terça-feira, 10 de maio de 2005

Passeio

  Ventor 10.05.05

Oportunidade única!

Num local onde, de momento, estas flores são uma pequena festa à vida, eu passei, há dias, numa das minhas caminhadas. Já há algum tempo que vivo sem música, sem flores ou com poucas e submergido numa grande tristeza. Em pouco tempo, perdi três amigos. O Quim, a Maria Luisa e o homem do Quiosque (o António), um amigo.

Partiram de rajada! O Quim e a Maria Luisa, depois de muio sofrimento. O António de repente! Eu esqueci a vontade de ouvir música, a melhor das minhas companhias. Além disso, a minha coluna não me tem ajudado muito, posso mesmo dizer nada, e tenho caminhado sobre três caminhos: a tristeza, a dor e o caminho real que piso.

Flores selvagens embandeiradas para mim

Tenho visto muitos besouros, alguns azuis, que não vejo há muitos anos, mas no meio destas flores vi o mais belo de todos! De repente, apareceu a um metro de mim, em voo parado, na vertical, estilo helicoptero e aguardou que eu ligasse a máquina e tudo, olhando-me fixamente. O seu corpo era de um amarelo dourado esbatendo para o azul e, as suas asas, eram de um azul lindo, rendilhadas por onde penetravam os raios luminosos do meu amigo Apolo.

Falei para ele, chamei-lhe coisa linda e pedi-lhe para aguentar aquele voo parado, enquanto ligava a máquina e me preparava para o fotografar. Quando me preparava para disparar ele arrancou rumo a ocidente de encontro ao sol, vestindo cores fabulosas! Nessa mesma tarde, arrastando-me, fui três vezes àquelas flores mas nunca mais vi aquela maravilha de insecto.

Agora estou pelo beicinho para apanhar aquela maravilha. Será que voltarei a vê-lo? Depois de pensar bastante, até me parece que aquele insecto foi uma mensagem a dizer-me que o mundo é lindo e devemos estar aptos a caminhar nele e com ele, abandonando as forças negativas que tentam apossar-se de nós!

quinta-feira, 5 de maio de 2005

Nasceu a Maria

  Ventor 11.01.05

Hoje, 11 de Janeiro de 2005, nasceu a Maria.

A Maria, mal nasceu, acenou ao seu pessoal e desejou, para todos, um bom ano, pois já vinha atrasada.

A Joana (prima) e o Tomás (irmão) ficaram deslumbrados com mais esta boneca.

A Maria, olhou em volta, como num olá a todos e verificou quem a tinha sarnado durante cerca de 9 meses e tal. No meio de todos, procurou o Ventor, por acaso, o pior, que só queria brincar com o irmão, o Tomás, quando ela ainda, toda atrapalhada, tentava dormir na barriga da mãe.

A mãe, protegeu-a na barriga e agora, tenta colocar a mão protectora, por cima, na esperança de que, por baixo, a mão divina de Deus nunca a esqueça!

Tomás, encosta à solidão, tentando descortinar como é possível ter uma boneca tão linda que enchia tanto a barriga da mãe e, afasta-se para ponderar a sua acção, antes de olhar mais uma vez a barriga da mãe quase vazia e pedir-lhe para o acompanhar até casa, pois o pai estava ali para os levar a todos. O problema era saber o que fazer à boneca! Mas podia ir também, já que todos gostavam tanto dela!

Joana também estava a ver as coisas a esfumarem-se. Afinal, o Ventor já lhe tinha prometido que nunca a esqueceria, e ela, até já lhe tinha reclamado a primazia do posto. Pois por autorrecriação, tinha entendido que, de facto, a velhice é mesmo um posto! E como o Ventor lhe tinha dito que agora tinha duas princesas em vez de uma, ela, numa jogada de antecipação, disse-lhe logo que, tinha duas princesas mas tinha de gostar mais da mais velha! Que era ela claro!

 A Maria, no meio de tanta confusão, pois não entendia tanta ciumeira, abriu a boca ensonada e tentou fazer aquilo que mais queria. Dormir! Vou aproveitar para dormir, pois isto já me parece aquilo que na barriga da minha mãe já ouvia falar. Campanha eleitoral! Eu sou aquele ...


Mas fechou os olhos e pensou: o Ventor que não era para brincadeiras, continuava a fazer o flash funcionar tentando não a apanhar de olhos abertos para a máquina! Este gajo até é porreiro, mas mesmo assim apetece-me tanto dormir que só queria acordar depois de 20 de Fevereiro!

A Maria continuava em estado de vigília, nem a dormir, nem acordada. mas a pensar! Depois recordou que vinha aí o seu primeiro Carnaval!

  

A Joana continuava a tentar não perder pitada do que se passava à volta. Afinal a Maria, achava ela, estava a tirar-lhe o protagonismo e isso não lhe agradava!

A Maria, num sorriso matreiro, com um pedacinho da língua de fora, achou piada à consfusão e pensou que, de facto, este mundo deveria ser muito complicado!

A Maria sabia que as pessoas andavam sempre preocupadas com o tempo e ela já vinha treinada nisso, pois a sua mãe estava sempre preocupada quando todos os dias, de manhã e à noite, tinha de se meter numa espécie de inferno a que chamam 2ª Circular. Seria assim que se chamava? O melhor era, em vez de dormir, continuar a pensar!

A Joana essa, tinha um fito. Seria possível ficar com aquela boneca? Afinal até tinha tantas que até já falavam e tudo!

 Mas ela é linda, achava a Joana.

 Mas eu quero-lhe pegar. Será que o Ventor, se eu lhe pedisse de mansinho, me deixava?

A Maria, que não percebe nada disto, ou quase, pois ainda não sabe que dedo se usa, levantou o dedo mendinho a julgar que era mais democrático do que o dedo indicador que mais lhe parece servir apenas para um tipo chamado tio Sam ... que com um olhar profundo e atemorizador, gritava: «I need you»!

E assim, atormentada por tanto pensamento, sem nexo, julgou que, realmente, o melhor que arranjaria neste mundo, era um belo sono. Dormir!

Depois de saber que estaria protegida pelo Ventor e pelas flores, entrou num sono profundo e ficou descansada, adormecendo para depois sim, ao acordar, dizer olá pessoal! Mas nessa ocasião, refeita de um repousante descanso depois de um primeiro dia medonho, apenas dirá: «olá, mamã»!

quarta-feira, 20 de abril de 2005

Flores azuis

  Ventor 20.04.05

Hoje, na minha caminhada, apareceram-me mais flores azuis. Estas são, de facto, de um azul muito lindo.

Anchusa Azurea

Claro que os meus parcos conhecimentos de botânica, não são suficientes para as identificar. Elas são selvagens, lindas e raras, tal como os metais preciosos. Mas mesmo sendo raras assim, acho que devo partilhá-las convosco. Hoje, 23 de Abril, já sei o nome pelo qual esta flor é conhecida. Chama-se Anchusa Azurea. Bem como partilho esta borboleta, Papilo Machaon, minha companheira de caminhada da qual também já sei o nome.

Papilo Machaon

quarta-feira, 13 de abril de 2005

Uma efeméride

  Ventor 13.04.05

Nas minhas caminhadas tenho-me deparado com várias efemérides, entre elas, esta. Faz hoje, 13 de Abril de 2005, 2337 anos a Fundação oficial da cidade egípcia de Alexandria! Não tenho bem a certeza, mas creio que sim.

Farol de Alexandria tirado da Wikipédia

A minha memória, velha como o tempo, pode atraiçoar-me, mas raramente essas situações traiçoeiras me atingem. Enfim ... é possível. Poucas cidades fizeram uma entrada tão magnificiente na história da humanidade como Alexandria. Ela foi fundada por Alexandre, o Grande, o meu amigo Macedónio.

Já tenho falado disso ao Quico e acho que ele vai querer colocar tudo no seu Site. Será que ele ainda se recorda? Deve recordar pois todos os seus ascendentes foram bafejados pelas boas vontades divinais dos Faraós, mesmo muito antes do nascimento de Alexandria.

quinta-feira, 7 de abril de 2005

Continuando ...


... nas minhas caminhadas, ontem os doendes deitaram flores à minha passagem. Eles sabem como eu os invejo. Gostava de viver naqueles boraquinhos das árvores. Autênticas vivendas!

Belas flores selvagens 

Fui ver nascer os fetos e, pelo verão fora, tentarei assistir ao seu crescimento.


Fetos crescendo a velocidade de cruzeiro. Como este

Acabou de furar e já canta glórias a Apolo.

 Feto acabado de nascer

Há meia dúzia de dias passei ali de propósito para os ver e não havia nenhum. Também estive na conversa com a filhota da Vanessa. Ela ainda pousou nos fetos secos por onde sua mãe esvoaçava e me esperava.

Estes fetos quando verdes e depois já secos, suportaram a mãe Vanessa e agora a sua filhota já linda como ela.

Mas a filhota da Vanessa tem uma companhia. Esta lagartixa que também quis saudar o Ventor.

Uma lagartixa

Quando procurava a existência de uma possível cobra apareceu saída do chão esta lagartixa no local que nunca mais será o mesmo que eu encontrei em 2004. Vão faltar ali as minhas dedaleiras para embelezar a filhota da Vanessa. A única dedaleira que nasceu ali, este ano, já foi cortada por algum parasita humano. Daqueles que acham que Deus existe só para ele.

https://ventorcaminhando.blogspot.com/2026/06/lago-enol-um-lago-de-covadonga-que.html

Setember Eleven

  Ventor  11.09.11 O dia que mudou o mundo e, por isso, o dia que também mudou o Ventor. Um dia que nunca devemos esquecer! Não devemos esqu...