terça-feira, 2 de junho de 2026

Dia de Portugal

 | Ventor 10.06.05

10 de Junho, era o dia de Portugal!

Hoje não sei se ainda é! Sabem porque? Cada vez me parece mais o dia do "oportunismo"! Se alguém quiser fazer a retrospecção que eu já fiz, mas guardei para mim, porque senão ... Bom! Não acreditam? Podem crer! Já ouve quem ameaçasse os blogs e eu não quero fazer nada para isso.

Mas sempre poderei dizer alguma coisa! Ouço o povo na Rádio, na Televisão, na Rua, no café, ... e julgo que, pelo menos, por enquanto, só uma coisa safa a geração política que resultou da Abrilada de 1974! Sabem o que é? Adivinhem!

Se não adivinharem depois eu digo-vos! Mas temos de reconhecer que todos eles se pavoneiam sugando o suor do povo. Todos eles de um extremo ao outro, se pavoneiam enquanto apenas e só nos mataram a única coisa que ainda poderíamos ter ... A Esperança! Até essa nos levaram!

Faz hoje 35 anos

 | Ventor 15.05.05

... que deixei a Força Aérea. Claro que vou comemorar este dia com uns copos, os copos da saudade! Não sei quantos comemorarei mais, mas sei que enquanto puder, não esquecerei!

São servidos?

Passeio

 | Ventor 10.05.05

Oportunidade única!

Num local onde, de momento, estas flores são uma pequena festa à vida, eu passei, há dias, numa das minhas caminhadas. Já há algum tempo que vivo sem música, sem flores ou com poucas e submergido numa grande tristeza. Em pouco tempo, perdi três amigos. O Quim, a Maria Luisa e o homem do Quiosque (o António), um amigo.

Partiram de rajada! O Quim e a Maria Luisa, depois de muio sofrimento. O António de repente! Eu esqueci a vontade de ouvir música, a melhor das minhas companhias. Além disso, a minha coluna não me tem ajudado muito, posso mesmo dizer nada, e tenho caminhado sobre três caminhos: a tristeza, a dor e o caminho real que piso.

Flores selvagens embandeiradas para mim

Tenho visto muitos besouros, alguns azuis, que não vejo há muitos anos, mas no meio destas flores vi o mais belo de todos! De repente, apareceu a um metro de mim, em voo parado, na vertical, estilo helicoptero e aguardou que eu ligasse a máquina e tudo, olhando-me fixamente. O seu corpo era de um amarelo dourado esbatendo para o azul e, as suas asas, eram de um azul lindo, rendilhadas por onde penetravam os raios luminosos do meu amigo Apolo.

Falei para ele, chamei-lhe coisa linda e pedi-lhe para aguentar aquele voo parado, enquanto ligava a máquina e me preparava para o fotografar. Quando me preparava para disparar ele arrancou rumo a ocidente de encontro ao sol, vestindo cores fabulosas! Nessa mesma tarde, arrastando-me, fui três vezes àquelas flores mas nunca mais vi aquela maravilha de insecto.

Agora estou pelo beicinho para apanhar aquela maravilha. Será que voltarei a vê-lo? Depois de pensar bastante, até me parece que aquele insecto foi uma mensagem a dizer-me que o mundo é lindo e devemos estar aptos a caminhar nele e com ele, abandonando as forças negativas que tentam apossar-se de nós!

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Tudo o Vento Levou

  | Ventor 14.02.15

 Se não for o vento é o tempo e se não for o tempo é o vento. Tudo se vai!

Também podem ser as rémiges!

Há dias, estive a observar o meu amigo Pingas, o cisne que foi por anos, meu companheiro de algumas caminhadas. Ele caminhava sobre as suas amarguras e auscultava a melodia das águas, no ciclo do seu tempo. Como sempre, ele observava-me e dava ao rabinho para demonstrar a sua alegria com a minha presença.

 Uma das últimas fotos que tirei ao meu amigo Pingas

"Hoje não trouxe a máquina, Pingas, mas um dia destes venho cá para te tirar algumas fotos".

«Não vais não, Ventor, estou a preparar-me para abandonar esta prisão sem grades. As grades são as minhas rémiges mas, se eu conseguir distrair esses gajos e as minhas rémiges me colocarem no ar, com a ajuda do vento, eu farei o resto.

Quando eu desalojava os meus filhotes do lago, no outro sítio, fazia-o porque nós, os cisnes, colocamos os filhos fora de casa mas, eu, Ventor, fazia-o com mais afinco. Queria-os fora desta prisão que os homens me destinaram. Queria os meus filhos longe dela!

Agora, Ventor, depois de perder a minha companheira, não mais deixei de ser um cisne moribundo a deslizar sobre as águas do rio.

Não digas a ninguém, Ventor, mas eu sinto que as minhas rémiges vão salvar-me os últimos anos da minha vida se tiver alguma sorte».

Isto foi em meados de Janeiro. Voltei uns dias depois e vi, por entre os choupos, aquele grande penudo a deslizar nas águas frias deste inverno. Há uma semana, voltei a procurar o meu amigo e fui logo atingido pela amargura da incerteza. Dirigi-me aos guardas do jardim e disseram-me que o Pingas, o velho amigo do Ventor, tinha fugido. Desapareceu, simplesmente.

 Outra das últimas fotos do meu amigo Pingas, cerca de 4 meses antes de desaparecer

Perguntei a algumas pessoas e disseram-me que ele voava imenso, rio abaixo e rio acima, exercitando-se, tal como os patos reais e, de um dia para o outro deixaram de o ver.

Oxalá que o meu amigo Pingas tenha tido muita sorte, que encontre o seu lago de sonhos, onde os cisnes e outros seus companheiros de caminhada, vivam em paz, sem serem molestados pela podridão humana. Onde as flores enfeitem as suas margens e todos juntos se espreguicem nos ares límpidos matinais, recebendo juntos e em paz, a chegada do nosso amigo Apolo.

Todos temos sonhos. Porque não haverá um cisne de sonhar? Porque não posso eu sonhar que o meu amigo Pingas ainda venha a encontrar, no fim da sua vida, um pouco de felicidade?

Espero que tenha sido assim, Pingas, que estendas as tuas rémiges e que os ventos te levem pelos teus espaços de liberdade. Tu foste das coisas mais lindas que eu encontrei na Amadora.

Nunca irei esquecer o teu pedido de ajuda para passares para o outro lado da sebe, onde se encontrava a tua companheira e os teus quatro filhotes e a alegria com que me agradecias a ajuda que te tinha dado.

Até sempre, amiguinho branco. Que o Senhor da Esfera te dê alguma felicidade porque todos os animais também merecem ser felizes.

No Lugar do Sol ...

 | Ventor 10.04.16

... os meus amigos continuam por lá. Ontem fui visita-los!

O Germânico

O germânico, não é o germano mas é um grande amigo do Ventor. Eu passeio por entre as flores, vou clicando e ele está sempre com os olhos em mim. É uma beleza peluda e amigo do Ventor. Também está sempre com os olhos no Santiago.

O Santiago também está sempre de olhos neles. Brinca com eles e eles brincam com ele e já sabem que é ele o novo dono. O Santiago diz que eles são amigos e que gosta muito deles e eles dele.

Mas quando o Ventor se preparou para ir dar a sua caminhada da praxe, o Santiago encheu-se de coragem e disse: "eu vou contigo"! Não Santiago, tu não podes. Tu és pequenino, tens de comer muito para me acompanhares nas minhas caminhadas. Se comeres muito, para o ano vais comigo às perdizes. Mas o Santiago diz-me: "elas fogem"! Não fogem nada, elas são minhas amigas! Então vou contigo. Se são tuas amigas, também são minhas.

Enchi-me de coragem e levei o Santiago. Olha que eu não te posso trazer às costas! Eu levo o teu cajado! Vou contigo pelos montes todos e chamo as perdizes. Fez o gesto como faria para chamar os pombos. Ele queria, era ir comigo. E foi!

Ele era o homem das botas, eu era o homem dos ténis. Com as minhas botas, ninguém me apanha - pensava ele. Mas, os trambolhões nas verduras foram muitos. Eu dizia: "hoje estás a conhecer um colchão novo"! Ele dizia: "é bom"! Caminhamos entre as flores, as lindas flores da Primavera mas, o Santiago não percebe nada das minhas explicações mas, também que interessa? O que interessa é participar! E o Santiago participou. Participou e bem! Nunca pensei que participasse tanto.

Depois quis que eu chamasse a mãe e a tia Gisela para nos verem no monte. No monte, de pé, de cajado, e caminhando entre as flores. Para o Santiago foi uma festa e para mim, nem se fala. Depois, eu disse-lhe que fizemos um quilómetro. Ele ficou todo contente! Um quilómetro? É isso que ele está a dizer: foi um quilómetro mas, para a próxima vai ser mais um! Foi assim que o Santiago fez a sua primeira Grande Caminhada. Um, diz ele, com o dedo no ar!

Para a próxima, vai ser maior, Santiago

Mountain View, California

  | Ventor 28.09.12

Mountain View, é uma cidade da Califórnia, que se situa a sul da Baía de S. Francisco, no Condado de Santa Clara.

Passou a ser assim conhecida pelas suas vistas sobre as Montanhas de Santa Cruz.

Esta cidade californiana, confronta com as cidades de Palo Alto, Sunnyvale, Los Altos, a Baia de S. Francisco e o Aeroporto Federal de Moffett.

Situa-se num belo vale que foi absorvido pelas grandes tecnologias dos tempos modernos e a que deram o nome de Sillicon Valley.

Esta cidade Californiana é a casa de muitas das maiores empresas de altas tecnologias da actualidade, desde 1956, como a Google e mais de cinquenta outras empresas de altas tecnologias, bem como divisões de outras grandes empresas mundiais como a Microsoft, a Nokia, a AOL e mais umas quantas ou, então, já ali tiveram a sua sede, algumas outras. É um mundo à parte. 

Porquê, perguntarão vocês, tudo isto que muitos de nós já sabemos?
Primeiro porque muitos saberão mas, muitos outros, nunca terão ouvido falar! Ou, até, terão ouvido falar de outras Mountain View, que existem nos Estados Unidos e no Canadá e, certamente, noutros locais.

Por mim, achei piada porque, quando eu, nos anos 60', caminhava por Lisboa, em horas de lazer, me dirigia ao Centro Cultural Americano, então, na Av. Duque de Loulé, frente à embaixada, comecei a desbobinar nomes como estes, Mountain View, Palo Alto, S. José e, mais que os nomes das cidades, o inesquecível Sillicon Valley.
Então, eu fazia as minhas caminhadas virtuais, de comboio, como aquelas célebres que iam de Nova Yorque a S. Francisco, com passagem por Chicago, o desbravar destas belas cidades, dos seus arredores e da sua Baia. Tal como as minhas caminhadas de barco e de avioneta pelas regiões dos Grandes Lagos e do rio de São Lourenço (St. Lowrence River), até o Atlântico e vice-versa.
Esta Moutain View, começou a ser conhecida no séc. XIX, quando era uma estação de paragem das diligências que circulavam entre S. Francisco e S. José, uma espécie de paragem da nossa Malaposta. Aliás, certamente, muitos de nós, ter-se-ão familiarizado com Mountain View e suas vizinhas, ao ver os velhos filmes de Cowboys, daqueles lados da Califórnia.
Mas para mim, Mountain View é muito mais que tudo isso!
Quando entro nos meus Blogs, vejo muitas vezes passar: «Mountain View, Califórnia». Não é uma vez por outra! Considero, até, com bastante assiduidade. Significa isto que, em Mountain View, há gente assídua dos meus Blogs! Só me falta saber se há portugueses, em Mountain View! Mas eu acredito que sim! Acredito que sim porque, como sabemos, onde há mundo, há portugueses e, penso que, na região do Sillicon Valley, devem caber alguns portugueses, certamente. Só tenho pena que, se forem portugueses, não sejam capazes de dizer nada. Podem dizer, seja o que for. Até podem dizer mal que eu não me importo. Se disserem bem, eu fico satisfeito mas, se disserem mal, terei de concluir que tenho de me aperfeiçoar. Digam-me, pelo menos, se são portugueses. Não custa nada!
Eu sei que há muita preguiça em escrever seja o que fôr mas, neste caso, estou com curiosidade! 
Os portugueses que eu conheço, mais perto de Mountain View, andam lá pelos lados de Fort Bragg, do lado oposto da Baia de S. Francisco, junto à costa, mais para Norte. Mas, provavelmente, poderão haver outros Fort Bragg e não ser esse. Há pelo menos mais um, na Carolina do  Norte!
Este mundo é muito complicado, não é?
Com o início do desenvolvimento das indústrias das novas tecnologias, Mountain View, essa da Califórnia, cresceu, numa década, entre 1950 e 1960, mais de 350%, passando de cerca de 6.500 para cerca de 30.000 habitantes.
Hoje tem cerca de 75.000 habitantes.
Deixo aqui as minhas saudações à cidade Mountain View, no Condado de Santa Clara, na Califórnia.

O Ski deixou-nos

  | Ventor 09.05.16

O Ski era meu amigo. Já é o segundo amigo que perdi no Lugar do Sol.

Sky

Quando eu partia para as minhas caminhadas, eles todos corriam a despedir-se de mim no portão, mas o Ski olhava-me sempre com uma doçura sem fim, naqueles olhos avelãs. Quando eu estava no campo, do lado contrário, era ele sempre o primeiro a ladrar. Espreitava-me por entre os arames e ladrava. De repente estava lá a matilha toda. O Ski e os perdigueiros.


O Ski tinha uma casa. Ele gostava muito da sua casa. Tanto nesta como na outra, ele deixava os seus amigos dormirem com ele. Viviam juntos, comiam juntos, sonhavam juntos.


Eles gostavam das suas casas debaixo do Telheiro, mas o Ski, teve direito a uma só para ele. Tinha quase 12 anos e os donos quiseram dar-lhe mais recato e conforto devido à doença. Mas eles não abandonavam o Ski. O último a chegar ficava quase todo de fora. Tal como os mosqueteiros, não diziam "um por todos e todos por um" mas diziam: "o que é do Ski é nosso e o que é nosso é do Ski"!

Quando eu chegava, mais pareciam uma "matilha de lobos" em volta da presa que uma matilha de cães a receber um amigo. Todos me queriam tocar, lambuzar, agarrar, cheirar. E todos me diziam, "não trouxeste o gato"? Porque nunca trazes o gato"? Porque se o trouxesse Ski, tu eras o primeiro a dar-lhe uma dentada. "Não dava nada porque sei que é teu e isso era quanto bastava para não-lhe fazer mal". Porque não seria assim?

 Eles eram todos amigos e o Ski adoptou os filhos da Maria e do Gaspar como se fossem dele. Como diz a célebre canção, "amigos para siempre"

O Ski tinha uma maneira especial de me olhar, de se chegar e de se colocar a meu lado. Acompanhava-me sempre todo discreto. Os outros aproximavam-se, agarravam-se a mim, uns estroinas maravilhosos mas o Ski olhava, aproximava-se e parecia-me dizer, calmamente, que a amizade deles era igual à dele.

Depois apareceu outro amigo - o Santiago

O Santiago gosta de todos mas tinha um carinho especial pelo Ski


"Ele é meu amigo, ele não xe janga"! Eu tenho a certeza que sim, Santiago

Aproximava-se do Santiago sempre num estilo protector. Parecia dizer-lhe, "estou aqui, contigo, Santiago". Na última vez que estivemos juntos, o Santiago agarrava-se-lhe, fosse onde fosse, até nas orelhas. Eu disse ao Santiago: não te agarres tanto às orelhas do Ski, Santiago que ele pode zangar-se, se o magoas. O Santiago tinha tanta confiança nele que me respondeu: "ele é meu amigo. Ele não xe janga"!".

Nunca mais te vais esquecer dele Santiago

É difícil perder um amigo e o Santiago começa cedo a aprender quanto custa. Até a mim vai custar muito quando lá chegar e não me aparecer aquele olhar especial do Ski. Mas a vida é assim, feita de atropelos permanentes em que uns ficam e outros vão partindo primeiro. O Ski nunca nos abandonará porque continuaremos a vê-lo em fotos e continuará no nosso cérebro a saltar e a correr pelo Lugar do Sol.

 


  


Deixo aqui duas flores que estavam na piroga, em 02 de Abril passado. A amarela já era minha conhecida mas a vermelha não e ele não me largava e olhava para mim e para as flores como que a tentar perceber-me

Mas, quer queiramos quer não, o Santiago, os pais, o Ventor, ... toda a família e amigos, ficamos sem o nosso amigo Branco de Weimar ou Weimarner, o nosso amigo Ski.

Foi em 8 de Maio de 2016 que o Ski se despediu dos seus amigos e de todos nós, dos amigos e da família. Os últimos anos da vida dele, foram de tudo o que havia de bom, sem fome, sem frio, feliz. Tinha uns donos que o adoravam. Devido à doença, a sua dona ia tapa-lo à noite e conversava com ele. Diz-se muito sortuda por fazer parte da sua vida. Vai colocar no seu lugar um cedro e uma linda planta selvagem e assim ficaremos sempre juntos.

Podes crer Cristina que estará sempre connosco. Irei procura-lo no meio dos seus amigos e não o encontrarei mas continuaremos juntos.

A Caminhada do Tomás

  | Ventor   25.09.09 Feliz Aniversário, Tomás Vamos continuar juntos a nossa Grande Caminhada. Com beijinhos dos tios e padrinhos e da Avó ...