| Ventor 25.09.09
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
O Cuco
| Ventor 11.06.09
Hoje ouvi cantar o cuco! (Este hoje foi em 11.06.2009. Já passaram uns aninhos, vão ser 17).
Há muitos anos que caminho por S. Pedro de Sintra e seus arredores e, nesta época do ano, Primavera-Verão, todo esse tempo procuro ouvir este meu amigo de sempre.
Hoje, tive a sorte que há muito esperava.
Esta noite sonhei que andava a passear por campos lindos, a tentar fotografar bichos e vejam que, para além de flores e para azar meu, só vi um louva-a-deus. Não havia qualquer outro bicho, de qualquer forma ou cor. Acordei muito desapontado!
Caminhava entre as silvas floridas
Mas, quando ontem à noite me deitei, disse à dona do Quico: "se estiveres bem, um dia destes, gostava de ir ao café da Natália, comer dois travesseiros, beber o café e dar a minha voltinha dos tristes".
Hoje, de manhã, levantou-se e disse-me: "arranja-te, quero ir beber um café"! Preparamo-nos e, já a caminho, perguntei-lhe onde queria ir e, se estava bem, que escolhesse. Ela sabia que eu gostaria de ir a Sintra e disse-me para ir à Natália. Lá fomos nós, eu ela e a mãe, ficando o Quico a guardar a casa.
Deixo aqui as ginjas, simbolizando outras fruteiras que me serviram de alvo
Chegados ao Café da Natália, bebi o café e comi dois travesseiros e, como quem não quer a coisa, meti sapatos a caminho, ficando elas à minha espera, na esplanada, à sombra.
Por fim, sempre cuscando, o cântico deste meu amigo, ouvi um som esquisito por ser anormal mas, como ia a passar uma camioneta, nem liguei.
De repente, e sem qualquer dúvida, lá estava o som que eu tanto esperava: "cucu-puti, cucu-puti, cucu-puti"! Exactamente, três vezes!
Ele passou a voar na minha vertical e, pareceu-me que já tinha cantado antes mas, com tanto barulho da camioneta, fiquei na dúvida. Porém, logo de seguida, todas as dúvidas se desfizeram. O meu amigo voltou a encontrar-me!
Enquanto ia fotografando o que me interessava, apareceu no ar uma maravilha destas com o seu lindo cântico (este tirei da Wikipédia)
Passaram tantos anos e nunca mais ouvi cantar o cuco em Adrão, talvez umas três vezes no máximo. Em Moçambique, não sei se o ouvi cantar se sonhei. Ainda hoje, 40 anos depois, vivo nessa dúvida!
Durante anos, nas minhas caminhadas pelo Alentejo, ouvia sempre o cuco cantar junto à foz do rio Mira. Na margem sul, na margem norte ou sobre o rio, mas sempre a voar. Depois deixei de ir para Vila Nova de Milfontes e voltei a deixar de ouvir o cuco.
Às vezes, quando passo por Vila Nova de Milfontes, lembro-me do cuco, mas é fora da época e só penso nele em relação ao passado. Há 3-4 anos, lá para os lados do Malhão, perguntei a um amigo se já tinha ouvido o cuco cantar naquele ano. A resposta era que não, que ele ainda não tinha dado um ar da sua graça. Ele a acabar de falar e o cuco na nossa vertical com o seu cucu-puti .. cucu-puti ... Ora vê! Ele descobriu que você chegou.
Passou-se este tempo todo e eu nunca mais ouvi cantar o cuco! Mas todos os anos ia renovando a esperança de ouvi-lo e, exactamente, onde o ouvi hoje. Não percebia porque não ouvia o cuco em redor da serra de Sintra!
Vocês dirão: "e que tem isso de especial"?
Nada! Mas apetecia-me ouvir cantar o cuco!
Todos sabemos que se trata de uma ave parasita, mas de parasitas está o nosso mundo cheio e esses parasitas a que me refiro, cantam bem mas não me alegram, enquanto que o cuco canta muito melhor e alegra-me bem!
Uma ferreirinha, uma das aves parasitadas pelos cucos (tirei-a da Wikipédia)
Por isso, hoje, registarei na minha agenda que ouvi cantar o cuco, às 11:06 horas. Ainda fiquei por ali a ver se o ouvia repetir o cântico, mas não. Ele sabe que eu lhe podia chamar parasita e seguiu outro rumo ou, então, seguiu o meu, mas não cantou!
O pisco de peito ruivo, mais uma das aves parasitadas pelos cucos, tenho lindas, (mas tirei esta da Wikipédia)
Entretive-me com outros bichos! Com as ovelhas, as borboletas, as flores das silvas, outas flores, dois gatos apavorados e escondidos no meio dos fetos e das silvas. Percebi logo porquê! Uma águia bem grande andava a caçar e eu só a vi porque ela gritava para todo o seu mundo que andava por ali o Ventor.
A águia, bem grande, que apanhei já muito longe contra a sombra dos eucaliptos
Uma gatinha aterrorizada ao ouvir o pio da águia. Ela estava de olhos no céu antes de eu tirar a foto
Esta gatinha preta estava também aterrorizada, espalmada entre os fetos com o olhar no rasto da águia. Ao ver-me, achou que eu seria o seu salvador e o pinheiro grande, à sua esquerda, não me deixou tirar a foto à águia
Quando perguntava às pessoas de idade mais avançada se ouviam por ali cantar o cuco, a resposta era invariàvelmente a mesma. "Dantes cantava, agora não se ouve"!
Mas hoje eu matei saudades, ao ouvir o cântico do cuco.
Uma felosa que acabou por desproteger os seus filhotes e cuidar deste brutamontes
Recordo-me de, quando pequenino, meu pai me dizer que os cucos (cucas concerteza) punha os ovos nos ninhos de outras aves mais pequenas. Por exemplo, nos ninhos dos chascos! A mim, tudo isso me fazia uma grande confusão, mas se o meu pai o dizia, seria mesmo verdade!
sexta-feira, 17 de abril de 2009
O Travesseiro ---
| Ventor 17.04.09
...ou travesseiros, pela beleza de Sintra!
Um pombo bravo que quis dois dedos de conversa
Um coelho bravo mais um amigo do Ventor
Mais amigos do Ventor que quiseram dar-me as boas vindas
Mais uma vez vou ter de falar-vos dos travesseiros. E porque não das queijadas, dirão vocês! Não falo de queijadas porque são os travesseiros o meu programa para as festas. Comer dois travesseiros, beber um café e dar uma caminhada por Sintra ou seus arredores é um dos meus momentos favoritos, sempre que posso.
Ontem foi um desses dias.
A beleza das deladeiras, tem feito parte das minhas caminhadas
Eram recantos destes que, noutros tempos as cobras ameaçavam o Ventor, Dedaleiras, fetos, ervas e o terrível vibrar sibilino de cobras gordinhas e parece que conheciam como eu me queria ver longe delas!
Mas as dedaleiras são mesmo um encanto!
Fomos a S. Pedro de Sintra, ao Café da "minha prima" Natália e como não podia deixar de ser, bebi o café e comi os dois travesseiros da praxe! Deixei a Dona do Quico e a avó do Tomás, ali, cavaqueando abrigadas do frio e parti para a voltinha que sempre gosto e depois desta terminada, lá fomos para observar se haviam por ali alguns dos animais que me vão animando nestas belas caminhadas sintrenses. Mas nada!
Em Adrão chamamos-lhe "estroques"
Os galegos chamam-lhe "stroks"
Soprando na flor e apertando o ar lá dentro, dá um "estrondo" tipo bomba de carnaval
Mas encontrei outros belos "rapazolas" para me acompanharem na apreciação das belezas daquele local. Ao encostar o carro num trilho de terra, reparei que um coelho, todo empinado e sustentado nas patas trazeiras nos ia observando como se nós fossemos uns marcianos acabadinhos de chegar. Tirei a máquina, preparei o "shot" mas, pareceu-me ouvir ele dizer: "na, na! Querias? Paparasis não"! E, em dois pulitos, entrou no silvado.
Não é por acaso que, de vez em quando, encontro por aqui aves de rapina. E melhor que eu, elas vêm bem os coelhos
Saí do carro, utilizando o meu passo de leopardo e fui-me chegando, sorrateiramente, tal como um caçador faria, mas não o vi. Olhei para a minha direita e vi um coelho, em grande velocidade, seguir a linha do horizonte e também não deu para dar gosto ao dedo. Ainda pensei que fosse o mesmo coelho mas parecia-me impossível. Encontrei dedaleiras e esqueci-me logo aqueles "anti-paparasis". Segui o trajecto das dedaleiras e fui disparando mas, quando dei por mim, andavam os coelhos todos entusiasmados num frenético vai e vem, por entre as dedaleiras, a observar-me e controlar-me!
Observar, calmamente, as flores da macieira liberta-nos do aprisionamento do stress
Podem acreditar que aqueles malandros estão bem organizados!
Então, tirei o som da máquina e, como quem não quer a coisa, dediquei-me às dedaleiras e, assim, entretinha-me com a beleza das dedaleiras e com a organização dos coelhos e entretinha-me, também, a disparas para ver se, apesar de ser longe, obtinha alguma foto de jeito. Mas, assim, quem fica sem jeito sou eu! Os coelhos iam caminhando por entre as dedaleiras e eu ia observando aquela rapaziada e disparando sempre.
Depois fui ver uma velha macieira que se enfeitou com as suas belas flores para me receber e, visto de mais longe, lá estava o primeiro coelho controlador que quase me fazia lembrar uma marmota observando tudo à sua volta. Depois voltei a ver mais coelhos entre as dedaleiras, uns observando-me e outros a fazerem a sua vida normal como quem não quer a coisa.
Imaginam como serão os campos de produçãp de lavanda em França? Uma beleza!
Por todos os motivos e mais alguns, Sintra continua a ser o meu campo de ligação ao passado. É por lá que vou observando os grandes arvoredos, os animais que, nos velhos tempos, animaram a minha alvorada. Por ali está tudo presente!
Vacas, cavalos, ovelhas, cabras, burros ... coelhos, perdizes, pombos bravos, pica-paus, ... os carvalhos, os sobreiros, as silvas com as suas amoras, o tojo, os fetos, as dedaleiras ... enfim!
Uma beleza branca, que me dá os bons dias, as boas tardes e as boas noites ...
... pois são bolbos lindos, branquinhos aqui ao pé da porta
Para além de tudo isso, Sintra, tem muitas belezas sem fim e tem, também, as queijadas e os travesseiros.
Nada mau para fugir à rotina citadina, ao betão, ao bulício ...
Assim, tento também dar algum ânimo à dona do meu Quico e a mim.
Também ao pé da porta, a flor da salsa
sexta-feira, 2 de março de 2007
A OPA morreu
| Ventor 02.03.07
Viva a Portugal Telecom!
Obrigado e parabéns, Granadeiro!
Hoje é para mim um dia grande!
Um dia, uns indivíduos doentes por sofrerem de gula, gulosos como são, lançaram uma OPA sobre uma das mais belas empresas portuguesas. Não digo a mais bela porque não quero ferir os gostos de outros mas podem crer que é, seguramente, em termos de empresas, a mais bela das nossas "meninas" cotadas e das "meninas" com um dos rostos mais lindos que este país, à beira-mar plantado, tem para mostrar ao exterior.
Eu não gostava de a ver morrer mastigada por gulosos. Não! Não tenho nada contra a beleza das Sonaes, mas neste caso, acredito, plenamente, que as suas intenções era esfarrapar a Portugal Telecom, triturá-la, ficar com o melhor bocado e lançar fora, por boas "quinhentas", os desperdícios.
Felizmente que, a maioria dos accionistas da Portugal Telecom perceberam isso. Não se tratava apenas de transferência de patrões, mas muito mais do que isso. E eles sabem que a PT tem capacidade para realizar um projecto contínuo de crescimento dentro e fora de portas que crie valor para os detentores do seu capital.
Mas o que mais me fez estar de coração aberto contra a Sonae, pela primeira vez, desde que a conheço, e muito mais do que defender, com esse mesmo coração, a derrota da Sonae, é porque não acredito no «projecto Sonae» para a PT. A Sonae nunca explicou muito bem o que pretendia fazer com a PT. A gente da Sonae queria, isso sim, a TMN! Estão de barriga cheia e já não querem o bolo, apenas pretendiam ficar com a cereja e, para isso, era necessário desfazer o bolo.
Eles sempre disseram que se desfaziam da Vivo no Brasil porque era um investimento de "tansos", esquecendo-se que todos os "tansos" deste mundo, incluindo também, os "tansos" da Sonae, morrem por investir no Brasil. Só que a Sonae retirou porque a Sonae procurou o lucro fácil e imediato e isso, como devem compreender, se não é "proibido" em países como este à beira-mar plantado, é "proibido" em países em desenvolvimeto, como acontece com o Brasil. As empresas têm de ter capacidade para investir e saber esperar e é dever moral de todos fazermos algo por todos!
Por isso estou satisfeito, acreditando que não estou errado, porque é certamente como eu digo e se não é, será apenas porque a Sonae não foi capaz de fazer passar a mensagem. Para mim a mensagem era esta: «nós queremos a TMN e para isso temos de comprar a PT toda e, depois de apanharmos a TMN veremos se algo mais nos interessa, porque haverá "tansos" prontos para comprar tudo que nós não queiramos».
Depois de tudo que vi e ouvi, ficou em mim uma apreciação negativa das gentes das Sonaes. Felizmente a maioria dos accionistas da PT também compreendeu o que as mensagens das Sonaes transmitiram.
Obrigado a todos que compreenderam. Obrigado ao Governo por não usar o seu direito de veto.
Obrigado Granadeiro.
Obrigado Portugal Telecom por saberes resistir.
Vamos a um copo?
segunda-feira, 14 de agosto de 2006
Montanhas lindas - Gerês
| Ventor 14.08.06
sábado, 5 de agosto de 2006
Montanhas lindas - Senhora da Peneda
| Ventor 05.08.06
Isto é um milagre, não é cor nem tinta!
Mas não pinteis, pintores! Orai, Rezai!
Uma beleza destas não se pinta!
terça-feira, 25 de julho de 2006
Montanhas lindas - Castro Laboreiro
| Ventor 25.07.06
Castro Laboreiro
Em mais uma das minhas caminhadas por Castro Laboreiro, quero deixar aqui a minha homenagem a estas gentes serranas e às suas belezas.
Pouco conheço de Castro Laboreiro a não ser tudo o que me contam, tudo o que leio e de uma ou outra passagem por lá no deambular dos tempos. Mas posso dizer-vos que toda a região de Castro Laboreiro é um monumento. Desta vez descobri outro monumento: “o borrego grelhado”! Mas, não vos vou falar do borrego grelhado nem do Restaurante Miradouro. Vou falar-vos de Castro Laboreiro no seu todo. Nos penhascos (que dizer dos seus penhascos?), das suas gentes e da minha grande desilusão!
Uma beleza na serra
https://ventorcaminhando.blogspot.com/2026/06/lago-enol-um-lago-de-covadonga-que.html
Observando
Sim, observando! É o que eu estou a fazer! ____________________________________________________________________________________________ O n...
























