domingo, 9 de janeiro de 2011

Raid sobre o Alentejo

  Ventor 09.01.12

Foi mais um!

Uma amostra de como Évora é bela, neste vídeo de Sabores do Alentejo

Ontem, domingo, samos para o café e, vai na leva, resolvemos fazer mais um raid sobre o Alentejo. É sempre bonito, o Alentejo. Passar a ponte, sobre o rio Tejo, a tal que o 25 de Abril não construiu mas abotoou-se com o nome vitorioso dos "grandes vencedores" e que o Cristo Rei abraça, porque, abraçando Lisboa, abraça a ponte e, claro, também abraça o Ventor e seus companheiros de caminhada.

O Templo de Diana enquadrado no Centro Histórico de Évora

Um dia lindo como têm sido todos deste finar do ano anterior e do início de mais este, com quase uma dezena de dias. Lindos mas frios!

Mas, se se lembrarem daquela lengalenga dos nossos tempos de crianças, que reza assim: «ao luar de Agosto, nenhum dá no rosto» mas vem o de Janeiro que não tem parceiro». É assim, qualquer coisa. Mas, pelo que vi ontem à noite, ao chegar a casa, pareceu-me ser verdade!

De um lado, a minha amiga Diana bolachuda, pujante, cheia de luz. Exactamente como a estou a ver neste momento, aqui sentado, teclando, pois até subi o estore para a poder apreciar melhor e ei-la ali, a sorrir para mim, pelas vidraças, à minha esquerda.

Galgando a auto-estrada, enquanto o "senhor das estradas" punha o olhar no alcatrão, eu, sentadinho à sua direita, observando os voos das caminhadas dos corvos, ao mesmo tempo que tentava ir absorvendo as dores dos meus ombros, ouvia os corvos dizerem-me que, a nossa Diana, está agora mais bonita que nunca.

Ventor, Diana e Apolo, no seu encontro em Évora, em 08.01.2012

Por fim, chegamos ao objectivo que nos tínhamos proposto - o Centro Histórico de Évora e, mais precisamente, o Restaurante Fialho. Metemos combustível e preparamo-nos para a continuação da nossa caminhada alentejana mas, antes, não deixamos de ir cumprimentar, a rainha da noite, no seu Templo de Évora, cheio de sol. Ali, Diana, me disse que, a fúria dos homens e das intempéries, lhe destruíram o seu Templo mas, ainda lá ficaram algumas colunas coríntias com seus capitéis, onde Diana, nas suas caminhadas vai encostando o seu olhar, em memória dos velhos tempos, das suas gentes romanas.

Este Templo de Diana, foi construído no Século I D.C., em memória de Augusto, o tal que veio à Península Ibérica para vencer os Cantábricos que, descendo das montanhas vinham fustigar os romanos, cuja ponta mais avançada era a sua legião instalada no local que é hoje a cidade de Leão. Este Templo foi construído no Forum Romano, a praça principal, então chamada Liberatias Iulia.

No Séc. V, D.C. os bárbaros, que eram constituídos por "hordas germânicas", invadiram Évora e destruíram o Templo, e hoje, as suas ruínas, são o único vestígio do Fórum romano na cidade. O Centro Histórico de Évora onde se situa o Templo de Diana é, desde 1986, reconhecido pela Unesco, como Património Mundial. O Templo da minha amiga Diana, está rodeado por vários monumentos como a Sé de Évora, o Tribunal da Inquisição, a Igreja e Convento dos Lóios, a Biblioteca Pública de Évora e o Museu.

Os capitéis e as bases das colunas do Templo de Diana, foram feitos com mármore branco de Estremoz e as colunas e arquitraves são feitos de granito da região de Évora.

A Catedral de Évora

Évora, possui um Centro Histórico bem preservado, e é um dos mais ricos centros históricos de Portugal o que lhe valeu o epíteto de Cidade-Museu.

Após uns dedos de conversa com a minha amiga Diana, rumamos a Mourão e seu castelo, levando a nossa caminhada sobre as águas da Barragem de Alqueva, por onde passeamos o nosso olhar e, no regresso, fizemos uma rápida visita ao velho castelo de Monsaraz de que voltarei a falar mais tarde.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Subir aos Lagos de Covadonga

  Ventor 19.02.10

Uma vitela, junto ao lago Enol

Depois de caminharmos pelos arredores de Covadonga, já conhecida também por Santa Cueva, onde jaz o meu amigo Pelágio, começamos a subir rumo à região dos lagos Ercina e Enol.

Foi uma subida sempre rodeada de paisagens dos Picos, numa belíssima estrada de montanha em que as gralhas começaram por ser a nossa companhia.

Um dos vinte e tal Picos da Europa. Este nas Astúrias

Para mim, sem desperdiçar das minhas vistas o encanto das paisagens montanhosas que estão debruçadas sobre Covadonga e dos seus lagos a cerca de 1200 metros de altitude, ainda mais entusiasmado fiquei quando encontrei em redor dos lagos, as vacas pastando, algumas delas em companhia dos seus filhotes que tão bem embelezavam aquelas belas montanhas

Elas caminham e observam o Ventor, junto ao lago Ercina

Uma gralha dançando a balsa com o Ventor, junto ao lago Enol

Mas junto do lago Enol, tive também a presença das gralhas, companheiras de velhos tempos que não perderam tempo a exibir-se para mim, esvoaçando à minha volta, dançando no ar, autênticas balsas como as de Viena, tal como o Danúbio Azul e que ali, por encanto, bem poderia chamar a balsa do Enol Azul!

Esta gralha, cançada de dançar a balsa com o Ventor, no chão, decide levá-lo até às nuvens

Mas tudo o que é bom termina depressa e com o mesmo entusiasmo com que subimos o CO-4, rumo aos lagos, o mesmo entusiasmo nos trouxe de volta a Covadonga, a Cangas de Onis e nos colocou nos trilhos que nos levariam até Léon onde chegamos cerca da meia-noite.

No entanto, não deixamos Cangas de Onis, sem que uma velha amiga nos saísse ao caminho e se despedisse de nós, desejando-nos uma boa viagem e que, no futuro, nunca esquecessemos aquelas belas serras de fadas, onde os duendes se banqueteiam com todas as maravilhas da Natureza - Maravilhas feitas pelas mãos dos homens e pelas Mãos de Deus. 

 À saída de Cangas de Onis, esta águia veio para se despedir dos apreciadores do seu reino - o mesmo reino do meu amigo Pelágio

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Rumo aos Picos da Europa

   Ventor 30.12.09

Creio que terei mesmo de vos falar dos Picos da Europa e da caminhada que nos levou lá!

Em 10 de Julho de 2007, estava decidido.

Saímos da Amadora e, via Vilar Formoso, fizemos um raid por Salamanca, (onde fizemos um pique-nique com a companhia das joaninhas, enquanto ia recordando a zorra como petisco de outras gentes e aproveitava, também, para observar os monumentos de Salamanca), por Valladolid, por Tordesilhas, por Burgos ... e, acabamos, depois, por penetrar nas "fissuras" dos Cantábricos.

Um caminhante descansando, em Burgos, em frente da Catedral, onde se encontra o nosso amigo D. Rodrigo de Vivar - "El Cid o Campeador"

Foi um raid com um simples objectivo. Observar os Picos da Europa, e a sua inserção natural sob o tecto do meu amigo Apolo mas, como compreenderão, não é coisa fácil para tão pouco tempo. De qualquer modo, tentarei dar aqui uma amostra resumida da nossa saga que será complementada com alguns albuns fotográficos.

Poderão não significar grande coisa para vós mas, para mim, são de uma grande estima, pois eles representarão mais uma saga das minhas belas caminhadas em tempos difíceis.

Teria para mim, maior importãncia, se:

se eu vos dissesse que caminhei entre aquelas belezas naturais, de uma das mais belas regiões de Espanha e da Europa mas, com botas no chão montanhoso;

se vos dissesse que me esfarrapei todo caminhando por entre árvores verdinhas e lindas;

se vos dissesse que seria lindo para mim, informar-vos que caminhei nos Picos como caminho nos cabeços das minhas Montanhas Lindas;

se vos dissesse que caminhei entre as carmuças, os ursos pardos, os lobos, as águias reais, ... enfim, entre todos aqueles companheiros maravilhosos que ainda continuam a usufruir das belas montanhas do meu amigo Pelágio.

Então sim! Então eu teria feito uma caminhada plena.

Cilleruelo de Bezzana, nos Cantábricos

Pelágio também conheceu a saga das caminhadas mas de modo diferente da minha. Ele foi levado desde os Picos, desde a sua casa, em Cosgaya, na Liébana, até Córdoba. Só que essa caminhada foi levada a efeito sob o "jugo" dos muçulmanos, mas Pelágio, não era homem de se sujeitar a "jugos" e, pensou libertar-se das planícies de Córdoba e alcançar de novo, as suas Montanhas Lindas, onde, aí sim, ele decidiria como morrer.

Caminhar na E-80, percorrer os locais de nossos "hermanos", entrar nos profundos vales da Cordilheira Cantábrica de cabeça no ar, virada ao cimo dessas belas montanhas e, deixar que o nosso espírito fizesse, também, uma caminhada apressada com os espíritos que por lá caminharam durante muitos milénios, será importante para qualquer um que goste de apreciar as obras dos homens e as obras divinas.

Nas obras dos homens sempre conseguiremos apreciar as belas cidades monumentais, como Salamanca, Valladolid, Tordesilhas, Santander, e muitas outras localidades lindas bem  incrustadas nos meios naturais como vários pueblos e vilas, e ... como Santillana del Mar, Altamira, a terra dos fumos-Requejada, S. Vicente de la Barquera, Potes,Camaleño, Riaño, Cangas de Onis (a primeira capital do velho Reino das Astúrias, mais tarde foi Oviedo), Covadonga e tantas outras...

Nas obras divinas, aquelas que nos são representadas pela Natureza, nunca iremos esquecer os Picos e seus desfiladeiros, os vales profundos e as encostas altas, cobertas de bosques cheios de várias matizes de verdes, a adoçarem-nos o verão temperado e cobertos de flores, de fenos e de animais, tudo isto num diálogo permanente connosco. Será sempre assim a nossa visão até rematarmos, de novo, as obras dos homens na bela cidade de León.

Caminhar na Naturza - Com entrada nos Picos (Altaamira a Camaleño) 

Caminhar na Natureza - Rumo aos Picos da Europa  (Cilleruelo de Bezana a Altamira)

Caminhar na Natureza - Rumos aos Picos da Europa  (Salamanca a Cilleruelo de Bezana)

Deixarei por aqui os vários albuns de fotos que tireinas minhas caminhadas pelos Picos da Europa e seus arredores.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A Caminhada do Tomás

 Ventor 25.09.09

Feliz Aniversário, Tomás

Vamos continuar juntos a nossa Grande Caminhada. Com beijinhos dos tios e padrinhos e da Avó Júlia.

Como diria o Quico, que o Senhor da Esfera te proteja sempre.

sábado, 13 de junho de 2009

São Bento da Porta Aberta

   Ventor 13.06.09

 S. Bento da Porta Aberta

 Imagens de São Bento da Porta Aberta, Terras de Bouro, serra Amarela e Gerês

São Bento da Porta Aberta fica situado no Concelho de Terras de Bouro, que pertence ao Distrito de Braga, nos contrafortes da serra Amarela, uma serra situada entre a serra de Soajo e a serra do Gerês.

São Bento da Porta Aberta, em Terras de Bouro, na serra Amarela

São Bento, no seu Altar

A serra Amarela é a primeira serra que se vê das minhas  Montanhas Lindas desde Adrão quando estamos virados a sul e, quando eu era pequenino, os meus pais diziam-me que ficava por trás, nos contrafortes daqueles últimos cabeços, daquela nossa serra vizinha.

Uma porta, da igreja nova de São Bento

São Bento na Sua Casa Nova

Diziam os alfarrábios que, em 1640 foi construída uma ermida que estava sempre de Porta Aberta para dar guarida a todos aqueles que se deslocavam por ali e tivessem necessidade de pernoitar.

Dizem também os alfarrábios que o actual santuário foi construído entre 1880 e 1895, mas com a evolução foi-lhe acrescentada mais uma igreja nova que acho muito linda pela sua forma arquitectónica e a sua estrutura em madeira.

Mas eu não vou escrever aqui a história de S. Bento, apenas relembro que ele era italiano, nascido na cidade de Núrcia e foi o fundador da Ordem Beneditina.

A Casa Nova de São Bento por dentro

Em São Bento da Porta Aberta, também as andorinhas são bem recebidas

O objectivo deste post é mostrar, àqueles que não conhecem, os seus aposentos nos contrafortes das minhas Montanhas Lindas.

Um carvalho que serve de abrigo aos lobos e aos viajantes na Mata de Albergaria

Em meados de Julho de 2006, numa sortida, que me levou às minhas Montanhas Lindas e sem qualquer programa, fizemos uma passeata por Terras de Bouro, por São Bento da Porta Aberta e por outros locais do lado do Gerês.

Hoje lembrei-me de vos deixar aqui algumas imagens recolhidas de alguns troços dessa bela caminhada, que passou pela bela mata de carvalhos de Albergaria e pela Portela do Homem.

Estes são outros romeiros das nossas desgraças que choram, ao atravessarem a fronteira, na Portela do Homem, carregando as suas malas de cartão

https://ventorcaminhando.blogspot.com/2026/06/lago-enol-um-lago-de-covadonga-que.html

Setember Eleven

  Ventor  11.09.11 O dia que mudou o mundo e, por isso, o dia que também mudou o Ventor. Um dia que nunca devemos esquecer! Não devemos esqu...