domingo, 19 de junho de 2005

À Lobo

 | Ventor 19.06.05

Há alguns dias atrás, ao atravessar a passadeira para peões. à minha porta, com um saco de lixo na mão, senti uma terrível pancada na barriga da perna esquerda e quase anichei no meio da via.

Tacteei mas não caí, e a primeira coisa que fiz, mal me recompus, foi olhar o estrago que o tiro fez. Para mim, a primeira impressão é que tinha levado um tiro na perna.

Ao mesmo tempo que tentava não anichar no meio da rua, olhei em volta, passeio, janelas, portas e não vi ninguém de arma na mão ao mesmo tempo que me lembrei que não ouvi tiro nenhum. Mesmo assim, baixei os olhos para a barriga da perna e a perneira das calças estava intacta. Portanto, calças sem furo, pensei, não tinha mesmo havido tiro!

Os carros que à minha esquerda tinham parado para eu passar, ficaram estupefactos a olhar-me a contorcer-me de dores no meio da via, sem capacidade para me mover. Um rapaz de mota, chegou-se pelo meio dos carros até junto de mim e perguntou-me o que me aconteceu. Disse-lhe que pensei que tinha levado um tiro na perna, mas vistas as coisas, só poderia ter sido uma pedrada. Mostrei a barriga da perna e tinha uma negra, mas dentro dela só eu percebia a severidade da pancada.O meu músculo tinha-se desarticulado.

Saí do meio da rua e, quase de rastos, lá levei o saco do lixo. Uma vizinha da janela, disse ao marido que o amigo Ventor terá tido mais um grande problema de coluna! Vim para o meu carro, para levar a minha mulher á fisioterapia e logo que ela desceu e viu a minha máscara, queria desistir, mas eu lá a levei. Afinal a dor era na barriga da perna, mas o mecanismo funcionava! Ainda arranjava forças para grunhir de dor e fazer baixar a embraiagem!

Deixei-a na fisioterapia e como ela ia ter com uma amiga para beberem o café juntas, disse-lhe que vinha para casa fazer o meu tratamento. Cheguei a casa, gelo, pomada de silício, em vez de voltaren, mais gelo, e lá vou eu a coxear até ao carro. Andei assim alguns dias e ainda não passou, mas já pareço um lobo! Já caminhei na serra de Sintra a coxear, já controlei os meus pica-paus a coxear e, já passei tardes inteiras, dentro do carro a ver esvoaçar os gaios e de vez em quando, dou urros diabólicos devido ao meu tratamento, à lobo, sempre que me esqueço do meu dói-dói!

Sempre que tive problemas fiz tratamentos à lobo. Já torci pés e fui eu que os endireitei à lobo. Quando tirava a chapa em Lisboa os especialistas ficavam parvos quando eu lhes contava as minhas histórias. Uma vez torci um pé e, mesmo assim, para não molhar os ténis no rego de regar o milho, saltei do rego da água para cima do muro ao lado. A laje dançou e eu dancei com ela e só ouvia o pé a desfazer-se todo.

Por fim, em Lisboa, na Av. Da Liberdade, três dias depois, o médico que se chama (va) Corte Real, disse-me para nunca mais lá aparecer depois de fazer tanto estrago. E não! Fiz e continuo a fazer tratamentos à lobo! Mas nunca esqueçam: ouçam o que eu digo mas não liguem ao que eu faço. Apenas me tenho saído bem. Imagino quanto sofrem os lobos, meus companheiros de Caminhada, sem assistência hospitalar, sem médicos, sem enfermeiros, ... sem nada! Mas eles comem o barro e o barro está cheio de silício. Sem saberem tratam-se, e ... bem!

terça-feira, 14 de junho de 2005

Que seca!

 | Ventor 14.06.05

Hoje fui a S. Pedro de Sintra beber um café e comer um travesseiro. É uma das minhas caminhadas preferidas, à sempre linda Sintra. Passei algum tempo a observar as silvas e a pensar nas amoras e no Eugénio Andrade e no seu poema sobre as amoras. Afinal, também é meu, pois ninguém mais que eu terá vivido tão intensamente as amoras das silvas.

Flores de silvas e amoras a nascer

Depois, como não podia deixar de ser, fui até à Lagoa Azul. Mal que entrei no local da Lagoa, encontrei dois GNR's a observar a água, mas de semblante triste. Olhei a Lagoa, desejei Bom Dia aos homens e disse-lhe logo: «estamos lixados»! Eles olharam-me, mediram-me, perceberam,

e o mais próximo, disse: "pois estamos"! Inteligentes aqueles GNR's!

A Lagoa estava assim

Dei a minha volta à Lagoa coxeando e assim tive mais tempo para observar os meus amigos. Dois milhafres apareceram para me dizer olá (e disseram mesmo!), mas com a fome que estavam nem me quiseram olhar mais. Os cágados sairam fora da água só para me espreitarem e dizerem-me que gostavam de me ver por lá!

Rapaziada venham ver o Ventor!

Depois foram as libélulas e os peixes. Fizeram passagens à minha volta uns e subiram quase à superfície outros..


 As libélulas, eram muitas e quase todas azuis

Este amigo diz que as águas estáo paradas e já começa a faltar o oxigénio! 

Mas no meio desta bicharada toda cantavam as rolas e os pombos e ouvi o mais belo de todos os sons. Quando apontava a máquina para um pombo que tinha pousado ao meu lado, num pinheiro alto, esqueci-me logo dele, pois logo por ali, ouvi um pica-pau a martelar com o bico na madeira.

Ando de volta dos ninho dos pica-paus, dois, mas já há mais de 40 anos que não ouvia o som deles na execução do seu trabalho. Uma maravilha da natureza! Ouvi o seu som de trabalho e a sua conversa comigo. Nem toda a gente conhece o som do picapau quando ele nos quer ver longe. Depois, mais à frente, já afastado da Lagoa, procurei as minhas carrascas e uma ave esvoaça sobre mim e só pelo gesto, disse logo à minha mulher: «olha para aquele pinheiro, está lá um pica-pau». Colocou-se por detrás do galho a observar-nos e depois vimos ele partir de abalada. Na minha terra só vi pica-paus verdes mas por aqui eles são brancos pretos e vermelhos como este.

Está no Site do Quico este amigo do Ventor

sexta-feira, 10 de junho de 2005

Dia de Portugal

 | Ventor 10.06.05

10 de Junho, era o dia de Portugal!

Hoje não sei se ainda é! Sabem porque? Cada vez me parece mais o dia do "oportunismo"! Se alguém quiser fazer a retrospecção que eu já fiz, mas guardei para mim, porque senão ... Bom! Não acreditam? Podem crer! Já ouve quem ameaçasse os blogs e eu não quero fazer nada para isso.

Mas sempre poderei dizer alguma coisa! Ouço o povo na Rádio, na Televisão, na Rua, no café, ... e julgo que, pelo menos, por enquanto, só uma coisa safa a geração política que resultou da Abrilada de 1974! Sabem o que é? Adivinhem!

Se não adivinharem depois eu digo-vos! Mas temos de reconhecer que todos eles se pavoneiam sugando o suor do povo. Todos eles de um extremo ao outro, se pavoneiam enquanto apenas e só nos mataram a única coisa que ainda poderíamos ter ... A Esperança! Até essa nos levaram!

domingo, 15 de maio de 2005

Faz hoje 35 anos

 | Ventor 15.05.05

... que deixei a Força Aérea. Claro que vou comemorar este dia com uns copos, os copos da saudade! Não sei quantos comemorarei mais, mas sei que enquanto puder, não esquecerei!

São servidos?

terça-feira, 10 de maio de 2005

Mundo ignóbil

 | Ventor 10.05.05

Este nosso mundo, o nosso, o português, abstenho-me de falar do mundo dos outros, está cada vez, segundo as opções dos nossos políticos, mais social! Até está, mas no papel e na mísera distribuição de uns cêntimos para quem precisa, segundo se crê.

Afinal esses cêntimos não chegam nada para quem precisa e quem não precisa esbanja-os em luxos incríveis, numa sociedade que se pretende digna e capaz de tratar dos seus. A nossa sociedade, se repararem bem, tem sido um descalabro total, no aspecto social. E andam por aí, tantos ... ditos senhores, a tentar peneirar o sol a ver se enxergam luz.

Alguns familiares, matam, as suas crianças desprotegidas, por processos ignóveis e a sociedade sente-se manietada por se reger por leis, muitas delas sem sentido. Somos um país de advogados, ... de doutores e engenheiros de coisa nenhuma. Pavoneiam-se nos seus ciclos todos os dias, dão shows televisivos, armadilham leis e seguem os trilhos de "nossa senhora não te rales". As crianças morrem, por negligência das autoridades, que criaram camisas de forças de onde não saem e depois os sabichões do templo arranjam logo bodes expiatórios para tudo.

A verdade é que os nossos velhos, necessitados, não têm dinheiro para comer e para medicamentos. Há os que têm família que ajuda, mas há também os que não têm ninguém. Como é possível haver medicamentos no mercado a preços incríveis? Dar por dois ou três medicamentos para uns dias cerca de 80 euros, já descontado o subsídio da Segurança Social, quem tem uma reforma que nem para comer lhe chega, mais renda de casa, mais ... quando a gente olha para a chulice que nos rodeia, em grandes bombas, com cartões de crédito sem limites, com casa paga, muitas vezes com férias pagas, tudo isso saído do suor do povo, portanto pago por todos nós, que dizer da nossa sociedade cada vez mais social?

Sim, refiro-me aos políticos que nos levam couro e cabelo para nada! Sim refiro-me a administradores das grandes empresas, públicas e privadas que são reis e príncipes neste mundo de larápios! Para eles levarem essa vida faustosa, pagamos nós os incríveis preços de produtos mal feitos e de serviços mal prestados. Não seremos só nós, eu sei, mas os povos desta célebre sociedade (a grande comunidade da Europa) estão cada vez mais escravizados na sua luta para poderem viver com certa dignidade e, então, Portugal é o máximo!

Só vejo dificuldades à minha volta e os foristas do templo dizem-nos que a tendência é para piorar nos próximos 10 anos! Dizem que os empregos serão cada vez menos, que para a Segurança Social, virá um dia, não longínquo, que deixará de pagar a quem pagou o que lhe pediram. No entanto para amainar os péssimos ânimos do povo, aparecem sempre alguns prontos para nos divertir, como, por exemplo, a tourada a realizar nos Açores em terras de Santa Maria, para comemorar o aniversário da sua autonomia. Por isso o meu Quico enviou às faustosas autoridades daqueles sítios este e-mail:

«Ex-mos Senhores Presidência do Governo Regional dos Açores, Ministro da República para os Açores, Câmara Municipal de Vila do Porto, Circulo de Amigos de S Lourenço (entidade organizadora).

Eu sou o Quico, o gato do Ventor e estou muito desolado por saber que vão chegar aos Açores uns touros para serem toureados nessa bela terra de Santa Maria. Costumo dizer, nas minhas comunicações com terceiros que sou o vosso amigo Quico, mas neste caso não usarei essa doce frase, pois não poderei usá-la com aqueles que vão permitir que os meus verdadeiros amigos, os touros do Ribatejo, ou outros quaisquer, que vão ser terrivelmente mal tratados para satisfação e gáudio de meia dúzia de iluminados.

Eu dirijo este e-mail às Entidades acima porque sei que entre elas estarão os verdadeiros responsáveis por essa tourada. Ou porque a organizaram ou porque permitiram a sua organização e também porque, se quiserem, poderão evitá-la.

Também sei que os amigos das touradas não são sensíveis à voz dos homens, nem às dores e sacrifícios dos touros e se calhar, menos ainda ao desânimo e desolação de um gato. Vocês são políticos e têm por obrigação tentar arranjar emprego para os desempregados e também divertimentos para o Povo, porque não! Mas há sempre gente apta nos meios políticos, por arrasto ou por vontade própria, a entrar por caminhos que são uma nódoa para a dignidade do homem neste planeta cheio de arrelias.

Vocês querem satisfazer o Zé Povinho, mas como eu ouço os homens deste mundo em que me integro, podem fazê-lo muito bem sem mal tratar os nossos companheiros de CAMINHADA e satisfazer também a vossa própria satisfação pessoal! Se querem manter o povo entretido, é tão simples! Porque não transformam esse local da tourada num campo de jogos de Chinquilho, da Malha,  da Macaca!

Enfim! Já não falo noutros géneros de espectáculos que esses certamente conhecem. Vocês sabem o que é jogar ao Chinquilho? Eu sou gato, também não, nem sei se o Ventor sabe, mas sei que ele costuma ver uma gente do grupo de reformados a jogar ao Chinquilho e bem divertidos. Promove a auto estima, é bom para o stress e satisfaz plenamente aqueles que ao Chinquilho se dedicam nas horas de lazer.

Vocês são homens, e diz o Ventor que pertencem à classe dos notáveis. Serão mesmo notáveis? Eu penso que um homem notável será aquele que vela por si, pelos seus semelhantes e por todos os animais que o Senhor da Esfera colocou neste mundo para prosseguirmos ao lado uns dos outros a melhor caminhada possível. E seria tão simples! Bastaria que todos tivessem bom coração e soubessem respeitar aqueles que vos matam a fome e só por isso, eles deveriam ter no pouco tempo que lhes dão de vida, uma vida vivida com dignidade.

Se calhar comer-se-iam menos toxinas e haveria menos doenças ente nós todos. Por isso, em nome da DIGNIDADE QUE DEVE PAUTAR TODO O SER HUMANO, vos peço. NÃO FAÇAM MAL AOS MEUS AMIGOS! VÃO JOGAR AO CHINQUILHO SEUS CRETINOS!

Passeio

 | Ventor 10.05.05

Oportunidade única!

Num local onde, de momento, estas flores são uma pequena festa à vida, eu passei, há dias, numa das minhas caminhadas. Já há algum tempo que vivo sem música, sem flores ou com poucas e submergido numa grande tristeza. Em pouco tempo, perdi três amigos. O Quim, a Maria Luisa e o homem do Quiosque (o António), um amigo.

Partiram de rajada! O Quim e a Maria Luisa, depois de muio sofrimento. O António de repente! Eu esqueci a vontade de ouvir música, a melhor das minhas companhias. Além disso, a minha coluna não me tem ajudado muito, posso mesmo dizer nada, e tenho caminhado sobre três caminhos: a tristeza, a dor e o caminho real que piso.

Flores selvagens embandeiradas para mim

Tenho visto muitos besouros, alguns azuis, que não vejo há muitos anos, mas no meio destas flores vi o mais belo de todos! De repente, apareceu a um metro de mim, em voo parado, na vertical, estilo helicoptero e aguardou que eu ligasse a máquina e tudo, olhando-me fixamente. O seu corpo era de um amarelo dourado esbatendo para o azul e, as suas asas, eram de um azul lindo, rendilhadas por onde penetravam os raios luminosos do meu amigo Apolo.

Falei para ele, chamei-lhe coisa linda e pedi-lhe para aguentar aquele voo parado, enquanto ligava a máquina e me preparava para o fotografar. Quando me preparava para disparar ele arrancou rumo a ocidente de encontro ao sol, vestindo cores fabulosas! Nessa mesma tarde, arrastando-me, fui três vezes àquelas flores mas nunca mais vi aquela maravilha de insecto.

Agora estou pelo beicinho para apanhar aquela maravilha. Será que voltarei a vê-lo? Depois de pensar bastante, até me parece que aquele insecto foi uma mensagem a dizer-me que o mundo é lindo e devemos estar aptos a caminhar nele e com ele, abandonando as forças negativas que tentam apossar-se de nós!

quinta-feira, 5 de maio de 2005

Nasceu a Maria

 | Ventor 11.01.05

Hoje, 11 de Janeiro de 2005, nasceu a Maria.

A Maria, mal nasceu, acenou ao seu pessoal e desejou, para todos, um bom ano, pois já vinha atrasada.

A Joana (prima) e o Tomás (irmão) ficaram deslumbrados com mais esta boneca.

A Maria, olhou em volta, como num olá a todos e verificou quem a tinha sarnado durante cerca de 9 meses e tal. No meio de todos, procurou o Ventor, por acaso, o pior, que só queria brincar com o irmão, o Tomás, quando ela ainda, toda atrapalhada, tentava dormir na barriga da mãe.

A mãe, protegeu-a na barriga e agora, tenta colocar a mão protectora, por cima, na esperança de que, por baixo, a mão divina de Deus nunca a esqueça!

Tomás, encosta à solidão, tentando descortinar como é possível ter uma boneca tão linda que enchia tanto a barriga da mãe e, afasta-se para ponderar a sua acção, antes de olhar mais uma vez a barriga da mãe quase vazia e pedir-lhe para o acompanhar até casa, pois o pai estava ali para os levar a todos. O problema era saber o que fazer à boneca! Mas podia ir também, já que todos gostavam tanto dela!

Joana também estava a ver as coisas a esfumarem-se. Afinal, o Ventor já lhe tinha prometido que nunca a esqueceria, e ela, até já lhe tinha reclamado a primazia do posto. Pois por autorrecriação, tinha entendido que, de facto, a velhice é mesmo um posto! E como o Ventor lhe tinha dito que agora tinha duas princesas em vez de uma, ela, numa jogada de antecipação, disse-lhe logo que, tinha duas princesas mas tinha de gostar mais da mais velha! Que era ela claro!

 A Maria, no meio de tanta confusão, pois não entendia tanta ciumeira, abriu a boca ensonada e tentou fazer aquilo que mais queria. Dormir! Vou aproveitar para dormir, pois isto já me parece aquilo que na barriga da minha mãe já ouvia falar. Campanha eleitoral! Eu sou aquele ...


Mas fechou os olhos e pensou: o Ventor que não era para brincadeiras, continuava a fazer o flash funcionar tentando não a apanhar de olhos abertos para a máquina! Este gajo até é porreiro, mas mesmo assim apetece-me tanto dormir que só queria acordar depois de 20 de Fevereiro!

A Maria continuava em estado de vigília, nem a dormir, nem acordada. mas a pensar! Depois recordou que vinha aí o seu primeiro Carnaval!

  

A Joana continuava a tentar não perder pitada do que se passava à volta. Afinal a Maria, achava ela, estava a tirar-lhe o protagonismo e isso não lhe agradava!

A Maria, num sorriso matreiro, com um pedacinho da língua de fora, achou piada à consfusão e pensou que, de facto, este mundo deveria ser muito complicado!

A Maria sabia que as pessoas andavam sempre preocupadas com o tempo e ela já vinha treinada nisso, pois a sua mãe estava sempre preocupada quando todos os dias, de manhã e à noite, tinha de se meter numa espécie de inferno a que chamam 2ª Circular. Seria assim que se chamava? O melhor era, em vez de dormir, continuar a pensar!

A Joana essa, tinha um fito. Seria possível ficar com aquela boneca? Afinal até tinha tantas que até já falavam e tudo!

 Mas ela é linda, achava a Joana.

 Mas eu quero-lhe pegar. Será que o Ventor, se eu lhe pedisse de mansinho, me deixava?

A Maria, que não percebe nada disto, ou quase, pois ainda não sabe que dedo se usa, levantou o dedo mendinho a julgar que era mais democrático do que o dedo indicador que mais lhe parece servir apenas para um tipo chamado tio Sam ... que com um olhar profundo e atemorizador, gritava: «I need you»!

E assim, atormentada por tanto pensamento, sem nexo, julgou que, realmente, o melhor que arranjaria neste mundo, era um belo sono. Dormir!

Depois de saber que estaria protegida pelo Ventor e pelas flores, entrou num sono profundo e ficou descansada, adormecendo para depois sim, ao acordar, dizer olá pessoal! Mas nessa ocasião, refeita de um repousante descanso depois de um primeiro dia medonho, apenas dirá: «olá, mamã»!

https://ventorcaminhando.blogspot.com/2026/06/lago-enol-um-lago-de-covadonga-que.html

Observando

 Sim, observando! É o que eu estou a fazer! ____________________________________________________________________________________________ O n...