terça-feira, 24 de abril de 2012

A minha Homenagem a Miguel Portas

 | Ventor 24.04.12

A morte é o fim de tudo.

Eu sei que vamos morrer todos, uns mais depressa, outros mais devagar. Iremos todos prestar contas do que fizemos e do que não fizemos, durante a caminhada que tivemos entre as belezas que nos foram proporcionadas por este nosso belo Planeta Azul.

Aqui nascemos, aqui vivemos, aqui terminaremos o nosso fôlego. Prestar contas, onde? Logo veremos!

É isso que vai acontecendo com todos e, hoje, infelizmente, aconteceu com o Miguel Portas. Ele, como todos nós, irá prestar contas e, como disse atrás, não sei onde. Mas sei que, contas ao Ventor, o Miguel Portas já prestou. Terminamos hoje o nosso dever e haver. Ele tentou, na sua luta política, defender as causas que melhor lhe pareciam para as gentes do país que, tenho a certeza, defendeu com afinco.

No cômputo geral, as perspectivas do Miguel Portas era tentar conseguir o melhor para o progresso de Portugal, do seu e do meu Portugal. Os nossos trilhos não eram os mesmos, mas a luz que ele, eu e todos nós, pretendemos alcançar, é a mesma. Afinal, o que todos pretendemos, olhando as estrelas, os planetas, as nebulosas, as constelações, os buracos negros, ... é apenas que o povo português viva uma vida digna como merecerá, tal como todos os povos merecerão. Para isso basta-nos caminhar nas vias da razoabilidade entre a estrela da manhã e a estrela da tarde e, entre a estrela da tarde e a estrela da manhã. Bastar-nos-ia, portanto, olhar a nossa querida amiga Vénus, a mesma que foi inserindo a chama do amor, nos velhos portugueses que, antigamente iam prolongando caminhadas, navegando rumo às índias, na mesma rota que o Miguel Portas tanto gostava.

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Deixo aqui, um ramo de flores natural, nascido no Lugar do Sol, para o Miguel Portas

É isso meu amigo! O Senhor da Esfera levou-te, irá levar-me a mim um dia e, a nossa saga colectiva, entre estrelas ou, no meio da escuridão, contigo, comigo, com todos, irá prosseguir sempre.

Nunca fui tão abrilista como tu, longe disso que, para mim, economicamente, Abril, nunca passou dum grande fiasco! Abril só nos trouxe a liberdade, o fim da Guerra e, ... já foi muito! O resto, foi um marasmo de nabices que ainda nos continuarão a fazer sofrer e não vai ser pouco.

Pudera! Como poderiam levantar economicamente este país se os militares deixaram o país cair nas mãos de gente que nunca fez nada? O Portugal Amordaçado de que tanto se falou, amordaçado continua, não por não poder dar à língua mas por estar tulhido de alcançar tudo aquilo que nós queremos. Afinal uma coisa tão simples! Viver dentro do razoável.

Adeus Miguel. Que o Senhor da Esfera te proteja por esses lados. Por aqui, por agora, lamentando a tua sorte, só me resta deixar as minhas condolências a todos os teus amigos e à tua família que, acredito, todos sentirão a tua falta. Até um dia, Miguel.   

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Caminhar com Amigos

  | Ventor 18.04.12

Os amigos do Ventor são sempre muito especiais e hoje vou prestar homenagem a dois deles.

Um, o Ventor observou-o como amigo de carne e osso, um amigo virtual para mim mas que não esqueço o seu trabalho na selva e nas montanhas de Timor-Leste. Trata-se de João Maria de Vasconcelos que eu conheci das televisões, das rádios, dos jornais e revistas, como Taur Matan Ruak. Este seu nome de guerra, significa, em tétum (uma língua timorense), "dois olhos vivos"!

Taur Matan Ruak - o novo Presidente de Timor-Leste, nascido em 1956, o ano em que eu fazia, na Escola de Arcos de Valdevez, a 4ªa Classe - Foto tirada da Wikipédia da autoria de John de Guerre. A utilização deste ficheiro é regulada nos termos da licença Creative Commons - Atribuição - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada

Conheci-o, nos media, como comandante da FALINTIL, nos últimos tempos da ocupação de Timor-Leste pela Indonésia.

Foi eleito Presidente da República de Timor Leste, em 16 de Abril de 2012 por mais de 60% dos votos.

Boa sorte Taur Matan Ruak, para o senhor e para o povo de Timor-Leste.

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Mas tenho outro amigo que não irei esquecer. Este é aquilo a que eu chamo amigo de lata - o Discovery!

O vai-vém Discovey, preparado para mais uma das suas caminhadas de 30 anos.
Foi o vai-vém que mais caminhadas realizou

Se as informações estão correctas e, se bem me recordo, regressou ao Planeta Azul, depois da sua última caminhada, em 9 de Março de 2011. Foi este vaivém que transportou o Telescópico Espacial Hubble e a sonda espacial Ulisses.  

Deixo aqui a minha homenagem a esta bela engenhoca, levada a cabo pelos Estados Unidos e com colaboração de muitos cientistas deste mundo, entre eles, alguns portugueses que também trabalharam para a NASA. Prestando a minha homenagem a este "pedaço de lata", estou a prestar a minha homenagem a todo o Staff que trabalhou nessa frente científica do primeiro ao último trabalhador.
Resta-me desejar ao Discovery uma boa estadia no local onde o vão colocar e a que chamam museu! É preciso sorte, até para ocupar um lugar de destaque num museu qualquer. Lembro-me dos seus manos, Colúmbia e Challanger! Pela última vez terei visto hoje o Discovery ás cavalitas de outro companheiro das suas viagens de R/C - um Boeing, já habituado a transportá-lo para as suas sagas num total de 39 voos.
Até sempre Discovery!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Subir aos Lagos de Covadonga

  Ventor 19.02.10

Uma vitela, junto ao lago Enol

Depois de caminharmos pelos arredores de Covadonga, já conhecida também por Santa Cueva, onde jaz o meu amigo Pelágio, começamos a subir rumo à região dos lagos Ercina e Enol.

Foi uma subida sempre rodeada de paisagens dos Picos, numa belíssima estrada de montanha em que as gralhas começaram por ser a nossa companhia.

Um dos vinte e tal Picos da Europa. Este nas Astúrias

Para mim, sem desperdiçar das minhas vistas o encanto das paisagens montanhosas que estão debruçadas sobre Covadonga e dos seus lagos a cerca de 1200 metros de altitude, ainda mais entusiasmado fiquei quando encontrei em redor dos lagos, as vacas pastando, algumas delas em companhia dos seus filhotes que tão bem embelezavam aquelas belas montanhas

Elas caminham e observam o Ventor, junto ao lago Ercina

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Uma gralha dançando a balsa com o Ventor, junto ao lago Enol

Mas junto do lago Enol, tive também a presença das gralhas, companheiras de velhos tempos que não perderam tempo a exibir-se para mim, esvoaçando à minha volta, dançando no ar, autênticas balsas como as de Viena, tal como o Danúbio Azul e que ali, por encanto, bem poderia chamar a balsa do Enol Azul!

Esta gralha, cançada de dançar a balsa com o Ventor, no chão, decide levá-lo até às nuvens

Mas tudo o que é bom termina depressa e com o mesmo entusiasmo com que subimos o CO-4, rumo aos lagos, o mesmo entusiasmo nos trouxe de volta a Covadonga, a Cangas de Onis e nos colocou nos trilhos que nos levariam até Léon onde chegamos cerca da meia-noite.

No entanto, não deixamos Cangas de Onis, sem que uma velha amiga nos saísse ao caminho e se despedisse de nós, desejando-nos uma boa viagem e que, no futuro, nunca esquecessemos aquelas belas serras de fadas, onde os duendes se banqueteiam com todas as maravilhas da Natureza - Maravilhas feitas pelas mãos dos homens e pelas Mãos de Deus. 

 À saída de Cangas de Onis, esta águia veio para se despedir dos apreciadores do seu reino - o mesmo reino do meu amigo Pelágio

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A Caminhada do Tomás

 | Ventor 25.09.09

Feliz Aniversário, Tomás

Vamos continuar juntos a nossa Grande Caminhada. Com beijinhos dos tios e padrinhos e da Avó Júlia.

Como diria o Quico, que o Senhor da Esfera te proteja sempre.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O Cuco

  | Ventor 11.06.09

Hoje ouvi cantar o cuco! (Este hoje foi em 11.06.2009. Já passaram uns aninhos, vão ser 17).

Há muitos anos que caminho por S. Pedro de Sintra e seus arredores e, nesta época do ano, Primavera-Verão, todo esse tempo procuro ouvir este meu amigo de sempre.

Hoje, tive a sorte que há muito esperava.

Esta noite sonhei que andava a passear por campos lindos, a tentar fotografar bichos e vejam que, para além de flores e para azar meu, só vi um louva-a-deus. Não havia qualquer outro bicho, de qualquer forma ou cor. Acordei muito desapontado!

Caminhava entre as silvas floridas

Mas, quando ontem à noite me deitei, disse à dona do Quico: "se estiveres bem, um dia destes, gostava de ir ao café da Natália, comer dois travesseiros, beber o café e dar a minha voltinha dos tristes".

Hoje, de manhã, levantou-se e disse-me: "arranja-te, quero ir beber um café"! Preparamo-nos e, já a caminho, perguntei-lhe onde queria ir e, se estava bem, que escolhesse. Ela sabia que eu gostaria de ir a Sintra e disse-me para ir à Natália. Lá fomos nós, eu ela e a mãe, ficando o Quico a guardar a casa.

Deixo aqui as ginjas, simbolizando outras fruteiras que me serviram de alvo

Chegados ao Café da Natália, bebi o café e comi dois travesseiros e, como quem não quer a coisa, meti sapatos a caminho, ficando elas à minha espera, na esplanada, à sombra.

Por fim, sempre cuscando, o cântico deste meu amigo, ouvi um som esquisito por ser anormal mas, como ia a passar uma camioneta, nem liguei.

De repente, e sem qualquer dúvida, lá estava o som que eu tanto esperava: "cucu-puti, cucu-puti, cucu-puti"! Exactamente, três vezes!

Ele passou a voar na minha vertical e, pareceu-me que já tinha cantado antes mas, com tanto barulho da camioneta, fiquei na dúvida. Porém, logo de seguida, todas as dúvidas se desfizeram. O meu amigo voltou a encontrar-me!

Enquanto ia fotografando o que me interessava, apareceu no ar uma maravilha destas com o seu lindo cântico (este tirei da Wikipédia)

Passaram tantos anos e nunca mais ouvi cantar o cuco em Adrão, talvez umas três vezes no máximo. Em Moçambique, não sei se o ouvi cantar se sonhei. Ainda hoje, 40 anos depois, vivo nessa dúvida!

Durante anos, nas minhas caminhadas pelo Alentejo, ouvia sempre o cuco cantar junto à foz do rio Mira. Na margem sul, na margem norte ou sobre o rio, mas sempre a voar. Depois deixei de ir para Vila Nova de Milfontes e voltei a deixar de ouvir o cuco.

Às vezes, quando passo por Vila Nova de Milfontes, lembro-me do cuco, mas é fora da época e só penso nele em relação ao passado. Há 3-4 anos, lá para os lados do Malhão, perguntei a um amigo se já tinha ouvido o cuco cantar naquele ano. A resposta era que não, que ele ainda não tinha dado um ar da sua graça. Ele a acabar de falar e o cuco na nossa vertical com o seu cucu-puti .. cucu-puti ... Ora vê! Ele descobriu que você chegou.

Passou-se este tempo todo e eu nunca mais ouvi cantar o cuco! Mas todos os anos ia renovando a esperança de ouvi-lo e, exactamente, onde o ouvi hoje. Não percebia porque não ouvia o cuco em redor da serra de Sintra!

Vocês dirão: "e que tem isso de especial"?

Nada! Mas apetecia-me ouvir cantar o cuco!

Todos sabemos que se trata de uma ave parasita, mas de parasitas está o nosso mundo cheio e esses parasitas a que me refiro, cantam bem mas não me alegram, enquanto que o cuco canta muito melhor e alegra-me bem!

Uma ferreirinha, uma das aves parasitadas pelos cucos (tirei-a da Wikipédia)

Por isso, hoje, registarei na minha agenda que ouvi cantar o cuco, às 11:06 horas. Ainda fiquei por ali a ver se o ouvia repetir o cântico, mas não. Ele sabe que eu lhe podia chamar parasita e seguiu outro rumo ou, então, seguiu o meu, mas não cantou!

O pisco de peito ruivo, mais uma das aves parasitadas pelos cucos, tenho lindas, (mas tirei esta da Wikipédia)

Entretive-me com outros bichos! Com as ovelhas, as borboletas, as flores das silvas, outas flores, dois gatos apavorados e escondidos no meio dos fetos e das silvas. Percebi logo porquê! Uma águia bem grande andava a caçar e eu só a vi porque ela gritava para todo o seu mundo que andava por ali o Ventor.

A águia, bem grande, que apanhei já muito longe contra a sombra dos eucaliptos

Uma gatinha aterrorizada ao ouvir o pio da águia. Ela estava de olhos no céu antes de eu tirar a foto

Esta gatinha preta estava também aterrorizada, espalmada entre os fetos com o olhar no rasto da águia. Ao ver-me, achou que eu seria o seu salvador e o pinheiro grande, à sua esquerda, não me deixou tirar a foto à águia

Quando perguntava às pessoas de idade mais avançada se ouviam por ali cantar o cuco, a resposta era invariàvelmente a mesma. "Dantes cantava, agora não se ouve"!

Mas hoje eu matei saudades, ao ouvir o cântico do cuco.

Uma felosa que acabou por desproteger os seus filhotes e cuidar deste brutamontes

Recordo-me de, quando pequenino, meu pai me dizer que os cucos (cucas concerteza) punha os ovos nos ninhos de outras aves mais pequenas. Por exemplo, nos ninhos dos chascos! A mim, tudo isso me fazia uma grande confusão, mas se o meu pai o dizia, seria mesmo verdade!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Travesseiro ---

  | Ventor 17.04.09

...ou travesseiros, pela beleza de Sintra!

Um pombo bravo que quis dois dedos de conversa

Um coelho bravo mais um amigo do Ventor

Mais amigos do Ventor que quiseram dar-me as boas vindas

Mais uma vez vou ter de falar-vos dos travesseiros. E porque não das queijadas, dirão vocês! Não falo de queijadas porque são os travesseiros o meu programa para as festas. Comer dois travesseiros, beber um café e dar uma caminhada por Sintra ou seus arredores é um dos meus momentos favoritos, sempre que posso.

Ontem foi um desses dias.

A beleza das deladeiras, tem feito parte das minhas caminhadas

Eram recantos destes que, noutros tempos  as cobras ameaçavam o Ventor, Dedaleiras, fetos, ervas e o terrível vibrar sibilino de cobras gordinhas e parece que conheciam como eu me queria ver longe delas!

Mas as dedaleiras são mesmo um encanto!

Fomos a S. Pedro de Sintra, ao Café da "minha prima" Natália e como não podia deixar de ser, bebi o café e comi os dois travesseiros da praxe! Deixei a Dona do Quico e a avó do Tomás, ali, cavaqueando abrigadas do frio e parti para a voltinha que sempre gosto e depois desta terminada, lá fomos para observar se haviam por ali alguns dos animais que me vão animando nestas belas caminhadas sintrenses. Mas nada!

Em Adrão chamamos-lhe "estroques"

Os galegos chamam-lhe "stroks"


Soprando na flor e apertando o ar lá dentro, dá um "estrondo" tipo bomba de carnaval

Mas encontrei outros belos "rapazolas" para me acompanharem na apreciação das belezas daquele local. Ao encostar o carro num trilho de terra, reparei que um coelho, todo empinado e sustentado nas patas trazeiras nos ia observando como se nós fossemos uns marcianos acabadinhos de chegar. Tirei a máquina, preparei o "shot" mas, pareceu-me ouvir ele dizer: "na, na! Querias? Paparasis não"! E, em dois pulitos, entrou no silvado.

Não é por acaso que, de vez em quando, encontro por aqui aves de rapina. E melhor que eu, elas vêm bem os coelhos

Saí do carro, utilizando o meu passo de leopardo e fui-me chegando, sorrateiramente, tal como um caçador faria, mas não o vi. Olhei para a minha direita e vi um coelho, em grande velocidade, seguir a linha do horizonte e também não deu para dar gosto ao dedo. Ainda pensei que fosse o mesmo coelho mas parecia-me impossível. Encontrei dedaleiras e esqueci-me logo aqueles "anti-paparasis". Segui o trajecto das dedaleiras e fui disparando mas, quando dei por mim, andavam os coelhos todos entusiasmados num frenético vai e vem, por entre as dedaleiras, a observar-me e controlar-me!


Observar, calmamente, as flores da macieira liberta-nos do aprisionamento do stress

Podem acreditar que aqueles malandros estão bem organizados!

Então, tirei o som da máquina e, como quem não quer a coisa, dediquei-me às dedaleiras e, assim, entretinha-me com a beleza das dedaleiras e com a organização dos coelhos e entretinha-me, também, a disparas para ver se, apesar de ser longe, obtinha alguma foto de jeito. Mas, assim, quem fica sem jeito sou eu! Os coelhos iam caminhando por entre as dedaleiras e eu ia observando aquela rapaziada e disparando sempre.

Depois fui ver uma velha macieira que se enfeitou com as suas belas flores para me receber e, visto de mais longe, lá estava o primeiro coelho controlador que quase me fazia lembrar uma marmota observando tudo à sua volta. Depois voltei a ver mais coelhos entre as dedaleiras, uns observando-me e outros a fazerem a sua vida normal como quem não quer a coisa.

Imaginam como serão os campos de produçãp de lavanda em França? Uma beleza!

Por todos os motivos e mais alguns, Sintra continua a ser o meu campo de ligação ao passado. É por lá que vou observando os grandes arvoredos, os animais que, nos velhos tempos, animaram a minha alvorada. Por ali está tudo presente!

Vacas, cavalos, ovelhas, cabras, burros ... coelhos, perdizes, pombos bravos, pica-paus, ... os carvalhos, os sobreiros, as silvas com as suas amoras, o tojo, os fetos, as dedaleiras ... enfim!


Uma beleza branca, que me dá os bons dias, as boas tardes e as boas noites ...

... pois são bolbos lindos, branquinhos aqui ao pé da porta

Para além de tudo isso, Sintra, tem muitas belezas sem fim e tem, também, as queijadas e os travesseiros.

Nada mau para fugir à rotina citadina, ao betão, ao bulício ...

Assim, tento também dar algum ânimo à dona do meu Quico e a mim.

Também ao pé da porta, a flor da salsa

sexta-feira, 2 de março de 2007

A OPA morreu

  | Ventor 02.03.07

Viva a Portugal Telecom!

Obrigado e parabéns, Granadeiro!

Hoje é para mim um dia grande!

Um dia, uns indivíduos doentes por sofrerem de gula, gulosos como são, lançaram uma OPA sobre uma das mais belas empresas portuguesas. Não digo a mais bela porque não quero ferir os gostos de outros mas podem crer que é, seguramente, em termos de empresas, a mais bela das nossas "meninas" cotadas e das "meninas" com um dos rostos mais lindos que este país, à beira-mar plantado, tem para mostrar ao exterior.

Eu não gostava de a ver morrer mastigada por gulosos. Não! Não tenho nada contra a beleza das Sonaes, mas neste caso, acredito, plenamente, que as suas intenções era esfarrapar a Portugal Telecom, triturá-la, ficar com o melhor bocado e lançar fora, por boas "quinhentas", os desperdícios.

Felizmente que, a maioria dos accionistas da Portugal Telecom perceberam isso. Não se tratava apenas de transferência de patrões, mas muito mais do que isso. E eles sabem que a PT tem capacidade para realizar um projecto contínuo de crescimento dentro e fora de portas que crie valor para os detentores do seu capital.

Mas o que mais me fez estar de coração aberto contra a Sonae, pela primeira vez, desde que a conheço, e muito mais do que defender, com esse mesmo coração, a derrota da Sonae, é porque não acredito no «projecto Sonae» para a PT. A Sonae nunca explicou muito bem o que pretendia fazer com a PT. A gente da Sonae queria, isso sim, a TMN! Estão de barriga cheia e já não querem o bolo, apenas pretendiam ficar com a cereja e, para isso, era necessário desfazer o bolo.

Eles sempre disseram que se desfaziam da Vivo no Brasil porque era um investimento de "tansos", esquecendo-se que todos os "tansos" deste mundo, incluindo também, os "tansos" da Sonae, morrem por investir no Brasil. Só que a Sonae retirou porque a Sonae procurou o lucro fácil e imediato e isso, como devem compreender, se não é "proibido" em países como este à beira-mar plantado, é "proibido" em países em desenvolvimeto, como acontece com o Brasil. As empresas têm de ter capacidade para investir e saber esperar e é dever moral de todos fazermos algo por todos!

Por isso estou satisfeito, acreditando que não estou errado, porque é certamente como eu digo e se não é, será apenas porque a Sonae não foi capaz de fazer passar a mensagem. Para mim a mensagem era esta: «nós queremos a TMN e para isso temos de comprar a PT toda e, depois de apanharmos a TMN veremos se algo mais nos interessa, porque haverá "tansos" prontos para comprar tudo que nós não queiramos».

Depois de tudo que vi e ouvi, ficou em mim uma apreciação negativa das gentes das Sonaes. Felizmente a maioria dos accionistas da PT também compreendeu o que as mensagens das Sonaes transmitiram.

Obrigado a todos que compreenderam. Obrigado ao Governo por não usar o seu direito de veto.

Obrigado Granadeiro.

Obrigado Portugal Telecom por saberes resistir.

Vamos a um copo?

https://ventorcaminhando.blogspot.com/2026/06/lago-enol-um-lago-de-covadonga-que.html

Observando

 Sim, observando! É o que eu estou a fazer! ____________________________________________________________________________________________ O n...