sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sagres, uma Jóia de Portugal

   Ventor 25.02.12

No dia que o Sagres fez anos. Foi em 08.02.2012.

Fez 50 anos ao serviço de Portugal.

No dia que a Sagres fez anos, neste ano de 2012, fui cumprimentá-la ao Tejo. Encontrei-a no mesmo local, onde o navio Niassa me apanhou para me levar para os confins de África. Vi, lembrei e recordei, o início de uma caminhada inesquecível.

Vi o Sagres, tirei umas fotos, conversei com ele, à minha moda, mas não entrei! Ouvi o Infante dizer-me: "foi tempo, Ventor! Foram tempos áureos em que tivemos de fazer o peito ao mar e avançar!

"Foi tempo em que desafiamos todos os Adamastores. Não foi só um! Foi uma catrefa deles desde a PONTA, lá em baixo, a Ponta de Sagres (nome que esta beleza austenta), até aos confins do mundo".

"Eu sei que tu julgaste que o irias enfrentar no campo da luta entre os oceanos que ali se enfrentam há milénios - o Atlântico e o Índico. Mas, como tu dizes, Apolo quis estar sempre a teu lado e demonstrar-te que, nos campos de Neptuno, o Adamastor poderá aparecer em qualquer esquina do mar, como o fez quando iniciavas a entrada na Baía do Espírito Santo, para conheceres a princesa dos teus sonhos, espraiada frente ao Índico - Lourenço Marques".

Na proa, a rasgar as águas, o Infante D. Henrique

Não entrei no Sagres, evito apertos, sempre que posso, mas deu para embrulhar, nos meus olhos, todo aquele espaço, por onde tenho passado, de vez em quando, pelos anos fora.

Ali, não tinha apenas o Navio Escola Sagres! Ali, estava o Vera Cruz, com mais de 2.000 homens a bordo, gritando que iria arrancar para o mar que conhecia bem mas, para aqueles militares era o desconhecido. Não participei na formatura de cerca de 4.000 homens mas, vi todos eles virados para as varandas da Rocha do Conde de Óbidos, muitos deles com a tristeza estampada nos rostos, enquanto eu, caminhando, no meio de uma multidão sem fim, que chorava, com lenços nas mãos que davam para acenar o adeus e para limpar as lágrimas, procurava e não  encontrava quem queria. Meti-me no meio dessa multidão que via alguém chamar-me, de junto do Niassa, ao lado da minha mala e, quando se aperceberam que o chamado era eu, começara a incentivar-me a desistir: "desiste, não vás! Já stás cá fora!

O "Terreiro dos Choros e dos Sonhos" - Rocha Conde de Óbidos, no rio Tejo, em Lisboa

Como as dificuldades de sair dali, se tornaram enormes, não penetrava por qualquer lado, fui empurrando, rumo ao sítio mais curto. Precisava de espaço para tomar balanço e saltar as grades para o lado do Tejo. Foi então que tive uma ajuda preciosa. Olhei para a cara do homem que me tentava auxiliar e vi uma lágrima em cada olho. Ele fez um gesto e a multidão colaborou. Arrangei espaço e não saltei, voei sobre as grades para um espaço onde comecei a respirar. O homem que me ajudou, disse: "salte por aqui, meu rapaz, o meu filho já foi no outro. Que Deus vos acompanhe a todos", era um General que se fora despedir do filho que já tinha partido no Vera Cruz e ficou a aguardar a partida do Niassa.

O Navio Escola Sagres, mostra a sua beleza e saúda os portugueses, honrando-os com os seus 50 anos de Serviços

Fui o último militar a entrar no barco. Quando cheguei ao último degrau da grande escada, virei-me e acenei àquela gente, no meio dela, estavam alguns dos meus amigos que se foram despedir mas, que não cheguei a ver. No momento em que acenei, num todo, o esforço do adeus redobrou. Até pareceu que os braços e os lenços se multiplicaram. Olhei o sítio onde saltei e lá estava o general a dar com um bengalim ou chicote, numa perna. Vi que também levantou o braço. Eu levantei o meu, levantei a mão esticada até junto do meu boné que ostentava a gloriosa águia da Força Aérea e fiz-lhe, mais uma vez, a continência que era, para mim, naquele momento, o meu abraço a toda aquela multidão, onde muitos gritavam boa viagem, que Deus vos acompanhe ... e outros, lá no meio, estavam desesperados por não conseguirem abraçar-me.

Os portugueses, que puderam, foram felicitar o Sagres e agradecer-lhe

Recordei, então, ao lado do Navio Escola Sagres, toda aquela multidão, de rostos tristes, de braço no ar, dos lenços brancos! Olhei o espaço onde isso tudo aconteceu. As varandas estavam vazias, as grades não estavam lá, a multidão era outra e não passava duma súmula da de então mas, os gritos, lá estavam, penetrando no meu cérebro. Parece que liguei um botão para os recordar.

Mas de vez em quando, vejo as velas do Sagres desfraldadas, a entrar ou a sair do Tejo. Vejo a cruz vermelha, semelhante à da Força Aérea, ostentadas nas asas dos aviões e recordo-me dos tempos que o tempo não repete, mas que o "disco rígido" não desperdiça. Recordo-me da Cruz que substituiu a dos Templários, como Portugal deu a volta às pretensões do Rei de França, Filipe o Belo e a um Papa qualquer. Substituímos a Cruz e estava tudo feito. A Ordem deixou apenas de se chamar dos Templários e passou a chamar-se de Cristo - a Ordem de Cristo.

Isto permite-nos observar como o mundo, o nosso mundo e o mundo dos outros, é feito de voltas e reviravoltas. É o caso do navio Sagres que já pertenceu a quatro países. E sabem uma coisa? Com uns pechisbeques aqui e ali, com o Infante D. Henrique a abrir as ondas, com a Cruz de Cristo nas suas velas, ele deixou de ser apenas um barco e tornou-se numa maravilha dos mares!


Quando o Sagres abala, nas suas voltas ao mundo, já fez três,desfralda as suas velas e grita: "eu  honro Portugal"

Mas este Sagres, é o Sagres III. É o terceiro navio a desempenhar as suas funções e a levar o nome de Portugal a cruzar os mares, os oceanos. Ele é o representante nacional e internacional da Marinha e do Estado Português. Por isso, tudo o que é «Sagres», tem uma história.

Este Sagres, o Sagres III, foi construído na Alemanha, nos estaleiros de Hamburgo, em 1937, para desempenhar as funções de navio escola da Marinha Alemã. Chamou-se Albert Leo Schlageter. No final da II Guerra Mundial, foi troféu de guerra dos americanos e vendido em 1948 ao Brasil, onde se chamou Guanabara. No Brasil, serviu como navio escola até 1961, ano em que foi adquirido por Portugal e entrou ao serviço da Marinha Portuguesa, em 8 de Fevereiro de 1962, até hoje. 

Ele é uma pérola da Marinha Portuguesa e um símbolo de Portugal. Voltaremos a encontramo-nos, pelo Tejo, Sagres.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Outono, 2011

 Ventor 21.12.11

O Outono de 2011, terá sido um dos poucos Outonos mais nefastos da minha vida. Costumamos dizer, ... foi o pior! Na verdade os últimos são sempre os piores porque os outros já estão esquecidos!

Falando do Outono de 2011, do fim desta estação que, costuma ser tão linda, terei de falar, também, do início do Inverno de 2011-2012, um inverno a que vou chamar de transição! Aliás, no dia, 22 de Dezembro de 2011, às 05:30, portantio, amanhã, começa um Ano de Transição! Já vou falar disso!

Primeiro vou falar deste Outono! O Outono que não se deu bem comigo. Fui atacado pela mais terrível constipação que se pode imaginar. Começou com um simples resfriado. Tremer quanto podia, numa espécie de Antárctida super gelada. Parecia que regredi para a idade do gelo! Contra-ataquei com tudo disponível! Cama, mais mantas, calor, whisky, aguardente quente, com mel, ... Tive durante cinco dias uma tosse de partir tudo. Pelo menos deu-me cabo do canastro. Fiquei sem músculos! Fui estudando as reacções e desenvolvendo novas formas de contra-ataque!

Quando nada resultava, reiniciei uma velha luta! A tosse era seca como o Deserto do Sara e eu não tinha como acalmá-la. O mel era uma treta mas, continuei a luta com tudo o que tinha. Fui buscar o Zirtec, um aliado dos últimos anos e disse-lhe: "vocês vão ser o resto das minhas forças. Temos que fazer uma razia. Nunca tive uma tosse como esta e cheira-me que vós estais preparados para estes inimigos terríveis. Calculei tratar-se de uma alergia vinda das profundezas dos meus pulmões. Lancei, então, as forças de reserva «Zirtec» e acho que tudo correu bem. Foram mais cinco dias de contra-ataque!

Ontem já fui visitar as minhas amigas perdizes, maravilhas das minhas caminhadas. Só não tirei o rabo do assento!

As perdizes minhas amigas 

Tudo parece estar bem encaminhado! O Zirtec fez o seu trabalho de sapa e os anjinhos trouxeram-me para casa, numa camioneta a cantarmos; tudo mudou! Ontem levantei-me cedo, às 06:30, tomei duche e pareceu-me ouvir gritar: "vamos deixar este gajo que ele é doido! Ele mata-nos a todos"!

Foram uns dias de guerra total! Ainda há umas escaramuças mas acho que tudo está a acabar. Este Outono de 2011, o penúltimo do ciclo, será para esquecer mas, ainda vou ter outro antes de fechar o ciclo! O próximo Outono será o último que, segundo dizem os sabidos, fechará o último ciclo do sol na nossa Galáxia. O meu amigo Apolo, daqui por um ano, no solstício de Inverno de 2012, irá centrar-se no meio da nossa Galáxia, no Equador Galáctico que, é constituída por cerca de 200 biliões de estrelas e irá reiniciar um novo ciclo de 26.000 anos. 

Esfera armilar com relógio cósmico

São contas muito complicadas dos nossos amigos Maias, Sumérios e não só. Mas o ano poderá ser, também, muito complicado! Será também o ano em que o tal planeta Nibiru, o X Planeta ou planeta dos deuses que comandam a terra, se aproximará mais perto desta. Será de lá que vêm os "nossos" discos voadores e, posso acreditar, porque não, eles andam aí!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Um Amiguinho Azul ...

  Ventor 13.10.11

.. num dia lindo, no rio Jamor, em Queluz! 

Era exactamente igual a este guarda-rios, um alcedo atthis, foto de Lukasz Lukasik, tirada da Wikipédia, sob licença GFDL

Ontem, caminhando por Queluz, tirei a dúvida.

Às vezes, não é fácil tirar dúvidas!

Porém, desde que metamos uma coisa na cabeça, é sempre possível esperar o momento para tirar as dúvidas todas. Ontem, fiz uma pequena caminhada por Queluz, o jardim de Queluz e em redor do Palácio.

Fui visitar os meus amigos do rio Jamor, em Queluz e passei pelo belo Palácio e, quando caminhava sobre o Jamor que passa por baixo do Palácio e dos seus belos jardins, dirigindo-me para o carro e rumar a casa, observei o rio e, tentei descortinar a bicharada que por lá andaria. Encontrei um pássaro lindo e preparei a máquina para o tentar captar para a minha colecção.

IMG_0130.jpg

Ele cá está, o Martim Pescador, como muitos lhe chamam - o Guarda-Rios! Hoje é a 4ª vez que vejo um guarda-rios, em cerca de um ano. Mas este parou! Parou longe, mas parou! Foi pena foi ter parado à sombra. Por ficar longe e na zona escura, foi a foto que consegui arranjar e estes rios não são nada adequados para fotografar guarda-rios. Têm muito mato em volta e esta seria a melhor zona. Provàvelmente, nunca mais o verei nestas condições, não fosse tão longe

Ao apontar a máquina, vi passar, rio abaixo, o que mais me parecia, outra vez, uma "flecha" azul. Um azul muito vivo e bonito. Pousou um pouco longe e, para meu azar, do lado da sombra. Enfim, estragou a minha sagacidade em encontrá-lo com a máquina em boa situação para a foto. Infelizmente, não deu para a foto que queria! Era longe de mais e na escuridão da sombra!

AlcedoKeulemans.jpg

Estas belezas, foram tiradas da Wikipédia, pintados por um especialista - vejam como eles são lindos!

Mas deu para tirar conclusões!

Um dia, já há cerca de um ano, caminhava eu na ribeira da Falagueira e, do meio dos salgueiros, em pleno rio, passou, debaixo dos meus olhos, uma "flecha" azul vivo, rio acima. Só tive tempo para apontar a máquina e não para disparar. Fui no encalço da ave, mas nunca mais a vi! Outra vez, na Primavera passada, na ribeira que atravessa o jardim de Miraflores, outro pássaro semelhante. Há cerca de um mês, exactamente, no mesmo local, em Miraflores e, nas mesmas condições, passou, mais uma vez, a "flecha" azul.

Mas hoje, em Queluz, acabou-se a dúvida! A "flecha" azul, não era nada mais, nada menos que um guarda-rios!

IMG_0131.jpg

Ainda deu para uma segunda foto! Devido à lonjura do Martim Pescador, só pretendia que as fotos me confirmassem tratar-se de um guarda-rios e esse obejectivo foi conseguido. Agora, só me resta a esperança de o apanhar em melhor situação e, para isso, vou ter de dar corda aos sapatos, junto das ribeiras e do rio Jamor!

Ao ver essa "flecha" azul, virei-me para o passado. Penetrei no nosso rio de Adrão, em Arriba dos Moinhos e fui descendo o rio, até ao Curral das Cabras. Nesses tempos, nunca vi essa minha linda "flecha" azul de cima para baixo. Via-o sempre à minha frente e, sempre por trás. Estas quatro vezes que o vi por aqui, vi-o sempre de cima para baixo, numa cor azul belíssima. Eu nas margens cimeiras e ele, sempre a voar, junto à água, sobre as ervas e arbustos.

Este vídeo tirado do Youtube, serve para todos aqueles que não conhecem bem, o Sr. Guarda-Rios, apreciarem melhor a beleza desta ave linda - o alcedo atthis ou guarda-rios comum

Agora, falta-me o melro d'água, a toupeira d'água e a cobra d'água para, tal como o guarda-rios, me certificarem que os riachos da minha zona, estão mesmo despoluídos. Hoje, para mim, o Guarda-Rios, o Martim Pescador e mais 23 nomes que lhe dão por aí fora, passou a ser, sem dúvida, meu companheiro de caminhada. Agora só me falta fotografá-lo como eu gostaria para que a companhia se torne mais perfeita!

alcedo-atthis-3192157_960_720.jpg

Em cima de um galho seco, para não terem ramas a estorvar-lhes a visão e ei-los a penetrar na água e pescar o seu peixe

Ficarei no seu encalço!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Os Quatro Cavaleiros

  Ventor 27.07.11

São quatro!

São quatro cavaleiros negros que se aproximam de mim, em grande cavalgada. Já baixaram o elmo, ajustaram os capacetes, colocaram as lanças em riste e iniciaram a sua caminhada; já estão a experimentar o trote e, não vai tardar muito, utilizarão toda a velocidade que os cavalos negros lhes permitam.

Normalmente, quando falamos em quatro cavaleiros, só nos lembramos dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse e, na verdade, esses cavaleiros, estão metidos em tudo que tenha como objectivo final, o fim do mundo.

Mas, eu já desmascarei esses quatro que se perfilam, contra mim, contra o meu Universo, numa luta total.

Sim, porque todos nós temos o nosso Universo! Um Universo onde as lutas se vão desenrolando, durante a nossa caminhada até ao desfecho final. Muitos, desaparecem, mesmo sem sequer encararem um dos quatro cavaleiros. Chama-se a isso, o azar!

Outros, acabam por enfrentar um, dois, três ou, mesmo, os quatro cavaleiros. Uns mais lentamente, outros mais depressa, saem sempre derrotados numa dessas lutas que se vão desencadeando nesse universo em que somos transportados todos os dias - o nosso universo!

O Senhor da Esfera, definiu para cada um de nós, o nosso universo pessoal, também o nosso universo mais abrangente, onde cabem todos aqueles que nos apetece que caminhem a nosso lado e também aquela Esfera alargada, onde os cavaleiros podem caminhar connosco, juntos, a passo, a trote, em cavalgada!

Por mim, já há alguns anos que enfrento, sem alardes, esses quatro cavaleiros que fazem parte da nossa Esfera Global e que, o Senhor da Esfera, mesmo que queira ou, mesmo que quizesse, por nós, nada pode fazer. Esses cavaleiros fazem parte do nosso destino, em todos os dias da nossa caminhada!

Eles estão danados comigo porque eu identifiquei-os, coloquei-os na mira da minha lança e informei-os que estou preparado para o combate. Isso eles não me perdoam! Nunca me perdoarão!

Por enquanto só mostro o meu estandarte, aos meus inimigos

Tal como eles, os cavaleiros negros, eu apetrechei-me dos pés à cabeça, equipei-me e preparei-me para um braço de ferro com eles. Um contra quatro! Já coloquei o meu capacete, já baixei o meu elmo, já levantei a minha lança e, como não podia deixar de ser, estou preparado para uma luta sem quartel.

Assim, perante o mundo, vou identificar, um a um, os meus inimigos!

Reumatismo, o primeiro cavaleiro negro a atacar o Ventor! Creio que, exactamente, por ser o primeiro, deixarei para ele o combate final!

Colesterol, o segundo cavaleiro negro a atacar o Ventor. São ameaças sobre ameaças. Ele vai cair aos olhos desse outro cavaleiro a que dei o nome de Reumatismo.

Tensão Arterial, o terceiro cavaleiro negro a tentar acomodar-se nas minhas trincheiras mas, a minha lança, esburaca todos os buracos onde ele julga poder acomodar-se. Com este cavaleiro, a luta já é sem quartel. Trava-se nas ruas, nas esquinas, nos supermercados, nas despensas, nas cozinhas, nas ... Com ela, a disputa já é de vida ou de morte.

"Diabrete", o quarto cavaleiro negro que se prepara para o combate final, tal como eu. Este cavaleiro, tal como o primeiro, apresenta-se completamente armadilhado e, até no elmo utiliza radares para tentar penetrar mais profundamente nas minhas trincheiras de defesa.

A minha lança - a lança do destino

Estes cavaleiros estão espavoridos porque se sentem detectados pelas defesas do Ventor.

Porém, o cavalo usado pelo Ventor, neste momento, é cinzento, quase indefinido e, montado nele, o Ventor vai travar uma luta sem quartel, contra os alazões negros utilizados pelos seus inimigos.

Antar? Onde  andas tu Antar? Tu que sempre me tens valido em sonhos terríveis! Agora, Antar vai ser a sério! A luta vai ser real e sem quartel!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Raid sobre o Alentejo

  Ventor 09.01.12

Foi mais um!

Uma amostra de como Évora é bela, neste vídeo de Sabores do Alentejo

Ontem, domingo, samos para o café e, vai na leva, resolvemos fazer mais um raid sobre o Alentejo. É sempre bonito, o Alentejo. Passar a ponte, sobre o rio Tejo, a tal que o 25 de Abril não construiu mas abotoou-se com o nome vitorioso dos "grandes vencedores" e que o Cristo Rei abraça, porque, abraçando Lisboa, abraça a ponte e, claro, também abraça o Ventor e seus companheiros de caminhada.

O Templo de Diana enquadrado no Centro Histórico de Évora

Um dia lindo como têm sido todos deste finar do ano anterior e do início de mais este, com quase uma dezena de dias. Lindos mas frios!

Mas, se se lembrarem daquela lengalenga dos nossos tempos de crianças, que reza assim: «ao luar de Agosto, nenhum dá no rosto» mas vem o de Janeiro que não tem parceiro». É assim, qualquer coisa. Mas, pelo que vi ontem à noite, ao chegar a casa, pareceu-me ser verdade!

De um lado, a minha amiga Diana bolachuda, pujante, cheia de luz. Exactamente como a estou a ver neste momento, aqui sentado, teclando, pois até subi o estore para a poder apreciar melhor e ei-la ali, a sorrir para mim, pelas vidraças, à minha esquerda.

Galgando a auto-estrada, enquanto o "senhor das estradas" punha o olhar no alcatrão, eu, sentadinho à sua direita, observando os voos das caminhadas dos corvos, ao mesmo tempo que tentava ir absorvendo as dores dos meus ombros, ouvia os corvos dizerem-me que, a nossa Diana, está agora mais bonita que nunca.

Ventor, Diana e Apolo, no seu encontro em Évora, em 08.01.2012

Por fim, chegamos ao objectivo que nos tínhamos proposto - o Centro Histórico de Évora e, mais precisamente, o Restaurante Fialho. Metemos combustível e preparamo-nos para a continuação da nossa caminhada alentejana mas, antes, não deixamos de ir cumprimentar, a rainha da noite, no seu Templo de Évora, cheio de sol. Ali, Diana, me disse que, a fúria dos homens e das intempéries, lhe destruíram o seu Templo mas, ainda lá ficaram algumas colunas coríntias com seus capitéis, onde Diana, nas suas caminhadas vai encostando o seu olhar, em memória dos velhos tempos, das suas gentes romanas.

Este Templo de Diana, foi construído no Século I D.C., em memória de Augusto, o tal que veio à Península Ibérica para vencer os Cantábricos que, descendo das montanhas vinham fustigar os romanos, cuja ponta mais avançada era a sua legião instalada no local que é hoje a cidade de Leão. Este Templo foi construído no Forum Romano, a praça principal, então chamada Liberatias Iulia.

No Séc. V, D.C. os bárbaros, que eram constituídos por "hordas germânicas", invadiram Évora e destruíram o Templo, e hoje, as suas ruínas, são o único vestígio do Fórum romano na cidade. O Centro Histórico de Évora onde se situa o Templo de Diana é, desde 1986, reconhecido pela Unesco, como Património Mundial. O Templo da minha amiga Diana, está rodeado por vários monumentos como a Sé de Évora, o Tribunal da Inquisição, a Igreja e Convento dos Lóios, a Biblioteca Pública de Évora e o Museu.

Os capitéis e as bases das colunas do Templo de Diana, foram feitos com mármore branco de Estremoz e as colunas e arquitraves são feitos de granito da região de Évora.

A Catedral de Évora

Évora, possui um Centro Histórico bem preservado, e é um dos mais ricos centros históricos de Portugal o que lhe valeu o epíteto de Cidade-Museu.

Após uns dedos de conversa com a minha amiga Diana, rumamos a Mourão e seu castelo, levando a nossa caminhada sobre as águas da Barragem de Alqueva, por onde passeamos o nosso olhar e, no regresso, fizemos uma rápida visita ao velho castelo de Monsaraz de que voltarei a falar mais tarde.

https://ventorcaminhando.blogspot.com/2026/06/lago-enol-um-lago-de-covadonga-que.html

Setember Eleven

  Ventor  11.09.11 O dia que mudou o mundo e, por isso, o dia que também mudou o Ventor. Um dia que nunca devemos esquecer! Não devemos esqu...