezas sem fim. Fico ali a olhar, a olhar, e chego à conclusão que eram mesmo grandes os nossos antepassados. Eles tinham um objectivo e alcançaram-no! Nós hoje não temos objectivo nenhum a não ser o subsídio! É um pensamento comum e talvez a palavra mais utilizada em Portugal! ... Pedinchice!

Foi este o objectivo que nos incutiu a ressaca surgida do 25 de Abril! Ouço os nossos políticos da esquerda à direita. Há anos que observo as suas expressões quando discursam, quando dialogam, quando se engalfinham e pergunto-me a mim mesmo: "será que esta malta alguma vez teve vergonha"?

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