sábado, 15 de dezembro de 2012

Hospital Amadora-Sintra ...

  | Ventor 15.12.12

... onde o hall do descontentamento, esconde os Corredores do Desespero.

Olá, amigos!

Eu sou o Pilantras, o novo amigo do Ventor. O Ventor disse-me para eu escrever aqui, tudo o que lhe ouvi, tal como o Quico fazia nas caminhadas da sua Arrelia - a Arrelia do Quico!

O Quico contava-vos coisas várias, entre elas, algo sobre os Corredores do Desespero, corredores por onde o Ventor já caminha há muitos, muitos anos! O Ventor disse-me que, a vida de muita gente, de muitos dos seus amigos, foi ou é preenchida por muitos troços trágicos, ou trilhos trágicos das suas caminhadas. Ele diz-me que, desde que existe, se recorda de Corredores do Desespero, por vários sítios por onde andou.

No Hospital de S. José, na Clínia da Ordem Terceira, em Lisboa, no Hospital de Vila Cabral, em Moçambique e, o Ventor não se esquece que, é nos Hospitais, que os amigos e os inimigos se encontram ou reencontram e, quando o Ventor foi saber se o inimigo que ajudou a evacuar numa DO-27, tinha sobrevivido, ficou a saber como os seus olhos brilhavam quando aquele puto de 18 anos, sorria para o Ventor, um pouquito mais velho.

Mais tarde, os Corredores do Desespero continuaram e continuam, a sufragar o espírito do Ventor. Pelo S. José, pelo Santa Maria, pelo Hospital de Santana, pelo Instituto Português de Reumatologia, pela Clínica da Reboleira, pelo Hospital da Luz, pelo Hospital da Cuf Descobertas, pela Clínica da Luz, na Amadora, pela Clínica do Parque dos Poetas, em Oeiras, por vários consultórios e por outros locais que não enumero aqui, pelo Hospital da Amadora-Sintra, como quinta-feira passada, esses locais e instituições, fazem parte inesquecível das caminhadas do Ventor.

Hospital Amadora-Sintra, visto do lado dos Meninos da Floreira quando, em Maio passado, o Ventor procurava, nos ares da Amadora, os seus amigos falcões, Zuzu e Margarida, certamente bem mais inteligentes do que muita gente que, por muito descontentes que estejam com a sabujeira onde estão integrados, deviam servir os seus doentes com a digniade que merecem. Assim, como assim, bem ou mal, ainda são eles que lhes pagam. A hierarquia de que dependem, são como eles, seus serventes

Pelo Hospital da Amadora-Sintra já o Ventor passou algumas vezes e conhece bem aqueles corredores das urgências e o desespero de muitos dos seus amigos que passaram por lá.

Mas o Ventor também conheceu bem aqueles corredores por onde ele próprio já caminhou desesperadamente, não pelo tratamento hospitalar mas, só a pensar como conseguira ali chegar. Coisas complicadas de que não vale a pena falar.

Quinta-feira, o Ventor voltou lá! Aquela que tinha sido a avó do Quico, a avó que foi livrar-se das esmeraldas ao Hospital de Santa Maria, foi levada em mau estado para o Hospital Amadora-Sintra. Foi uma caminhada de 86 anos encostados em pequenas esquinas do tempo. Mas o Hospital da Amadora-Sintra, não deixa entrar acompanhantes, com doentes velhos, incapazes de ouvir, de compreender e até, de locomover-se, porque esse hospital e se calhar outros, mesmo que tivessem macas robotizadas, esses doentes, exactamente pelo desespero que os envolve, não seriam capazes de carregar no botão que poria a maca a rolar para o seu objectivo.

Tanto eu como o Ventor não  gostamos de dizer mal mas temos de o fazer! Os iluminados do Hospital da Amadora-Sintra, uma cambada de incompetentes, resolveram aplicar ou ruminar uma norma, uma regra ou o que lhe quiserem chamar, de os doentes não serem acompanhados. Mas há doentes e doentes! E, como se costuma dizer, não há regra sem excepção. Há doentes que não sabem explicar nada aos médicos ou seja a quem for. No nosso caso, quinta-feira, a avó das esmeraldas do Quico, foi chamada por quatro vezes, durante uma hora, para fazer exames e, clarinho como água que, ela, na situação em que se encontrava, jamais se apresentaria para qualquer exame que fosse chamada.

Três filhas foram chamar a atenção daqueles que tinham pela frente e, sempre baseados numa tal ordem hospitalar ou saída de algum gabinete de uma coisa monstrega a que chamam ministério da saúde, não podiam entrar, até que, uma delas, até aposto que seria bem capaz de enfeixar duas belas chapadas na médica que lhe apareceu pela frente e, outra, se dirigiu ao Gabinete do Utente à procura de apoio para desatar aquele Nó Górdio, bem pior do que aquele que o tal Alexandre, um velho amigo do Ventor, um dia teve de resolver. 

Por fim, com a intervenção da funcionária do Gabinete do Utente, alguém se terá apercebido que, de facto, era vergonhoso o que se passava e as coisas, tal como as águas dos montes N'Gongo, no Quénia, teriam de seguir o rumo para a sua Mombaça.

O Ventor teve conhecimento de outros casos semelhantes, como o de uma velhota que tinha dado entrada naquele hospital devido a uma trombose, esquecida num canto e outro caso grave de que já nem se recorda. Porém, o Ventor contou-me que também assistiu durante horas, a algazarras vergonhosas para aquele hospital, na porta que dá acesso ao espaço onde é feita a triagem dos doentes, quase sempre pelos mesmos motivos.

Eu explico, tal e qual como o Ventor me disse: "os doentes chegam, entram e é feita a triagem. O doente segue e, à respectiva pessoa que o acompanha é-lhe negado acompanhar o seu doente. Para o doente, dali em diante, é só dragões!

Doentes, incapacitados de resolverem qualquer problema, são simplesmente esquecidos, na maca ou na cadeira. Foi o que se passou quinta-feira. E, a estupidez é tanta, que se limitam a chamá-los para se apresentarem no local do respectivo exame. Tal e qual como se a vida desse doente fosse uma maravilha e se deslocasse ali para jogar à bisca com o examinador.  

Para o Ventor, tudo começa ali na triagem e é por isso, que ele acha que nem fazem triagem nenhuma porque, se a fizessem, reparavam logo que esse doente, de duas uma: "ou continuava acompanhado, ou o procedimento, dali em diante, teria de ser outro. Não é preciso explicar tudo tim-tim por tim-tim, pois não?

Ora bolas! São estes os hospitais que temos? São os outros como este da Amadora-Sintra? Apenas as amostragens a que o Ventor assistiu dava para pôr alguns daqueles responsáveis a ler o livro - Etiquetas (?) e Boas Maneiras, por castigo"!

Eu, este gato vosso amigo, acabei por ver o Ventor tão irritado com um hominho que apareceu ali numa janelinha virtual a vangloriar-se dos belos exemplares de hospitais que Portugal tem, que me apetecia arranhar com estas garras, todos os aldrabões que todos os dias vão arrasando este país. 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O Precípício

 | Ventor 25.10.12

O precipício?

Sim, ele está presente, permanentemente! Pelo menos caminha a meu lado, ultimamente.

Começou a parede do quarto a segurar-me. Quando, há cerca de 15 dias, caminhava entre a parede e a cama, senti uma vertigem. O que me estava a acontecer era terrível! Iniciei a minha nova viagem, uma viagem diferente. Entrei em órbita!

Parei, encostei as costas à parede, tentei deixar-me cair sobre a cama mas, a parede, uma amiga inseparável, tinha braços, agarrou-me e disse: "não Ventor, eu não te vou deixar cair"!

O Cabo a Roca visto do Cabo Raso. Hoje seria impossível o Ventor caminhar por lá como já o tem feito!

Agarrou-me, com braços invisíveis, magnéticos. Eu olhava a cama, queria cair sobre ela mas, a parede tornou-se minha aliada e não deixava. Joguei tudo na órbita e no vómito! Deitado sobre a cama, rodava permanentemente sobre uma órbita. A rotativa não era permanente mas, intermitente! E eu, olhava o tecto, as paredes, os móveis e dizia para mim: «mas para onde queres ir»?

O destino não existia e eu rodava, apenas, em volta de nada! Ou, então, tudo rodava à minha volta. Corria para a casa de banho e tentava deitar todas as minhas entranhas fora. Porém, não saía nada. A guerra, era apenas sonora! Sonhei, bem acordado, com Marrupa. Sonhei com a minha caminhada, chão dentro, a velocidade descontrolada, com o chão junto ao nariz mas, sempre em frente!

Agora tinha uma velocidade orbital. Só me apetecia obrigar a parar tudo à minha volta mas, infelizmente, não conseguia!

Pensei apanhar um táxi e ir fazer mais uma visita ao Hospital! Desisti! Se por causa de uma instabilidade qualquer tenho de ir para o Hospital, estou lixado e o país mais lixado fica.

Vamos lá Ventor, faz algo pelo Fox!

A minha companheira de caminhadas interveio. Vou chamar o médico. Se pagas para ele poder vir cá a casa, pois seja! Que se lixam as troikas, o país e tudo o resto!

Utilizou o telefone. Quase duas horas depois, o médico batia à porta. Contei-lhe a minha história, riu-se e disse: "você foi atingido por um problema que afecta muitos - vertigens! Vou-lhe receitar betaserc"!

O médico foi-se embora, desejando-me as melhoras e eu, de seguida, levantei-me para ir à casa de banho. As paredes quase me esmagavam e, com a cabina mais pequena, lá comecei a orbitar. Voltei para a cama, reentrei em órbita, voltei à casa de banho para deitar fora as entranhas mas, não saía nada. Tanto puxei que o meu ouvido direito deu um estalido. Comecei a melhorar!

De noite, fui obrigado a agarrar-me à cama com todas as forças que tinha, depois de voltar a entrar em órbita e gritar: «agora é que eu vou»! "Que foi Luis"? Respondi que o f.d.p. do disco voador não levantava. Afinal não iria para lado nenhum!

De manhã levantei-me, desci as escadas a contar os passos. Não por dificuldades mas, por receio delas. Pensava que, se entrasse em órbita, apesar do disco voador não ser muito forte, poderia partir as paredes em volta.

Dirigi-me ao carro! Olhei em volta, mobilizei a cabeça em várias direcções e, pareceu-me que tudo iria correr bem. Olhei à esquerda, com calma e, de seguida, à direita, de onde um eventual perigo poderia vir. Rodei a cabeça como se fosse um programa de software da Microsoft e, fiz marcha atrás, tal e qual como faria o Ventor dos meus sonhos. Segui viagem com todas as atenções do mundo. Tudo correu bem até Alfragide. Encostei o carro, dei uma pequena caminhada até à Farmácia, comprei o betaserc e, pronto! Comecei uma nova guerra. Entrei num café e zás! Aí foi o primeiro.

Penso que as coisas estão a correr bem mas, ainda sem garantia absoluta! Roda devagar mas sê soft!

Agora, dias depois, voltei ao Facebook, escrevi um post sobre a minha caminhada africana mas, entretanto, já passaram alguns dias. Nem sei, quantos!

Mas entre sonhos e realidade, tenho caminhado, de varanda a varanda!

Tenho me entretido com os meus amigos!

Vou à varanda e o minorca penudo tem continuado por lá. O seu grito é sempre o mesmo! "Olá, Ventor"!

Ouço as boas vindas dos pombos. "Olá Ventor"!

Vou para a outra varanda. A cerca de 200 metros, os cavalos dos ciganos, presos por cordas no espaço do seu sossego, gritam também: "olá Ventor"! Esvoaçando direitos a mim, vindos do campo, quatro estorninhos, que até pareciam vir estatelar-se nas vidraças da varanda, arrancam, quase na vertical, gritando: "olá, Ventor"!

O Tobias, vindo das oliveiras, pousou numa laranjeira à minha frente e gritou diferente: "salvé, Ventor"!

Uma galinha, acabando de pôr o ovo, começou a cacarejar e o galo bateu as asas, emproou-se e, num único folgo gritou: "salvé, Ventor"!

As gaivotas, que abandonam o mar e se colocam no rasto do Ventor, esvoaçam em volta e gritam, contentes: "salvé, Ventor"!

E assim por diante.

Enchi-me de coragem e fui para o jardim fazer rodar a cabeça e tentar comunicar com os meus amigos. Um dos guardas do jardim, que já me conhece, diz-me: "o seu amigo é mau"!

Tratava-se do meu amigo Pingas, o cisne branco, agora, o único da Amadora. «Então porquê»?

"Bate na pata coxa e está lixado comigo"!

Olhei para o Pingas e perguntei-lhe: «oh, Pingas, tu portas-te mal"?

Ele espanejou as asas, e deu um grito! Não sei se chateado com o guarda se contente por me ver. Voltou a abrir as asas e a gritar: "bem-vindo Ventor"!

Hoje, os medronheiros, tal como o Ventor, estão doentes

E, caminhando, lentamente, quase sem passos, estão a passar-me ao lado, os frutos do Outono. As castanhas, os medronhos e tantos outros vão morrendo, lentamente, esperando que o Ventor volte a fazer parte da sua linda caminhada outonal. Se calhar, com alguma sorte, para o ano, tudo será melhor!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mountain View, California

  | Ventor 28.09.12

Mountain View, é uma cidade da Califórnia, que se situa a sul da Baía de S. Francisco, no Condado de Santa Clara.

Passou a ser assim conhecida pelas suas vistas sobre as Montanhas de Santa Cruz.

Esta cidade californiana, confronta com as cidades de Palo Alto, Sunnyvale, Los Altos, a Baia de S. Francisco e o Aeroporto Federal de Moffett.

Situa-se num belo vale que foi absorvido pelas grandes tecnologias dos tempos modernos e a que deram o nome de Sillicon Valley.

Esta cidade Californiana é a casa de muitas das maiores empresas de altas tecnologias da actualidade, desde 1956, como a Google e mais de cinquenta outras empresas de altas tecnologias, bem como divisões de outras grandes empresas mundiais como a Microsoft, a Nokia, a AOL e mais umas quantas ou, então, já ali tiveram a sua sede, algumas outras. É um mundo à parte. 

Porquê, perguntarão vocês, tudo isto que muitos de nós já sabemos?
Primeiro porque muitos saberão mas, muitos outros, nunca terão ouvido falar! Ou, até, terão ouvido falar de outras Mountain View, que existem nos Estados Unidos e no Canadá e, certamente, noutros locais.

Por mim, achei piada porque, quando eu, nos anos 60', caminhava por Lisboa, em horas de lazer, me dirigia ao Centro Cultural Americano, então, na Av. Duque de Loulé, frente à embaixada, comecei a desbobinar nomes como estes, Mountain View, Palo Alto, S. José e, mais que os nomes das cidades, o inesquecível Sillicon Valley.
Então, eu fazia as minhas caminhadas virtuais, de comboio, como aquelas célebres que iam de Nova Yorque a S. Francisco, com passagem por Chicago, o desbravar destas belas cidades, dos seus arredores e da sua Baia. Tal como as minhas caminhadas de barco e de avioneta pelas regiões dos Grandes Lagos e do rio de São Lourenço (St. Lowrence River), até o Atlântico e vice-versa.
Esta Moutain View, começou a ser conhecida no séc. XIX, quando era uma estação de paragem das diligências que circulavam entre S. Francisco e S. José, uma espécie de paragem da nossa Malaposta. Aliás, certamente, muitos de nós, ter-se-ão familiarizado com Mountain View e suas vizinhas, ao ver os velhos filmes de Cowboys, daqueles lados da Califórnia.
Mas para mim, Mountain View é muito mais que tudo isso!
Quando entro nos meus Blogs, vejo muitas vezes passar: «Mountain View, Califórnia». Não é uma vez por outra! Considero, até, com bastante assiduidade. Significa isto que, em Mountain View, há gente assídua dos meus Blogs! Só me falta saber se há portugueses, em Mountain View! Mas eu acredito que sim! Acredito que sim porque, como sabemos, onde há mundo, há portugueses e, penso que, na região do Sillicon Valley, devem caber alguns portugueses, certamente. Só tenho pena que, se forem portugueses, não sejam capazes de dizer nada. Podem dizer, seja o que for. Até podem dizer mal que eu não me importo. Se disserem bem, eu fico satisfeito mas, se disserem mal, terei de concluir que tenho de me aperfeiçoar. Digam-me, pelo menos, se são portugueses. Não custa nada!
Eu sei que há muita preguiça em escrever seja o que fôr mas, neste caso, estou com curiosidade! 
Os portugueses que eu conheço, mais perto de Mountain View, andam lá pelos lados de Fort Bragg, do lado oposto da Baia de S. Francisco, junto à costa, mais para Norte. Mas, provavelmente, poderão haver outros Fort Bragg e não ser esse. Há pelo menos mais um, na Carolina do  Norte!
Este mundo é muito complicado, não é?
Com o início do desenvolvimento das indústrias das novas tecnologias, Mountain View, essa da Califórnia, cresceu, numa década, entre 1950 e 1960, mais de 350%, passando de cerca de 6.500 para cerca de 30.000 habitantes.
Hoje tem cerca de 75.000 habitantes.
Deixo aqui as minhas saudações à cidade Mountain View, no Condado de Santa Clara, na Califórnia.

sábado, 4 de agosto de 2012

As Camarinhas

 | Ventor 04.08.12

As camarinhas são frutos silvestres de um arbusto a que chamam camarinha ou camarinheira (corema album) pertencente à família das Ericaceae. A camarinheira floresce na primavera, de Março a Maio e dá os frutos brancos (drupas), durante o verão, de Julho a Setembro.

Os frutos da camarinheira fazem lembrar pérolas e, por isso, eu lhe chamo, o arbusto das pérolas.

A camarinheira, cheia de drupas - as nossas pérolas

É só apanhar as camarinhas e, comer ou oferecer

Em Adrão, pela serra de Soajo, nas minhas Montanhas Lindas, não me recordo de ver camarinhas, embora até acredite que houvesse, por lá, alguma camarinheira, algures, entre as carrascas, as ericas.

Já me fartei de ver camarinhas, algures, pela costa alentejana pois recordo bem as pérolas mas, quando me falaram em camarinhas, não sabia o que era. Desconhecia o nome mas, sempre que via as drupas, armadas em pérolas brancas, não lhes ligava nada. Para mim, frutos silvestres, são como os cogumelos, os cagordos ou machouchos de Adrão. Sei que há um que posso comer à vontade, os outros que por lá há, até podem ser os melhores do mundo mas, no entanto, não contem comigo para os comer. Nem que sejam trufas!

As trufas com os instrumentos para as sacar do subsolo. Como vêm, este mundo é cheio de maneirismos, até a ferramenta para sacar as trufas, é à maneira. Entra o porco adestrado e, detectada a coisa, aí vai pá! Toca a escavar! Claro que terão de pagar um quinhãozito ao porco, senão ele diz: "procura-as tu"! Agora também há cães treinados para a "caça" à trufa. Penso que o cão, menos exigente que o porco, deve contentar-se com uma ou duas bolinhas de granulado. Os cães que são treinados para a trufa são treinados como os seus parceiros da droga


Truffe noire du Périgord. Consta ser a mais apreciada, em França e Espanha

As trufas são um túbero que nasce sob os solos a cerca de 40 cm, junto de carvalhos, castanheiros, nogueiras, ... e são procuradas porque são muito apreciadas pelo seu aroma. Segundo o meu amigo Luis Perricho, o kg de trufas, em França, ronda os 700 a 1.000 euros. Mas há por aí informação de que, trufas brancas de Alba, uma região italiana, entre Milão e Turim, acho eu, já foram leiloadas trufas abaixo do kg, por 100.000 ou mais dólares. As trufas, podem ser o melhor petisco do mundo mas, mesmo assim, só de olhá-las, eu fujo! Vale mais ficarmos pelas camarinhas. Mesmo assim, cuidado! Eu só comi duas!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Grandes Veleiros 2012 -I

 | Ventor 23.07.12

Deixo aqui algumas fotos dos Grandes Veleiros que ontem, 22 de Julho de 2012, desfraldaram as velas e zarparam do rio Tejo, em Lisboa, rumo a Cádis.

sagres.jpeg

A Sagres abriu o cortejo 

Pode ver aqui, no Shutterfly, (já não pode!) a bela caminhada destas belezas dos mares, Tejo abaixo.

(Terá de clicar no texto verde, deixar abrir, clicar em Slideshow e, se preferir ver as fotos, em êcran inteiro, clicar, em cima, à direita, em Full Screen).

As fotos darão uma ideia desse todo, Tejo-Veleiros que sempre andam por aqui mas, em grande escala só de longe a longe. Se estou bem informado, só em 2016 voltarei a ver o rio Tejo, todo engalanado, com estas pérolas dos mares.

Até lá, tentarei regozijar-me com uma ou outra passagem da linda, Sagres, do Creoula, da Santa Maria Manuela e de um ou outro que vire as velas para matar saudades do belo rio Tejo.

Espero que aqueles que nunca viram o Tejo engalanado assim, gostem.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A minha Homenagem a Miguel Portas

 | Ventor 24.04.12

A morte é o fim de tudo.

Eu sei que vamos morrer todos, uns mais depressa, outros mais devagar. Iremos todos prestar contas do que fizemos e do que não fizemos, durante a caminhada que tivemos entre as belezas que nos foram proporcionadas por este nosso belo Planeta Azul.

Aqui nascemos, aqui vivemos, aqui terminaremos o nosso fôlego. Prestar contas, onde? Logo veremos!

É isso que vai acontecendo com todos e, hoje, infelizmente, aconteceu com o Miguel Portas. Ele, como todos nós, irá prestar contas e, como disse atrás, não sei onde. Mas sei que, contas ao Ventor, o Miguel Portas já prestou. Terminamos hoje o nosso dever e haver. Ele tentou, na sua luta política, defender as causas que melhor lhe pareciam para as gentes do país que, tenho a certeza, defendeu com afinco.

No cômputo geral, as perspectivas do Miguel Portas era tentar conseguir o melhor para o progresso de Portugal, do seu e do meu Portugal. Os nossos trilhos não eram os mesmos, mas a luz que ele, eu e todos nós, pretendemos alcançar, é a mesma. Afinal, o que todos pretendemos, olhando as estrelas, os planetas, as nebulosas, as constelações, os buracos negros, ... é apenas que o povo português viva uma vida digna como merecerá, tal como todos os povos merecerão. Para isso basta-nos caminhar nas vias da razoabilidade entre a estrela da manhã e a estrela da tarde e, entre a estrela da tarde e a estrela da manhã. Bastar-nos-ia, portanto, olhar a nossa querida amiga Vénus, a mesma que foi inserindo a chama do amor, nos velhos portugueses que, antigamente iam prolongando caminhadas, navegando rumo às índias, na mesma rota que o Miguel Portas tanto gostava.

flores.jpeg

Deixo aqui, um ramo de flores natural, nascido no Lugar do Sol, para o Miguel Portas

É isso meu amigo! O Senhor da Esfera levou-te, irá levar-me a mim um dia e, a nossa saga colectiva, entre estrelas ou, no meio da escuridão, contigo, comigo, com todos, irá prosseguir sempre.

Nunca fui tão abrilista como tu, longe disso que, para mim, economicamente, Abril, nunca passou dum grande fiasco! Abril só nos trouxe a liberdade, o fim da Guerra e, ... já foi muito! O resto, foi um marasmo de nabices que ainda nos continuarão a fazer sofrer e não vai ser pouco.

Pudera! Como poderiam levantar economicamente este país se os militares deixaram o país cair nas mãos de gente que nunca fez nada? O Portugal Amordaçado de que tanto se falou, amordaçado continua, não por não poder dar à língua mas por estar tulhido de alcançar tudo aquilo que nós queremos. Afinal uma coisa tão simples! Viver dentro do razoável.

Adeus Miguel. Que o Senhor da Esfera te proteja por esses lados. Por aqui, por agora, lamentando a tua sorte, só me resta deixar as minhas condolências a todos os teus amigos e à tua família que, acredito, todos sentirão a tua falta. Até um dia, Miguel.   

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Caminhar com Amigos

  | Ventor 18.04.12

Os amigos do Ventor são sempre muito especiais e hoje vou prestar homenagem a dois deles.

Um, o Ventor observou-o como amigo de carne e osso, um amigo virtual para mim mas que não esqueço o seu trabalho na selva e nas montanhas de Timor-Leste. Trata-se de João Maria de Vasconcelos que eu conheci das televisões, das rádios, dos jornais e revistas, como Taur Matan Ruak. Este seu nome de guerra, significa, em tétum (uma língua timorense), "dois olhos vivos"!

Taur Matan Ruak - o novo Presidente de Timor-Leste, nascido em 1956, o ano em que eu fazia, na Escola de Arcos de Valdevez, a 4ªa Classe - Foto tirada da Wikipédia da autoria de John de Guerre. A utilização deste ficheiro é regulada nos termos da licença Creative Commons - Atribuição - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada

Conheci-o, nos media, como comandante da FALINTIL, nos últimos tempos da ocupação de Timor-Leste pela Indonésia.

Foi eleito Presidente da República de Timor Leste, em 16 de Abril de 2012 por mais de 60% dos votos.

Boa sorte Taur Matan Ruak, para o senhor e para o povo de Timor-Leste.

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Mas tenho outro amigo que não irei esquecer. Este é aquilo a que eu chamo amigo de lata - o Discovery!

O vai-vém Discovey, preparado para mais uma das suas caminhadas de 30 anos.
Foi o vai-vém que mais caminhadas realizou

Se as informações estão correctas e, se bem me recordo, regressou ao Planeta Azul, depois da sua última caminhada, em 9 de Março de 2011. Foi este vaivém que transportou o Telescópico Espacial Hubble e a sonda espacial Ulisses.  

Deixo aqui a minha homenagem a esta bela engenhoca, levada a cabo pelos Estados Unidos e com colaboração de muitos cientistas deste mundo, entre eles, alguns portugueses que também trabalharam para a NASA. Prestando a minha homenagem a este "pedaço de lata", estou a prestar a minha homenagem a todo o Staff que trabalhou nessa frente científica do primeiro ao último trabalhador.
Resta-me desejar ao Discovery uma boa estadia no local onde o vão colocar e a que chamam museu! É preciso sorte, até para ocupar um lugar de destaque num museu qualquer. Lembro-me dos seus manos, Colúmbia e Challanger! Pela última vez terei visto hoje o Discovery ás cavalitas de outro companheiro das suas viagens de R/C - um Boeing, já habituado a transportá-lo para as suas sagas num total de 39 voos.
Até sempre Discovery!

https://ventorcaminhando.blogspot.com/2026/06/lago-enol-um-lago-de-covadonga-que.html

Observando

 Sim, observando! É o que eu estou a fazer! ____________________________________________________________________________________________ O n...