quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Bom Natal de 2011 para Todos

   Ventor 21.12.11

Árvore de Natal.

Uma Árvore de Natal, não precisa de bolas, de fitas, de presentes pendurados, de luzes coloridas.

Uma Árvore de Natal, não precisa de estrelinhas, de anjinhos, de sininhos, de pinhas … Uma Árvore de Natal, pode ser assim como eu”! Despida de folhas, despida de flores, despida de preconceitos.

Uma Árvore de Natal pode aparecer vestida de uma névoa branca, aquecida pelo calor dos primeiros raios solares da manhã que a faz sorrir para quem passa.

Eu sou, este ano, a Árvore de Natal do Ventor - ele pediu-me para, à vossa passagem, vos desejar um BOM NATAL

Eu sorri todo o ano para o Ventor! Sorri durante o Inverno, durante a Primavera, durante o Verão e agora, durante o Outono e preparo-me para sorrir, para o Ventor, no Inverno que se aproxima e, por diante, durante o tempo que os homens e as intempéries me deixarem.

Lá por trás, escondidos pela névoa matinal, estão os pinheiros do Parque Florestal de Monsanto!

Verdinhos, vistosos, cheios de pinhas e, por aqui, um pouco afastada da margem de uma estrada sem saída, fico eu, especada a ver passar o tempo e as pessoas, a ver passar as perdizes, os coelhos, os estorninhos e demais passarada. Daqui observo tudo.

Enquanto o Ventor brincava com as perdizes, com os coelhos, com os pintarroxos, com os melros, com os estorninhos, com os rabirruivos e, demais bicharada, durante este ano de 2011, eu observava a sua alegria de estar entre estes amigos. Durante o ano, o Ventor viu nascer os meus rebentos, crescer as minhas folhas. Viu eu tornar-me velha, neste meu ciclo que passou, ano fora.

Em meu redor, o Ventor viu nascer e crescer flores lindas, como os malmequeres, as margaridas, as papoilas, … miríades de flores e, eu, aqui, quase solitária, observava como o Ventor as fotografava, como ele as acariciava, sem nunca me excluir daquela beleza que é o seu mundo Natural. Por isso, eu perguntei ao Ventor se este ano já tinha feito a sua Árvore de Natal. O Ventor disse-me que não e mais uma vez tirou-me uma foto, comigo despida. Depois disse-me: «sabes, numa casa com doentes, não há vontade de fazer uma Árvore de Natal. Estou farto de fitas!

Este meu Natal, serás tu e a Família»!

Nós somos companheiros das Caminhadas do Ventor - Ele pediu-nos para virmos junto de vós e desejar-vos um BOM NATALSeguiremos o Ventor e a sua árvore. A Árvore que representará todas as árvores de sonhos do Ventor!

«Este ano, vais ser tu a minha Árvore de Natal, presente no meu espírito. Como enfeite, terás a névoa branca cinzelada pelos raios do nosso amigo Apolo, ficarás assim, no meu espírito, até ao dia 7 de Janeiro de 2012 e serás tu a portadora da minha mensagem de Boas-Festas para todos os meus amigos. Vamos dar liberdade à nossa alma, este Inverno. Se estiverem dias bonitos e eu conseguir aparecer por aqui, virei visitar-te e, juntos, continuaremos a sonhar com os desgraçados deste mundo e a desejar, a todos eles que, o Senhor da Esfera se esforce um pouco mais para com eles todos. Os estorninhos que há pouco estavam pousados sobre ti e que eu não consegui fotografar devido às perdizes, serão os espalhadores da nossa boa nova!

Assim, o mundo ficará a saber que tu serás, este ano, a Árvore de Natal do Ventor e que desejamos a todos que o brilho de Apolo, seja o brilho da sua bela Luz para todos os nossos amigos, com o pão e a saúde».

Com Árvore ou sem Árvore, umas Boas-Festas para todos os nossos amigos.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Observar

Observar? Sim, é o que eu estou a fazer!

No cabeçalho, a ponte romana de Cangas de Onis, sobre o rio Sella. uma maravilha por onde caminharam romanos, árabes e tantos outros _________________________________________________________________________________________


O nosso mundo está a desaparecer Blondie. faleceu a Bonnie Tyler mas ainda te temos a ti. Deus te conserve muitos anos.

Em 2006, como o Tejo é lindo com os barcos e esta bela música 

 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Lago Enol

 

lago-covadonga.jpg

Lago Enol, um lago de Covadonga que retrata as belezas dos Picos da Europa, nas Astúrias


O Ventor saiu das trevas para caminhar entre as estrelas.
Ele continua a sonhar, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continuará a ser belo se os homens tentarem ajudar...

Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!


No cabeçalho, a ponte romana de Cangas de Onis, sobre o rio Sella. uma maravilha por onde caminharam romanos, árabes e tantos outros.


sábado, 28 de novembro de 2020

Sair de Casa

  Ventor 28.11.20

Pois é! Sair de casa pode ser para fazer uma caminhada. E há muitos modos de fazer caminhadas. Ontem, resolvemos sair de casa e fazer uma pequena caminhada sobre rodas. Fomos ao Jardim Primavera comprar umas coisinhas para tornar o nosso Natal mais agradável. Afinal, passamos a maior parte do tempo em casa e convém ir mudando de tom. Para isso até as brincadeiras de Natal servem.

Mas o Jardim Primavera serve para desenferrujar a vista. As pernas não porque caminhar num espaço de metros quadrados não é grande coisa mas a vista sim. Afinal tem lá tanta coisa para brincarmos ao Natal! Assim, enquanto a Dona do Pilantras procurava algo que tinha na mente, eu fui dar um passeio lá por dentro. Fui ver as flores, arbustos, árvores e muitas coisas aprazíveis à vista. Entre pinheiros e bonecada de várias ordens que estão por ali à espera de enfeitar os nossos Natais, quando passeava, deparei-me com uma rena escondida entre os abetos.

Uma rena entre os abetos

Chamou-me e perguntou: "que fazes aqui, Ventor"? Eu não faço nada de novo, procuro coisas para tornar o meu Natal mais bonito. «E tu? Que fazes aqui sem o pai Natal? Até parece que te escondeste no meio dos abetos»!

"Fala baixo pá! Estou com muito medo que o pai Natal apanhe o Covid-19 e depois seja mau de aturar ou até que morra! Ele anda fula porque não consegue os presentes que queria para a distribuição que gostaria de fazer. O Covid mexeu com tudo e até nós, lá pela Lapónia, temos medo dele. O pai Natal já diz que, este ano, com as quarentenas, se calhar, nem vai caber nas chaminés. Diz que, com as  quarentenas, nem os limpa-chaminés se lembram do Natal e estarão tão entupidas que não vai passar. Mas que se vai fazer? Também não vai haver presentes! Além disso ainda há por aí gente preparada para esquecer o Natal este ano. Mas olha, o pai Natal anda por aí a ver se encontra alguma chinesice, uma maquineta sabes, com que possa detectar se a chaminé onde for tem largura para descer com os sacos dos brinquedos. Este ano estamos todos muito atrasados. Vai lá Ventor, vai à tua vida. Se veres o pai Natal diz-lhe que eu estou aqui no meio dos abetos. É como se estivesse em casa"!

Despedimo-nos e fui caminhando.

Fui dar com o pai Natal. Andava às compras e estava sozinho de pé a observar. Parecia uma estátua com os olhos quase a perfurar os sobrolhos, olhando tudo em volta

Olhos regalados e ia observando tudo! Mal encarou comigo, depois de uns bla-blas, perguntou-me: "olha lá Ventor, é verdade que este ano querem acabar com o Natal? Mal que cheguei ouvi isso num tasco e já estou a pensar que ando por aqui a tentar alguns brinquedos mas isto está tão mau que já pensei em desistir"!

«Nada disso, Pai Natal! Dentro de nós haverá sempre Natal, mesmo com poucos presentes ou nenhuns e, fora de nós, a gente inventa-o. Há por aí muita gente a dizer baboseiras por tudo e por nada. Agora já se viraram para a vacina, até já fazem prognósticos. Quem toma, quem não toma, não chega para todos, etç. Até há jornalistas que se lhe disserem que afinal não é um grande sapo que está a engolir um boi mas sim uma rãzinha muito pequenina, vão logo espalhar a notícia por todas as TV's e pasquins como notícia de última hora. O melhor é não ligarem a isso. O pior de tudo é que o sacaninha desse vírus esmifrado vai matando os nossos amigos que poderiam aceitar presentinhos mais uns aninhos».

Cuidado pai Natal! Quando entrar numa loja é melhor desinfectar as mãos à entrada e à saída. Não se esqueça que você já está numa idade de super risco e a vacina, uma vacina a sério, com sorte, pode só chegar para os embriões de hoje. Tenhamos todos um BOM NATAL.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

O Germano

   Ventor 25.07.18

O Germano

«Para os amigos, sou Germano»

Foi assim que o Germano se apresentou ao Ventor! Foi esta a "história" que ele me contou! Pedacinhos da sua vida!

Mas esta história, valendo o que vale, para mim vale muito. Por isso a voltei a compor e deixar no sítio onde ela morreu.

O germano é (era?) um jovem! Tem (tinha?) 80 anos, mas parece que tem 60! Está a morrer e diz que quer morrer bem ocupado. Estudar! Deram-lhe 5 (cinco) anos de vida, dos quais, já passou 1 (um).

O Germano nasceu na serra da Estrela e só teve direito a calçado aos 7 (sete) anos! Veio para Lisboa com a 4ª Classe e diz que aos 12 anos já tinha devorado todos os clássicos franceses (seria exagero)?

As folhas nascem, amadurecem e caem e, tal como as folhas, no seu ciclo anual, também nós amadurecemos e caímos, como o Germano. Elas nascem verdes, amadurecem e caem no seu outono sendo transportadas pelo vento e pelas águas para, tal como nós, nunca mais sermos vistos

Esfalfou-se como pôde a fazer pela vida. Aos 18 anos alinhou com a esperança de mudar este país, com gentes de outros quadrantes, gentes onde reconhece, amigos de ontem serem inimigos de hoje. Mas como ele diz, a vida assim o determinou. Conheceu mundo. Privou com o Leste de outros tempos e não renegou a sua ideologia, mas cansou! Cansou e caiu para o lado. Foi salvo no hospital, de Santa Maria, em Lisboa. Foi operado por um método moderno e disse-me que teria morrido se não tivesse havido progressos no campo das doenças cardíacas. Assim, sempre ficou com mais cinco aninhos, como ele diz.

E cinco aninhos, é quase uma segunda vida. Curta, mas intensa!

Conversamos sobre tudo e sobre a sua esperança de ultrapassar a meta dos 5 (cinco)! Foi operado, e um ano depois ficou sem a sua mulher, companheira de toda a vida que, foi andando para “arranjar sítio para os dois”! Agora vive só, segundo ele, numa casa muito grande numa grande Avenida de Lisboa. Já só tem na bagagem o número 5 (cinco) do qual restam 4 (quatro)! Eu notei nos seus olhos uma montra que guardava por trás das vidraças, numa redoma dourada, a Paz! Depois de tanta Guerra, de uma vida de combate, é bom vivermos emoldurados na Paz!

Falou-me das suas ocupações. Já leva o estudo da sua ascendência na 12ª geração. É obra! Ele vai ocupar-se de um estudo de demografia dos concelhos da área sul de Lisboa, encostados ao Mar da Palha. Diz que vai chegar tão longe quanto puder e que será para servir um museu! Depois de acabar isso, vai dedicar-se ao estudo da Egiptologia e que já tem indícios que é uma falsidade quando se diz que a sociedade egípcia faraónica, era esclavagista! E também me disse que já se sabe que a primeira greve de que há memória deu-se no Egipto dos Faraós, ou há 4.000 anos, ou há 4.000 anos AC, não tenho presente a exactidão da data! Depois ficou parvo a olhar para mim quando eu lhe perguntei: "como e onde"!

Falei de muita coisa com este amigo, que noutros tempos, sem nos conhecermos, teríamos sido grandes inimigos! Mas a mim ensinaram-me que só devo reconhecer inimigos em combate! Gostei deste homem sem gostar do que ele representou! A nossa despedida foi à pressa, talvez para sempre, talvez por uns dias. Quem sabe? Seja como for, agora arranjei um amigo, chamado, Germano!!!

Eu estou tal como esta estátua de Rodin - o Pensador! De mão debaixo do queijo, pensando! Pensando o que será feito do Germano

Falo do Germano sem entrar na privacidade da sua vida. É difícil dizer-se algo de alguém, penetrando de ilharga, na estreiteza do que sobra para contar. O Germano disse-me o nome, disse-me onde morava, contou-me os seus desgostos e eu acredito que, apesar do Germano não acreditar em Deus, terá um lugar a seu lado! Também vos falo do Germano, sem dizer o que gostaria, para vos dar a entender que vale a pena olhar para o Outono da vida e respeitar as folhas prontas a cair!

Como caem as folhas no Outono, assim o Germano tombará um dia, quem sabe, numa grande casa, numa grande Avenida de Lisboa, ou só, como as folhas que tombam sem que alguém se preocupe com a sua queda, sobre o chão da floresta, sobre as pedras duma calçada ou sobre o chão macio dos Jardins.

As folhas, sabemos nós, serão renovadas, na próxima Primavera, mas o Germano cairá, junto dos seus, ou longe de todos, até que alguém se digne baixar a servis para lhe dar o destino que é dado aos homens, na chegada do seu Inverno! Quem sabe, só, sem família, sem amigos!

Desde que o homem se recorda da sua existência, que pensa. Pensa até ao momento da queda final. É majestática esta obra de Rodin. A sua simbologia diz-nos tanto!

Há obras de Arte que nos transmitem o inimaginável e esta é uma delas. Sabemos que pensamos, mas o pensador estará a pensar o quê? Imaginem a vastidão da sua imaginação! Imaginem se fosse possível dar vida aos pensamentos de cada retoque que o Rodin deu nessa peça!

https://ventorcaminhando.blogspot.com/2026/06/lago-enol-um-lago-de-covadonga-que.html

Setember Eleven

  Ventor  11.09.11 O dia que mudou o mundo e, por isso, o dia que também mudou o Ventor. Um dia que nunca devemos esquecer! Não devemos esqu...