| Ventor 01.03.05
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Ventor na Pedrada
| Ventor 29.01.05
Esta era a figura do ventor em 11 de Setembro de 2001, no pico máximo da serra de Soajo - o Alto da Pedrada!
Marco Geodésico da Pedrada
Ventor, no Alto da Pedrada Bem diferente da figura anterior, mas como bem sabem, ou deveriam saber, pois já o disse, ando por cá há milénios. Procuro nas zonas altas, o que não enxergo ao nível do mar. E por onde passo, arranjo uma revoada de amigos! Para os amigos e aqueles que não o são, eis uma amostra.
A Tasca da Saudade
| Ventor 13.08.04
Esta é a tasca da saudade. Nesta tasca já não se joga mais à sueca, à bisca ou seja ao que for! Esta foi a primeira tasca da minha vida. Aqui se jogava, se cantava, se lutava, se dizia mal da vida, se chorava e, como numa igreja, muitas vezes se gritava pela ajuda divina!
A Loja do meu grande amigo Carrasco
Aqui me despedi de muitos que partiram para todos os "cantos do vento". Hoje, sei que não mais verei muitos deles, outros nunca mais vi e não sei se voltarei a ver. Mas chorei ao olhar esta foto. Chorei por todos que não vão caminhar mais a meu lado!
A nossa Lápide
| Ventor 24.07.04
Amigos, este Ventor tem histórias sem fim e aqui o vosso amigo Quico, tem todo o prazer em escrevê-las para vocês. Claro que eu só vos escrevo as que o Ventor me autorizou!! Esta é mais uma delas. O Ventor conta-me cada uma!! Ora vejam esta sobre este tatuzinho e os seus amigos! O ventor chama ao tatuzinho, Remúlio e à namorada Quiríula. Este Ventor adora a Lápide dos bichinhos de conta e dos seus amigos e diz-nos.
Já conecem este amiguinho do ventor - é o Remúlio.
Junto do Ventor, passa a vida a rebolar-se e a rir! O Ventor contou-me:
«Um dia destes debrucei-me sobre um muro, na ponta do qual, se iniciam ou terminam umas escadas públicas. Ao debruçar-me sobre o muro, apoiei nele, os meus braços. Entre os braços, encontrei um bichinho de contas, um pouco atarantado, por verificar que o seu caminho fora interrompido abruptamente, por duas grandes massas, que mais lhe pareceriam umas vigas deitadas, e sobre as quais não podia trepar nem saltar, para prosseguir a sua viagem.
Tirei do bolso da camisa, um papel do Multibanco e coloquei-o por debaixo do bicho de contas que logo se enrolou e ficou sobre o papel. Coloquei-o junto à base do muro onde achei que estaria em segurança. O bichinho ficou desorientado, como tendo perdido a bússola que o orientava, no sentido que pretendia. Olhei-o e, quando dei por isso, estávamos numa espécie de diálogo de surdos, na pretensão de um entendimento galácteo».
- «Então, ó redondinho! Já não sabes o que queres? Perdeste o norte»?
- "Eu nunca perco o norte. Já não saber o que fazer é outra coisa. Fiquei atrapalhado com a tua presença. Só isso! Além disso, não sou redondinho" - disse o Quirílio!
- «Então, eu não sei o teu nome, tenho de te chamar qualquer coisa».
- "Chama-me bicho, o meu nome é só para os amigos"!
- «Está bem! Então eu digo-te o meu nome - chamo-me Ventor».
- "Ventor!!!! Disseste, Ventor"?!!
- «Sim! Sou o Ventor e não precisas ter medo de mim. Eu não tenho por costume fazer mal aos amigos, só costumo ajudá-los quando os vejo um pouco perdidos. Como raio subis-te para cima do muro, tão alto»?
- "Oh! Agora que já sei quem és, podemos conversar! Tu não gostas de subir às montanhas? Não gostas de apreciar tudo que a tua vista abarca lá de cima, paisagens, sol, lua, estrelas"?
- «Gosto muito».
- "Então eu fui acima do muro, e bem mal me vi, para controlar o meu pessoal, que um pouco desgarrado se dirige à Lápide"!
- «Estás a brincar! Eu só te vejo a ti, mas também ainda não reparei em volta»!
- "Então repara, eu vou andando. E se quiseres vem comigo, ok"?
- «Está bem, eu já volto, vou ver se vejo os teus».
"Olhei para o lado e vejo mais dois bichinhos de conta um atrás do outro. Voltei a colocar os braços sobre o muro e debrucei-me para as escadas, tropecei com a vista em mais dois! Segui até à ponta do muro, e encontrei, mais seis. Desci as escadas e ia vendo os tipinhos a subi-las, com trambolhão aqui, trambolhão ali, e lá iam subindo as escadas todas em fila indiana. Voltei a subir as escadas, e contei-os. Eram 37 a subir degrau a degrau, mais 8 onde tinha encontrado o redondinho. E segui-os todos, pensava eu, até ao canteiro de flores mais próximo na esquina do prédio. Olhei em volta, e vejo mais junto aos passeios, em volta dos canteiros floridos. No meio desse canteiro, estava um calhau, em forma de Lápide, e junto a ela o redondinho".
O Remúlio e os amigos também moram entre as flores
- "Ventor, este é o nosso ponto de encontro, é aqui que"... dizia o Remúlio.
- "Cala-te", - gritou uma redondinha, que se aproximava do já meu amigo.
- "Não deves conversar com estes humanos, que são os bichos mais estranhos que podemos imaginar, apesar de não nos comerem"!
- «Este é o Ventor, que na nossa comunidade já todos ouviram falar. Com ele estamos à vontade. Foi ele que lembrou a Noé que os bichos de conta não podiam ficar para trás, senão os nossos progenitores nunca teriam sobrevivido e, por amor dele, andamos aqui, e demos continuidade à espécie que já ocupava o planeta há milhões de anos» - disse Remúlio.
- "Ventor! Ventor! Ventor"!- gritou a redondinha. "Desculpa, não te ter reconhecido! Tu és estimado por todos os que, neste mundo louco sobrevivem, e nunca és esquecido por nós, espécie de crustáceos que só fazemos bem ao homem. Este é o Remúlio, nosso Chefe, e meu namorado, já se conhecem, eu sou a Quiríula, a adjunta, os nossos amigos ..., e esta é a nossa Lápide! É aqui ... que"...
- «Deixa comigo» - disse Remúlio - «eu conto ao Ventor».
"Olho em volta, da Lápide, pelo canteiro de flores, e só vejo bichinhos de conta, que se tinham aproximado de todos os lados, direitinhos à Lápide".
- «Então diz lá Remúlio»! - pediu Ventor.
- «Bem, eu queria agradecer-te, por me teres tirado de cima do muro. Tinha subido para abarcar, do alto da minha pequenez, todos os meus amigos que fazem parte do meu mundo, e se dirigem para a Lápide. É aqui, na Lápide, sombria e húmida, que nós fazemos as nossas reuniões, fazemos as nossas festas, as nossas danças, ouvimos as nossas músicas, colhemos as pétalas das flores deste jardim, fazemos os nossos casamentos e partilhamos as nossas venturas, e as nossas desventuras. Juntos estamos sempre em festa! Aparece na nossa Lápide, sempre que passares por aqui».
- «Aparecerei, Remúlio»!
"Meti-me no carro, e prossegui, rumo a casa, e ao longo da Av. Lusíada, pensei nos meus amigos, e reparei em mais uma Lápide, esta humana, em construção, e concluí que todo aquele bulício, de gruas e homens, nada mais era que a construção da Lápide dos benfiquistas. Ali, na sua Lápide, passarão dias de tristeza e dias de glória. Continuei viagem e pensando nesta Lápide do Benfica, e na lápide dos bichinhos de conta, e noutras lápides que desfilavam pela minha memória, concluí que eu também tenho uma Lápide e, à medida que o meu carro rolava, me aproximava dela, e que nela, como os bichinhos de conta, me reúno com os meus amigos, ouvindo o que eles me contam, contando-lhe o que eles quererão ouvir, ou não, partilhando um pouco das nossas frustrações, das nossas alegrias, das nossas tristezas, das nossa músicas e das nossas venturas e desventuras».
No meio das flores, Remúlio, Ventor e amigos conversam com as borboletas e todos aqueles que a Natureza colocou a seu lado para partilharem a vida e a energia que o amigo Apolo, tão generosamente, distribui por todos.
sábado, 16 de maio de 2026
Mais um raid sobe o Alentejo
| Ventor 13.03.06
Mais um raid e mais uma observação de passagem sobre estas lindas meninas albi-negras. Estas são as minhas meninas que me acompanharam por terras africanas e foram, também, belas companheiras de guerra.
Esta aldeia de cegonhas é um marco belo na caminhada de todos que por ali passam.
Junto à barragem de S. Domingos assisti a um bailado entre uma cegonha e uma águia, afastadas mas a reclamarem que o mundo é de todos e nos céus alentejanos estas duas belezas cohabitam e mantêm os seus propósitos.
É com as cegonhas que eu reabro novas caminhadas do Ventor.

Elas executam um bailado para o Ventor

As cegonhas parecem viver felizes no Alentejo

Belezas à nossa passagem
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Tejo, nossa veia cava
O Tejo nossa veia cava
Ontem caminhei três horas por Belém. Fui aos meus pastéis, olhei o tejo e, como sempre fico deslumbrado com a sua paisagem e com os seus monumentos. Tirei 220 fotografias a caminhar entre turistas, também entusiasmados. Mas eles são visitantes, nota-se que gostam da bela Lisboa pelo seu sorriso, pelas suas expressões ávidas de conhecer e eu que sou da casa, nunca me encho!
Pormenor do Pavilhão dos Descobrimentos num belo dia de sol e algumas nuvens
Eles fizeram a sua Grande Caminhada juntos, levantaram padrões, descobriram mundos ...
Deixaram-nos monumentos e o Tejo ficou adornado de belezas sem fim. Fico ali a olhar, a olhar, e chego à conclusão que eram mesmo grandes os nossos antepassados. Eles tinham um objectivo e alcançaram-no! Nós hoje não temos objectivo nenhum a não ser o subsídio! É um pensamento comum e talvez a palavra mais utilizada em Portugal! ... Pedinchice!
Foi este o objectivo que nos incutiu a ressaca surgida do 25 de Abril! Ouço os nossos políticos da esquerda à direita. Há anos que observo as suas expressões quando discursam, quando dialogam, quando se engalfinham e pergunto-me a mim mesmo: "será que esta malta alguma vez teve vergonha"?
quinta-feira, 5 de maio de 2005
Nasceu a Maria
| Ventor 11.01.05
Hoje, 11 de Janeiro de 2005, nasceu a Maria.
A Maria, mal nasceu, acenou ao seu pessoal e desejou, para todos, um bom ano, pois já vinha atrasada.
A Joana (prima) e o Tomás (irmão) ficaram deslumbrados com mais esta boneca.
A Maria, olhou em volta, como num olá a todos e verificou quem a tinha sarnado durante cerca de 9 meses e tal. No meio de todos, procurou o Ventor, por acaso, o pior, que só queria brincar com o irmão, o Tomás, quando ela ainda, toda atrapalhada, tentava dormir na barriga da mãe.
A mãe, protegeu-a na barriga e agora, tenta colocar a mão protectora, por cima, na esperança de que, por baixo, a mão divina de Deus nunca a esqueça!
Tomás, encosta à solidão, tentando descortinar como é possível ter uma boneca tão linda que enchia tanto a barriga da mãe e, afasta-se para ponderar a sua acção, antes de olhar mais uma vez a barriga da mãe quase vazia e pedir-lhe para o acompanhar até casa, pois o pai estava ali para os levar a todos. O problema era saber o que fazer à boneca! Mas podia ir também, já que todos gostavam tanto dela!
Joana também estava a ver as coisas a esfumarem-se. Afinal, o Ventor já lhe tinha prometido que nunca a esqueceria, e ela, até já lhe tinha reclamado a primazia do posto. Pois por autorrecriação, tinha entendido que, de facto, a velhice é mesmo um posto! E como o Ventor lhe tinha dito que agora tinha duas princesas em vez de uma, ela, numa jogada de antecipação, disse-lhe logo que, tinha duas princesas mas tinha de gostar mais da mais velha! Que era ela claro!
A Maria, no meio de tanta confusão, pois não entendia tanta ciumeira, abriu a boca ensonada e tentou fazer aquilo que mais queria. Dormir! Vou aproveitar para dormir, pois isto já me parece aquilo que na barriga da minha mãe já ouvia falar. Campanha eleitoral! Eu sou aquele ...
Mas fechou os olhos e pensou: o Ventor que não era para brincadeiras, continuava a fazer o flash funcionar tentando não a apanhar de olhos abertos para a máquina! Este gajo até é porreiro, mas mesmo assim apetece-me tanto dormir que só queria acordar depois de 20 de Fevereiro!
A Maria continuava em estado de vigília, nem a dormir, nem acordada. mas a pensar! Depois recordou que vinha aí o seu primeiro Carnaval!
A Joana continuava a tentar não perder pitada do que se passava à volta. Afinal a Maria, achava ela, estava a tirar-lhe o protagonismo e isso não lhe agradava!
A Maria, num sorriso matreiro, com um pedacinho da língua de fora, achou piada à consfusão e pensou que, de facto, este mundo deveria ser muito complicado!
A Maria sabia que as pessoas andavam sempre preocupadas com o tempo e ela já vinha treinada nisso, pois a sua mãe estava sempre preocupada quando todos os dias, de manhã e à noite, tinha de se meter numa espécie de inferno a que chamam 2ª Circular. Seria assim que se chamava? O melhor era, em vez de dormir, continuar a pensar!
A Joana essa, tinha um fito. Seria possível ficar com aquela boneca? Afinal até tinha tantas que até já falavam e tudo!
Mas ela é linda, achava a Joana.
Mas eu quero-lhe pegar. Será que o Ventor, se eu lhe pedisse de mansinho, me deixava?
A Maria, que não percebe nada disto, ou quase, pois ainda não sabe que dedo se usa, levantou o dedo mendinho a julgar que era mais democrático do que o dedo indicador que mais lhe parece servir apenas para um tipo chamado tio Sam ... que com um olhar profundo e atemorizador, gritava: «I need you»!
E assim, atormentada por tanto pensamento, sem nexo, julgou que, realmente, o melhor que arranjaria neste mundo, era um belo sono. Dormir!
Depois de saber que estaria protegida pelo Ventor e pelas flores, entrou num sono profundo e ficou descansada, adormecendo para depois sim, ao acordar, dizer olá pessoal! Mas nessa ocasião, refeita de um repousante descanso depois de um primeiro dia medonho, apenas dirá: «olá, mamã»!
O Travesseiro ---
| Ventor 17.04.09 ...ou travesseiros, pela beleza de Sintra ! Um pombo bravo que quis dois dedos de conversa Um coelho bravo mais um am...
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| Ventor 11.06.09 Hoje ouvi cantar o cuco! (Este hoje foi em 11.06.2009. Já passaram uns aninhos, vão ser 17). Há muitos anos que caminh...
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| Ventor 06.01.14 Um dia, em 1962, quando entrei no café do Cinema Monumental, encontrei a equipa do Benfica que iria ser campeã da Europa....
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| Ventor 29.01.05 Esta era a figura do ventor em 11 de Setembro de 2001, no pico máximo da serra de Soajo - o Alto da Pedrada! Marco Geo...


























