segunda-feira, 23 de julho de 2012

Grandes Veleiros 2012 -I

  Ventor 23.07.12

Deixo aqui algumas fotos dos Grandes Veleiros que ontem, 22 de Julho de 2012, desfraldaram as velas e zarparam do rio Tejo, em Lisboa, rumo a Cádis.

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A Sagres abriu o cortejo 

Pode ver aqui, no Shutterfly, (já não pode!) a bela caminhada destas belezas dos mares, Tejo abaixo.

(Terá de clicar no texto verde, deixar abrir, clicar em Slideshow e, se preferir ver as fotos, em êcran inteiro, clicar, em cima, à direita, em Full Screen).

As fotos darão uma ideia desse todo, Tejo-Veleiros que sempre andam por aqui mas, em grande escala só de longe a longe. Se estou bem informado, só em 2016 voltarei a ver o rio Tejo, todo engalanado, com estas pérolas dos mares.

Até lá, tentarei regozijar-me com uma ou outra passagem da linda, Sagres, do Creoula, da Santa Maria Manuela e de um ou outro que vire as velas para matar saudades do belo rio Tejo.

Espero que aqueles que nunca viram o Tejo engalanado assim, gostem.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A minha Homenagem a Miguel Portas

  Ventor 24.04.12

A morte é o fim de tudo.

Eu sei que vamos morrer todos, uns mais depressa, outros mais devagar. Iremos todos prestar contas do que fizemos e do que não fizemos, durante a caminhada que tivemos entre as belezas que nos foram proporcionadas por este nosso belo Planeta Azul.

Aqui nascemos, aqui vivemos, aqui terminaremos o nosso fôlego. Prestar contas, onde? Logo veremos!

É isso que vai acontecendo com todos e, hoje, infelizmente, aconteceu com o Miguel Portas. Ele, como todos nós, irá prestar contas e, como disse atrás, não sei onde. Mas sei que, contas ao Ventor, o Miguel Portas já prestou. Terminamos hoje o nosso dever e haver. Ele tentou, na sua luta política, defender as causas que melhor lhe pareciam para as gentes do país que, tenho a certeza, defendeu com afinco.

No cômputo geral, as perspectivas do Miguel Portas era tentar conseguir o melhor para o progresso de Portugal, do seu e do meu Portugal. Os nossos trilhos não eram os mesmos, mas a luz que ele, eu e todos nós, pretendemos alcançar, é a mesma. Afinal, o que todos pretendemos, olhando as estrelas, os planetas, as nebulosas, as constelações, os buracos negros, ... é apenas que o povo português viva uma vida digna como merecerá, tal como todos os povos merecerão. Para isso basta-nos caminhar nas vias da razoabilidade entre a estrela da manhã e a estrela da tarde e, entre a estrela da tarde e a estrela da manhã. Bastar-nos-ia, portanto, olhar a nossa querida amiga Vénus, a mesma que foi inserindo a chama do amor, nos velhos portugueses que, antigamente iam prolongando caminhadas, navegando rumo às índias, na mesma rota que o Miguel Portas tanto gostava.

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Deixo aqui, um ramo de flores natural, nascido no Lugar do Sol, para o Miguel Portas

É isso meu amigo! O Senhor da Esfera levou-te, irá levar-me a mim um dia e, a nossa saga colectiva, entre estrelas ou, no meio da escuridão, contigo, comigo, com todos, irá prosseguir sempre.

Nunca fui tão abrilista como tu, longe disso que, para mim, economicamente, Abril, nunca passou dum grande fiasco! Abril só nos trouxe a liberdade, o fim da Guerra e, ... já foi muito! O resto, foi um marasmo de nabices que ainda nos continuarão a fazer sofrer e não vai ser pouco.

Pudera! Como poderiam levantar economicamente este país se os militares deixaram o país cair nas mãos de gente que nunca fez nada? O Portugal Amordaçado de que tanto se falou, amordaçado continua, não por não poder dar à língua mas por estar tulhido de alcançar tudo aquilo que nós queremos. Afinal uma coisa tão simples! Viver dentro do razoável.

Adeus Miguel. Que o Senhor da Esfera te proteja por esses lados. Por aqui, por agora, lamentando a tua sorte, só me resta deixar as minhas condolências a todos os teus amigos e à tua família que, acredito, todos sentirão a tua falta. Até um dia, Miguel.   

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Caminhar com Amigos

   Ventor 18.04.12

Os amigos do Ventor são sempre muito especiais e hoje vou prestar homenagem a dois deles.

Um, o Ventor observou-o como amigo de carne e osso, um amigo virtual para mim mas que não esqueço o seu trabalho na selva e nas montanhas de Timor-Leste. Trata-se de João Maria de Vasconcelos que eu conheci das televisões, das rádios, dos jornais e revistas, como Taur Matan Ruak. Este seu nome de guerra, significa, em tétum (uma língua timorense), "dois olhos vivos"!

Taur Matan Ruak - o novo Presidente de Timor-Leste, nascido em 1956, o ano em que eu fazia, na Escola de Arcos de Valdevez, a 4ªa Classe - Foto tirada da Wikipédia da autoria de John de Guerre. A utilização deste ficheiro é regulada nos termos da licença Creative Commons - Atribuição - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada

Conheci-o, nos media, como comandante da FALINTIL, nos últimos tempos da ocupação de Timor-Leste pela Indonésia.

Foi eleito Presidente da República de Timor Leste, em 16 de Abril de 2012 por mais de 60% dos votos.

Boa sorte Taur Matan Ruak, para o senhor e para o povo de Timor-Leste.

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Mas tenho outro amigo que não irei esquecer. Este é aquilo a que eu chamo amigo de lata - o Discovery!

O vai-vém Discovey, preparado para mais uma das suas caminhadas de 30 anos.
Foi o vai-vém que mais caminhadas realizou

Se as informações estão correctas e, se bem me recordo, regressou ao Planeta Azul, depois da sua última caminhada, em 9 de Março de 2011. Foi este vaivém que transportou o Telescópico Espacial Hubble e a sonda espacial Ulisses.  

Deixo aqui a minha homenagem a esta bela engenhoca, levada a cabo pelos Estados Unidos e com colaboração de muitos cientistas deste mundo, entre eles, alguns portugueses que também trabalharam para a NASA. Prestando a minha homenagem a este "pedaço de lata", estou a prestar a minha homenagem a todo o Staff que trabalhou nessa frente científica do primeiro ao último trabalhador.
Resta-me desejar ao Discovery uma boa estadia no local onde o vão colocar e a que chamam museu! É preciso sorte, até para ocupar um lugar de destaque num museu qualquer. Lembro-me dos seus manos, Colúmbia e Challanger! Pela última vez terei visto hoje o Discovery ás cavalitas de outro companheiro das suas viagens de R/C - um Boeing, já habituado a transportá-lo para as suas sagas num total de 39 voos.
Até sempre Discovery!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sagres, uma Jóia de Portugal

   Ventor 25.02.12

No dia que o Sagres fez anos. Foi em 08.02.2012.

Fez 50 anos ao serviço de Portugal.

No dia que a Sagres fez anos, neste ano de 2012, fui cumprimentá-la ao Tejo. Encontrei-a no mesmo local, onde o navio Niassa me apanhou para me levar para os confins de África. Vi, lembrei e recordei, o início de uma caminhada inesquecível.

Vi o Sagres, tirei umas fotos, conversei com ele, à minha moda, mas não entrei! Ouvi o Infante dizer-me: "foi tempo, Ventor! Foram tempos áureos em que tivemos de fazer o peito ao mar e avançar!

"Foi tempo em que desafiamos todos os Adamastores. Não foi só um! Foi uma catrefa deles desde a PONTA, lá em baixo, a Ponta de Sagres (nome que esta beleza austenta), até aos confins do mundo".

"Eu sei que tu julgaste que o irias enfrentar no campo da luta entre os oceanos que ali se enfrentam há milénios - o Atlântico e o Índico. Mas, como tu dizes, Apolo quis estar sempre a teu lado e demonstrar-te que, nos campos de Neptuno, o Adamastor poderá aparecer em qualquer esquina do mar, como o fez quando iniciavas a entrada na Baía do Espírito Santo, para conheceres a princesa dos teus sonhos, espraiada frente ao Índico - Lourenço Marques".

Na proa, a rasgar as águas, o Infante D. Henrique

Não entrei no Sagres, evito apertos, sempre que posso, mas deu para embrulhar, nos meus olhos, todo aquele espaço, por onde tenho passado, de vez em quando, pelos anos fora.

Ali, não tinha apenas o Navio Escola Sagres! Ali, estava o Vera Cruz, com mais de 2.000 homens a bordo, gritando que iria arrancar para o mar que conhecia bem mas, para aqueles militares era o desconhecido. Não participei na formatura de cerca de 4.000 homens mas, vi todos eles virados para as varandas da Rocha do Conde de Óbidos, muitos deles com a tristeza estampada nos rostos, enquanto eu, caminhando, no meio de uma multidão sem fim, que chorava, com lenços nas mãos que davam para acenar o adeus e para limpar as lágrimas, procurava e não  encontrava quem queria. Meti-me no meio dessa multidão que via alguém chamar-me, de junto do Niassa, ao lado da minha mala e, quando se aperceberam que o chamado era eu, começara a incentivar-me a desistir: "desiste, não vás! Já stás cá fora!

O "Terreiro dos Choros e dos Sonhos" - Rocha Conde de Óbidos, no rio Tejo, em Lisboa

Como as dificuldades de sair dali, se tornaram enormes, não penetrava por qualquer lado, fui empurrando, rumo ao sítio mais curto. Precisava de espaço para tomar balanço e saltar as grades para o lado do Tejo. Foi então que tive uma ajuda preciosa. Olhei para a cara do homem que me tentava auxiliar e vi uma lágrima em cada olho. Ele fez um gesto e a multidão colaborou. Arrangei espaço e não saltei, voei sobre as grades para um espaço onde comecei a respirar. O homem que me ajudou, disse: "salte por aqui, meu rapaz, o meu filho já foi no outro. Que Deus vos acompanhe a todos", era um General que se fora despedir do filho que já tinha partido no Vera Cruz e ficou a aguardar a partida do Niassa.

O Navio Escola Sagres, mostra a sua beleza e saúda os portugueses, honrando-os com os seus 50 anos de Serviços

Fui o último militar a entrar no barco. Quando cheguei ao último degrau da grande escada, virei-me e acenei àquela gente, no meio dela, estavam alguns dos meus amigos que se foram despedir mas, que não cheguei a ver. No momento em que acenei, num todo, o esforço do adeus redobrou. Até pareceu que os braços e os lenços se multiplicaram. Olhei o sítio onde saltei e lá estava o general a dar com um bengalim ou chicote, numa perna. Vi que também levantou o braço. Eu levantei o meu, levantei a mão esticada até junto do meu boné que ostentava a gloriosa águia da Força Aérea e fiz-lhe, mais uma vez, a continência que era, para mim, naquele momento, o meu abraço a toda aquela multidão, onde muitos gritavam boa viagem, que Deus vos acompanhe ... e outros, lá no meio, estavam desesperados por não conseguirem abraçar-me.

Os portugueses, que puderam, foram felicitar o Sagres e agradecer-lhe

Recordei, então, ao lado do Navio Escola Sagres, toda aquela multidão, de rostos tristes, de braço no ar, dos lenços brancos! Olhei o espaço onde isso tudo aconteceu. As varandas estavam vazias, as grades não estavam lá, a multidão era outra e não passava duma súmula da de então mas, os gritos, lá estavam, penetrando no meu cérebro. Parece que liguei um botão para os recordar.

Mas de vez em quando, vejo as velas do Sagres desfraldadas, a entrar ou a sair do Tejo. Vejo a cruz vermelha, semelhante à da Força Aérea, ostentadas nas asas dos aviões e recordo-me dos tempos que o tempo não repete, mas que o "disco rígido" não desperdiça. Recordo-me da Cruz que substituiu a dos Templários, como Portugal deu a volta às pretensões do Rei de França, Filipe o Belo e a um Papa qualquer. Substituímos a Cruz e estava tudo feito. A Ordem deixou apenas de se chamar dos Templários e passou a chamar-se de Cristo - a Ordem de Cristo.

Isto permite-nos observar como o mundo, o nosso mundo e o mundo dos outros, é feito de voltas e reviravoltas. É o caso do navio Sagres que já pertenceu a quatro países. E sabem uma coisa? Com uns pechisbeques aqui e ali, com o Infante D. Henrique a abrir as ondas, com a Cruz de Cristo nas suas velas, ele deixou de ser apenas um barco e tornou-se numa maravilha dos mares!


Quando o Sagres abala, nas suas voltas ao mundo, já fez três,desfralda as suas velas e grita: "eu  honro Portugal"

Mas este Sagres, é o Sagres III. É o terceiro navio a desempenhar as suas funções e a levar o nome de Portugal a cruzar os mares, os oceanos. Ele é o representante nacional e internacional da Marinha e do Estado Português. Por isso, tudo o que é «Sagres», tem uma história.

Este Sagres, o Sagres III, foi construído na Alemanha, nos estaleiros de Hamburgo, em 1937, para desempenhar as funções de navio escola da Marinha Alemã. Chamou-se Albert Leo Schlageter. No final da II Guerra Mundial, foi troféu de guerra dos americanos e vendido em 1948 ao Brasil, onde se chamou Guanabara. No Brasil, serviu como navio escola até 1961, ano em que foi adquirido por Portugal e entrou ao serviço da Marinha Portuguesa, em 8 de Fevereiro de 1962, até hoje. 

Ele é uma pérola da Marinha Portuguesa e um símbolo de Portugal. Voltaremos a encontramo-nos, pelo Tejo, Sagres.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Raid sobre o Alentejo

  Ventor 09.01.12

Foi mais um!

Uma amostra de como Évora é bela, neste vídeo de Sabores do Alentejo

Ontem, domingo, samos para o café e, vai na leva, resolvemos fazer mais um raid sobre o Alentejo. É sempre bonito, o Alentejo. Passar a ponte, sobre o rio Tejo, a tal que o 25 de Abril não construiu mas abotoou-se com o nome vitorioso dos "grandes vencedores" e que o Cristo Rei abraça, porque, abraçando Lisboa, abraça a ponte e, claro, também abraça o Ventor e seus companheiros de caminhada.

O Templo de Diana enquadrado no Centro Histórico de Évora

Um dia lindo como têm sido todos deste finar do ano anterior e do início de mais este, com quase uma dezena de dias. Lindos mas frios!

Mas, se se lembrarem daquela lengalenga dos nossos tempos de crianças, que reza assim: «ao luar de Agosto, nenhum dá no rosto» mas vem o de Janeiro que não tem parceiro». É assim, qualquer coisa. Mas, pelo que vi ontem à noite, ao chegar a casa, pareceu-me ser verdade!

De um lado, a minha amiga Diana bolachuda, pujante, cheia de luz. Exactamente como a estou a ver neste momento, aqui sentado, teclando, pois até subi o estore para a poder apreciar melhor e ei-la ali, a sorrir para mim, pelas vidraças, à minha esquerda.

Galgando a auto-estrada, enquanto o "senhor das estradas" punha o olhar no alcatrão, eu, sentadinho à sua direita, observando os voos das caminhadas dos corvos, ao mesmo tempo que tentava ir absorvendo as dores dos meus ombros, ouvia os corvos dizerem-me que, a nossa Diana, está agora mais bonita que nunca.

Ventor, Diana e Apolo, no seu encontro em Évora, em 08.01.2012

Por fim, chegamos ao objectivo que nos tínhamos proposto - o Centro Histórico de Évora e, mais precisamente, o Restaurante Fialho. Metemos combustível e preparamo-nos para a continuação da nossa caminhada alentejana mas, antes, não deixamos de ir cumprimentar, a rainha da noite, no seu Templo de Évora, cheio de sol. Ali, Diana, me disse que, a fúria dos homens e das intempéries, lhe destruíram o seu Templo mas, ainda lá ficaram algumas colunas coríntias com seus capitéis, onde Diana, nas suas caminhadas vai encostando o seu olhar, em memória dos velhos tempos, das suas gentes romanas.

Este Templo de Diana, foi construído no Século I D.C., em memória de Augusto, o tal que veio à Península Ibérica para vencer os Cantábricos que, descendo das montanhas vinham fustigar os romanos, cuja ponta mais avançada era a sua legião instalada no local que é hoje a cidade de Leão. Este Templo foi construído no Forum Romano, a praça principal, então chamada Liberatias Iulia.

No Séc. V, D.C. os bárbaros, que eram constituídos por "hordas germânicas", invadiram Évora e destruíram o Templo, e hoje, as suas ruínas, são o único vestígio do Fórum romano na cidade. O Centro Histórico de Évora onde se situa o Templo de Diana é, desde 1986, reconhecido pela Unesco, como Património Mundial. O Templo da minha amiga Diana, está rodeado por vários monumentos como a Sé de Évora, o Tribunal da Inquisição, a Igreja e Convento dos Lóios, a Biblioteca Pública de Évora e o Museu.

Os capitéis e as bases das colunas do Templo de Diana, foram feitos com mármore branco de Estremoz e as colunas e arquitraves são feitos de granito da região de Évora.

A Catedral de Évora

Évora, possui um Centro Histórico bem preservado, e é um dos mais ricos centros históricos de Portugal o que lhe valeu o epíteto de Cidade-Museu.

Após uns dedos de conversa com a minha amiga Diana, rumamos a Mourão e seu castelo, levando a nossa caminhada sobre as águas da Barragem de Alqueva, por onde passeamos o nosso olhar e, no regresso, fizemos uma rápida visita ao velho castelo de Monsaraz de que voltarei a falar mais tarde.

https://ventorcaminhando.blogspot.com/2026/06/lago-enol-um-lago-de-covadonga-que.html

Adeus ...

    Ventor  06.08.07 ... até sempre! Hoje sinto-me triste! Hoje disse adeus a uma companheira de trabalho. No mundo moderno, há muitas novas...